[REVIEW] Comentando os episódios 10.15, 10.16 e 10.17 de Supernatural

Review
quarta-feira, 15 abril 2015 1146 Views 2 Comments
[REVIEW] Comentando os episódios 10.15, 10.16 e 10.17 de Supernatural

“Hello Hunters”! A décima
temporada está em fase definitiva para seu desfecho e entre aventuras
corriqueiras com um toque aqui e acolá de inspiração e criatividade,
tivemos reaparições e momentos decisivos com desfechos inesperados que
podem direcionar a trama para caminhos imprevisíveis. Confiram nossa
análise dos três últimos episódios.

10X15 – “THE THINGS THEY CARRIED”
 
O episódio foi dirigido pelo veterano
cineasta britânico John Badham (Foto)
q
ue apesar de décadas de experiência incluindo inúmeros filmes e
séries de sucesso em sua carreira, dirigiu pela primeira vez um episódio de
Supernatural em 9.11-“First Born”, dando um nítido
toque especial ao episódio, sendo este, seu terceiro episódio da série a
cargo da direção (o segundo foi 10.10-“The Hunter Games”). O roteiro foi escrito por Jenny Klein (Foto), integrante da equipe de roteiristas da série desde a quinta temporada, sendo este seu oitavo episódio.
  
John Bahdam (Diretor)                Jen Klein (Escritora)

 

As introduções de Supernatural continuam inspiradas, retificando o saudosismo que a célebre temporada atual vem atribuindo à sua narrativa contemplativa. A perspectiva turva e reversa do algoz caminhando em direcão à vítima destaca a eficiência na direção em transmitir ao espectador a aflição da impotência perante a morte, enquanto a direção de fotografia proporciona uma bela visão externa do Bunker ao anoitecer reemete ao classicismo de filmes de terror, dando seguimento ao tom sombrio desencadeado pela cena anterior, bem como o clima nebuloso à luz do dia seguinte.
  
  
 

 

O desconforto de Sam em interromper suas pesquisas sobre possíveis resoluções à marca de Cain, o coloca no lugar que sempre fora do irmão, uma vez que o próprio Dean simplesmente aceitou o fato de que possa não haver mais o que fazer sobre sua situação. Os mistérios acerca dos veteranos de guerra serviram como introdução para o retorno de Cole Trenton (Travis Aaron Wade) no caminho dos Winchester, onde constatamos suas verdadeiras facetas, livre de neuroses vingativas, com seu discernimento nos eixos. Todavia, seu comportamento hostil reflete, além de prepotência, os efeitos colaterais do complexo de inferioridade consequente da humilhante derrota por Deamon (saudades…), além do reconhecimento pelos erros em sua última aparição. Apesar do desconforto que suas imposições provocam, sua postura é enobrecida pelo esforço em poupar a vida dos amigos.
 
 

 

Ao tentar estar um passo a frente para poupar a vida de Kit (Richard De Klerk), coloca sua própria em risco e se torna hospedeiro do parasita. O impasse ocorrido na escuridão causa ainda mais aflição ao momento, salvo pelos irmãos que preveem a ideia do aspirante a caçador. Logo, o inevitável ocorre: Dois “marrentos” transgredindo divergências através da necessidade de uma saída menos abrupta o possível. Juntos, a intenção de desenvolver uma parceria disfuncional entre ambos, outrora inimigos fica nítida. Apesar que assemelhar Cole a Deam soa um tanto forçado. Mas o equilíbrio que Jensen Ackles atribui ao modo comedido e na individualidade de Dean, ameniza esta impressão, além do contexto do roteiro em mantê-los distantes um do outro, ainda que próximos, ameniza esta aresta, bem como a atitude destemida de Cole ao submeter-se a métodos altamente arriscados.

 
Sam encubido de proteger Jemma (Michelle Morgan) relembra que a tentativa constante de preservar vidas tem efeito dominó e não cabe apenas ao ato de ajustar decisões culminantes à conceitos benevolentes, infelizmente. As palavras de Dean perpetuam esta incontestável verdade. A aventura da vez foi o background para o desenvolvimento de Cole. É louvável que os produtores da série tenham optado em aderir Cole a trama aos poucos a através de seu aprendizado no caminho dos Winchester criar empatia com o publico da série. A dúvida é: Já é o suficiente para protagonizar um Spin-Off?
 
 
Independentemente, a inversão de papéis entre os irmãos foi o mais interessante. Dean agora está mais racional e Sam luta contra a imposição desta lúgubre constatação. Como esta distinção direcionará os rumos?

 

PS: Porque proibir Dean de saborear uma fatia do bolo, Sammy?





10×16 – “PAINT IT BLACK”

Este é o décimo quinto episódio escrito por Eugenie Ross-Leming (foto), esposa de Robert “Bob” Singer -Diretor e produtor executivo da série, em parceria com Brad Buckner1.13-“Route 666” foi o primeiro episódio da série dirigido pela dupla que integrou efetivamente a equipe de roteiristas a partir da 7ª temporada até então. Este é o décimo quarto episódio da série dirigido por John Showalter (foto) que integra a equipe de direção desde a 5ª temporada.

 

  

                    John Sholwalter (Diretor)       Eugenie Ross-Leming (Escritora)
                                                                         ao lado do marido Bob Singer

Confissões bastam para absolver o ser humano de seus pecados? Alguém no plano sobrenatural parece discordar. “Crowena” em cena. O sarcasmo imortal e as ironias infinitas da Rainha Mãe estão cada vez mais maçantes e se tornam verdadeiros testes de paciência para o espectador, tornando quase palpável a sobrecarga nos ombros do Rei. Sim, Rowena (Ruth Connell) tem razão: A gestão de Crowley não vem sendo das melhores e isso é nítido na atmosfera inerte que seu inferno transmite sempre que somos transportados a ele, graças ao constante processo de instabilidade calcado no existencialismo que tem afetado diretamente as relações e a gestão do Rei. Neste aspecto, a veemência de Rowena em clamar pela malevolência soberana de Crowley se torna totalmente compreensível.

 

 
 
 
Os codinomes utilizados por Dean & Sam como agentes Allman e Betts são referencia aos músicos Dick Betts e Gregg Allman, respectivamente guitarrista e vocalista da banda de Rock/Blues/Country The Allman Brothers. A irmã Mathias (Rachell Keller) demonstra incomum desenvoltura acerca das possibilidades sobrenaturais, a colocando sob suspeitas acerca do que sabe. Quem diria que até mesmo Monalisa se faria presente no universo sobrenatural? Na verdade tratou-se de uma referência a história de Leonardo Da Vinci, que se passou em 1503 e como vimos, a pintura de Piero (Peter Gray) se passa também na Itália, mas em 1520. Mais do que apropriado já que a série jamais ousou questionar fatos históricos.
 
 
A descoberta de que os Homens das letras foram os destruidores do Coven foi interessante, porém mais ainda por Olivette (Teryl Rothery) afirmar que eles o saquearam. Aliás, apesar de esperar um pouco mais do encontro entre “Olie” e “Wena” (como um duelo mágico por exemplo) a pose e a extravagancia sobressaindo ao poderes, representam a transição das bruxas ao mundo comtemporâneo, além da atual condição de declíneo do que restou do Coven. Dean se confessando como cobaia foi acabou proporcionando um “momento Dean” que vai do divertido ao dramático com naturalidade. Ali, o primogênito Winchester abre seu coração e nos surpreende ao temer a morte. Mas o tom desesperançoso sugere a aceitação de um destino selado com a própria assinatura. Será?
 

 

A condução a la “O Sexto Sentido” que só revela que irmã Isabella (Catherine Michaud) é o espírito vingativo na reta final foi interessante, ainda que a partir de certos momentos se torne mais perceptível, este nível gradativo de descobertas proporcionado ao espectador sem subestimar sua inteligência, entretem e permite que nos aproximemos do raciocínio dos irmãos. Bem como a meticulosidade da moça ao arquitetar a transcendência na obra do amado de uma forma um tanto macabra. Sam consegue impedir a tempo que Dean se torne vítima de Isabella, queimando o quadro com seus restos mortais e Sam ressalta ao irmão que ele pode contar com ele para se abrir. Mas infelizmente abrir-se não é uma das especialidades do primogênito Winchester. Medo.
 
 
O fato de não sabermos ao certo as razões de Dean se manter nebuloso e nos aproxima da perspectiva de insegura e aflita de Sammy, mas também fica nítido que Dean não está confortável em saber que não poderá cumprir com sua palavra em atender ao pedido do irmão. Afinal, seu olhar não mente.
 

O que Dean esconde por trás do olhar distante que perpetua a certeza de algo que não pode compartilhar, mas que é capaz de fazê-lo temer pelo indefinido tempo de vida que ainda o resta? Arrisco afirmar que trata-se da possibilidade de não ter matado Cain, que lhe contou ainda mais do que não vimos. E você?



10X17 – “INSIDE MAN”

Sentiu um toque diferente neste episódio além da ilustre presença do eterno “Padrinho Winchester? Pois não foi apenas impressão. Esta adição de tempero alternativo também se deve a estréia inédita na cadeira de diretor que contribuiu consideravelmente para que este se tornasse nada menos que um dos melhores episódios de toda a temporada até então: Rashaad Ernesto Green (Foto), talentoso atuante no universo dos curta-metragens que dá seus primeiros passos no universo das séries, a quem os produtores não perderam tempo em convidar para contribuir com o show. Não menos importante, o roteiro ficou a cargo do já experiente Andrew Dabb (foto) em parceria com Brad Buckner.

 

  
 Andrew Dabb (Escritor)             Rashaad Ernesto Green

                                                                                  (Diretor)


Os gritos de Dean ecoando no Bunker chamando por Sam foram o sinal vermelho para que o caçula Winchester arregaçasse as mangas. Confesso que senti de orgulho de Sam (como a muito não sentia) ao arquitetar uma verdadeira odisséia em prol do irmão. Sua meticulosidade em premeditar tudo de forma a garantir que o irmão se mantivesse a salvo, foi uma demonstração vibrante do quanto ele pode ser esperto e o quanto conhece o irmão. O roteiro aproveita a  brecha de lazer cedida ao primogênito para explorar sua hiperatividade de maneira divertida resgatando as “trollagens” dos primórdios no quarto de Sam. Foi muito bom ver o quanto este dia de folga pôde reacender um pouco deste “lado criança” que ainda existe entre as divertidas facetas, distanciando-o da predominante tensão sobre si.

 
 
  
Enquanto isso, ao cobrir o corpo com símbolos, podemos ter uma dimensão mais precisa sobre o maniqueísmo de Rowena em prática. Sam e Cass demonstraram na temporada passada que podem render uma parceria interessante, mas aqui ela ganha amplitude e surpreende. Impedido de subir aos céus para chegar a Metatron, tal restrição afeta ao anjo como poucas vezes vimos. Mas esta propensão à humanidade pode ser uma faca de dois gumes, uma vez que as emoções influenciam seu discernimento, como quando prestes a confrontar os irmãos alados, desta vez, detentores da razão. Dean estica as pernas num Pub e se diverte trollando na sinuca. O prato que Dean pediu foi uma referência ao ator francês Hervé Villachaize, famoso por seu papel em 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro (1974) interpretando Nick Nack, um dos capangas terroristas do Vilão. Enquanto isso Sam e Cass recorrem a alternativas muito interessantes: Oliver Pryce (Richard Newman).
 
 
 
A relação entre o médium capaz de ler mentes e os Homens das letras foi muito criativa e demonstra que as constantes pesquisas de Sam vão muito além de mero passatempo. Apesar da introdução do relevante personagem a direção mantém o ritmo fluente e a interação articulada como um cubo mágico. Trollados pelo lado trambiqueiro de Dean, Rowena surge diante dos perdedores com o bordão do Rei(!) enquanto Pryce estabelece uma conexão direta com Bobby em seu paraíso privado que nos remete ao episódio 4×01-“Lazarus” onde o mesmo método é utilizado para contactar Castiel. Jim Beaver dispensa comentários e esbanja presença em cena seja na riqueza de referências ou peculiaridades. Aliás, Steven McQueen foi um famoso ator de clássicos de ação, Ícone do gênero que já foi o astro mais bem pago do mundo. E a música de toca em seu rádio é “The Gambler” de Kenny Rogers (Tão Bobby…).
 
   
 
Demorou mas Rowena finalmente divou. Enfim reencontramos a Rowena imponente e misteriosamente ameaçadora que nos foi apresentada 14 episódios atrás, que literalmente arregaça as mangas no encalço de Dean e reverte o jogo a seu favor, apesar dos imprevistos e a utilização do confronto também ressalta a coesão do roteiro em incluir o auto-controle sobre a marca. A representação do setor privado do paraíso foi bastante interessante através de todo um curioso sistema organizacional com um “quê” de tecnológico ao contexto celestial.
 
 
 

Rowena por fim pareceu obter êxito em despertar Fergus apara o impasse com Dean, porém somos surpreendidos com um prosa de ex-parceiros (!) que culmina no retorno de “Bloody Crowley”. Quem diria que Dean teria alguma vocação para conselheiro? Um reflexo do exemplo vivo que Bob representou na trajetória dos irmãos que o roteiro ressalta. Além disso, a interatividade entre Cass e Bob retifica o cuidado na primorosa direção em manter o equilíbrio em cena para todos os personagens. A tentativa frustrada do Escriba em manipular Cass e Sam, mostra o quanto a obstinação de Sam atinge níveis “Deanísticos” de execução aliada a um clímax engatilhado pelo ímpeto de salvar o irmão. A parceia com Cass foi além da fluência de sabedoria e conhecimento de causa que ambos tem mais em comum, os tornando ferozes. Tornar Meth mortal para submetê-lo a dor substancial foi magistral.

 

 
 
 

Aliás, Quando todos nós estávamos prontos para nos tornarmos reféns da chantagem de Metatron, ele prova do próprio veneno ao qual impôs Castiel, tendo sua graça roubada pelo mesmo. Ainda assim, ele consegue ser poupado ao afirmar que ainda resta um pouco da graça roubada, conseguindo tempo hábil para prováveis maquinações, levantando a dúvida: Cass conseguirá ser imune a persuasão do escriba? Bobby encerra com chave de ouro com palavras emocionantes enaltecidas pelo jogo imagético que agrega muita profundidade a cada palavra de sabedoria escrita no bilhete lido por Sam. Mas acima de tudo, relembrando ao caçula Winchester o quanto uma figura paterna pode fazer falta. emocionante.

 

 

Roteiro e direção enxutos que resultaram em um desenvolvimento significativo e reviravoltas surpreendentes são alguns dos méritos de “Inside Man”. Mas o que acontecerá ao querido “Padrinho Winchester” por ter violado a gestão celestial? Purgatório? Seria uma ótima oportunidade de revisitarmos estas bandas. O que esperar do próximo nebuloso quilômetro na estrada até aqui?



…Continua nos próximos episódios!

Se você ainda não viu os Episódios

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2 Comemtários

  1. Anônimo says:

    O blog tá lindo, toda semana assisto/ baixo graças a vcs! bjs =)

    • admin admin says:

      Obrigado! Aliás, como se chama?
      É gratificante vermos que os leitores estão satisfeitos com as mudanças no site.
      Desenvolvemos conteúdo sempre pensando no melhor para o leitor, com o mesmo carinho e dedicação que Dean tem pelo Impala! 😀 Qual sua opinião sobre o review? Volte SAMpre 😉

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