[Mundo Sobrenatural] O retrato da Morte (fotos post-mortem)

Mundo Sobrenatural
domingo, 14 junho 2015 4973 Views 3 Comments
[Mundo Sobrenatural] O retrato da Morte (fotos post-mortem)
A morte é  “presença constante” em Supernatural, e retratada de  variadas  formas. Nossos heróis  vira  e mexe  sempre  tendo que  lidar  com ela, e desde o  inicio. Afinal John Winchester tornou-se caçador  após a  morte  de Mary, sua esposa  e  mãe dos  meninos, e  o resto da história  todos  nós conhecemos muito bem. Sam e Dean tiveram também que  lidar  com muitas  perdas, e eles mesmos, morreram  e voltaram várias vezes. Sam, no episódio 10.20 “Angel Heart”, disse à Claire, que no  ramo  dos Winchester  a  morte  nem sempre  é  um  adeus.
E  não  posso  deixar de  citar o  Cavaleiro da Morte que nos proporcionou além da entrada triunfal e épica, vários momentos memoráveis. A morte permanece para o homem um mistério e  um  mistério cercado de respeito. Morrer é um fato certo, a morte virá ao nosso encontro e nos fará despedir-nos de todos. Não sabemos onde, quando e nem como, porque ela é um ato biológico.
A morte causa medo na maioria das pessoas, porque se trata do desconhecido (mistério). A maioria das pessoas têm uma crença na imortalidade da alma, embora, muitas vezes, paira a dúvida, a incerteza e a falta de conhecimento do que seja a morte causando muitas  vezes, medo  e angústia. A Morte  é  um tema amplo, é um  verdadeiro leque, podemos ficar  horas e horas  falando sobre  o tema , abordando  variados tópicos, e  sempre  terá assunto.
Para vocês terem uma  ideia , pessoas se  reúnem  para falar  sobre  o  tema, o chamado Death Café. O sociólogo e antropólogo suíço Bernard Cretazz criou o primeiro Death Cafe (Café da Morte, em tradução literal), em 2004. A iniciativa teve tanta receptividade que se espalhou pelo mundo e agora chegou ao Brasil. O primeiro Death Cafe foi organizado em São Paulo.
Ao contrário do que se possa imaginar, o Death Cafe não é um estabelecimento comercial com endereço fixo. O conceito é organizar reuniões em locais como cafés, hotéis ou centros culturais, para se discutir o tema livremente. De portadores de doenças incuráveis, idosos e pessoas que perderam um ente querido ou têm medo da morte, a profissionais da área da saúde, a iniciativa atrai cada vez mais interessados no mundo todo. Mas o  assunto  da coluna de  hoje não é  sobre a  morte  em  si,  e sim sobre  as Fotos Post Mortem.
A Rainha Victoria pediu que fotografassem um cadáver de  um parente próximo , para que ela guardasse como recordação. A partir desse momento, o “costume” lentamente se espalhou por diversas partes do mundo, sendo que várias familias passaram a fazer a mesma coisa, guardando para si uma recordação do ente querido que havia partido.
Durante o século XIX, o ato de fotografar os falecidos era bem mais comum, parecendo nos dias de hoje algo “mórbido” e sem sentido, mas naquele tempo se tornou um costume natural. O que para muitos parece bizarro, às vezes até monstruoso, era algo comum para algumas famílias do século XIX. Assim, é importante o cuidado ao julgar o passado com o olhar do presente. Na era vitoriana, a expectativa de vida de um homem de classe média ou alta era de 44 anos, 57 em cada 100 crianças, que nasciam dentro da classe trabalhadora, faleciam antes de completar cinco anos.
Criar esses tais álbuns com fotos dos familiares e amigos mortos, era uma espécie de negação da morte, ao mesmo tempo que as fotografias tornavam-se recordações guardadas pela família para se lembrar daqueles que se foram. Além disso, observa-se que “fotografias” naquela época era um grande luxo, devido ao elevado preço para produzi-las e também devido à pouca quantidade de câmeras fotográficas e profissionais disponíveis.
A fotografia “Post Mortem” em si era algo bem caro, e funcionava como última homenagem aos falecidos. No ato de fotografar a pessoa que morreu à pouco tempo, estando o corpo em estado “fresco”, eram criados verdadeiros cenários elaborados com composições muitas vezes complexas de estúdio para fazer os álbuns dos mortos, e assim tornar a morte menos dolorosa.
Em outros casos, após algum tempo do falecimento da pessoa, e ocorrido o “rigor mortis”, era necessário inventar situações complicadas para a foto ficar natural, envolvendo a instalação de calços sob cadeiras e inclinar a câmera fotográfica para que a cena se ajustasse a posição fixa do cadáver.
Para essas fotos o importante era fazer parecer que os falecidos estivessem dormindo ou em posições de pessoas “vivas”.Com isso, era comum fotos com grupos de mortos e também de pessoas vivas sentados fazendo poses com cadáveres. Em algumas montagens, eram colocadas estacas de madeira por dentro da roupa dos cadáveres, ao mesmo tempo que eram maquiados e colocados em posições como se estivessem vivos, como: em pé ao lado de familiares, sentados com pernas cruzadas em sofás, lendo livros, abraçando um ente querido, ou outra pose que fosse normal para quem estivesse vivo. Grande parte das fotos de bebês eram coloridas artificialmente para dar um tom de vida ao cadáver das crianças.
Com o passar dos anos, essa prática passou a ser vista com repulsa pela sociedade. Mas isso não significa a extinção do ato. Na verdade, muitas dessas imagens são, até hoje, comercializadas à valores exorbitantes, inclusive com a existência de leilões do ramo. Você já parou pra pensar no destino que quer para seus restos mortais?
Acessem o  álbum  com  mais  imagens  clicando AQUI
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3 Comemtários

  1. Alberto says:

    Sinistro!

  2. Anônimo says:

    o melhor site!
    postem por favor downloads de outras séries

  3. Ricardo Gomes says:

    Bem interessante, tipo a morte é a única certeza que temos na vida, e em torno dela sempre existiu crenças e mistérios, em todas as culturas. Sempre rende debates

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