[REVIEW] Comentando o Episódio 10.19 – “The Werther Project” de Supernatural

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segunda-feira, 27 abril 2015 498 Views 0 Comments
[REVIEW] Comentando o Episódio 10.19 – “The Werther Project” de Supernatural
O direcionamento retilíneo no desenvolvimento do arco principal no decorrer da
trama é algo que muitos fãs esperavam com avidez no decorrer da temporada e que
parece ter definitivamente engrenado, para nossa alegria! Sigam-nos os
Hunters?!


Este é o segundo episódio dirigido por Stefan Pleszczynski (foto), que estreou na cadeira de direção para a série na temporada passada, em 9.19-“Alex Annie, Alexis Ann”. Este é o sexto episódio escrito por Robert Berens (foto), também estreante na nona temporada com o memorável episódio 9.06- “Heaven Can’t Wait”, aonde vimos Castiel tentando sobreviver como humano. Entre os mais recentes, Berens também roteirizou o episódio 10.07- “Girls, Girls, Girls”, onde Rowena é revelada como Mãe de Crowley. 

O prólogo é ambientado em uma casa de rústica arquitetura pincelada com toques do classicismo
urbano dos anos 70, onde uma pacata família começa seu fim de semana com uma
discussão entre o casal de irmãos pelas alternativas de lazer. Frustrada pela
imposição

dos afazeres domésticos enquanto o irmão se diverte ao som de “I saw the light” de Todd Rundgreen, a
jovem (Erika-Shaye Gair) marreta a parede dos porões e encontra uma espécie
de caixa semelhante a um cofre. Tal caixa emana uma “fumaça” verde ao
ser destravada, provocando um massacre da família enquanto ela está
inconsciente. A necessidade de manter a imprevisibilidade proposta
pela narrativa do roteiro desfavorece a direção em cena, tornando a atuação da
jovem pouco verossímil, vide a impressão de que ela já sabia o que havia por
trás da parede, embora não fosse o caso. Porém, no decorrer da trama os eixos
se estabelecem. O que será da jovem, agora órfã?

 

O roteiro de Berens exprime
ótima fluência conectiva entre plots
de episódios anteriores com a revelação
de Rowena (Ruth Connel) à Sammy sobre
a necessidade do Codex para traduzir o livro dos condenados, que
estaria em posse do acervo dos letrados. Apesar de toda
a displicência de Sammy, o
termo do acordo proposto pela Rainha Mãe causa certa surpresa que se
dissipa através da melancolia que ela intenta aparentar. “Não
quero saber”
 tem se
tornado uma espécie de mantra paralelo ao lema Winchester.
Ao afirmar não querer saber os motivos da bruxa, Sam perpetua a inversão de papéis entre os Winchester que sempre os aproxima
consideravelmente dos riscos do fracasso, diante deste “tiro no
escuro”. Não foi este mesmo ímpeto de “não querer
saber” que resultou no fardo da marca para Dean, Sammy?

Dean “chutando
traseiros” vampirescos, desperta o receio de mais plots reciclando vampiros. Mas
a aventura individual do primogênito alerta ao caçula sobre a fome de adrenalina constante
que ele precisa se atentar. Seguindo a dica de RowenaSam toma
conhecimento de um projeto criado por Cuthberg (Magnus) Sinclair (Kavan
Smith)
, o último letrado apresentado temporada passada, cujo objetivo foi
criar uma caixa de proteção 100% letal denominada como Caixa Werther. O universo dos Homens
das Letras
 sempre é fonte de possibilidades tão vasta ao
universo dos Winchester quanto o acervo que detém ao longo da história
e a medida de preservá-la para momentos específicos tem se demonstrado um recurso
válido para a trama da série. A representação do Conselho dos Letrados nos
transmite amplitude acerca de seus austeros métodos de gestão, além de uma
porta de entrada para mais referências culturais a serem explanadas. 

Werther é uma palavra de origem alemã
que significa: “Digno”.  Além disso, é também título
de uma ópera de quatro atos de Jules Massenet,
com libretto (Música
Letra) francês de Édouard Blau, Paul Milliet e Georges hartmann.
Baseada na obra literária alemã Os Sofrimentos do Jovem Werther (foto) de Johann Wolfgang von Goethe,
c
onsiderado um marco da literatura Romancista. Assim sendo, Magnus se
inspirou na obra e atribuiu um tom lúdico representando
pela idéia de conceber um recurso digno ao jovem que pudesse privá-lo de
seu sofrimento. Mundialmente reconhecida ao longo do tempo, a obra foi  e
ainda é retratada também em diversas peças teatrais, concertos e até produções
cinematográficas (Fotos). Sim, Supernatural também é cultura, pois.

      

Uma vez que o foco das tramas acabam pendendo mais para o segmento “Deanístico” devido ao carisma esfuziante do irmão mais velho sob os holofotes, é sempre revigorante vermos Sam em destaque, propiciando alternâncias interessantes em momentos precisos. Rowena por sua vez sozinha, enfim entretêm, deixando claro que a exaustiva odisseia ao lado de Crowley foi uma manobra gradativa de aderi-la a trama para desenvolver a empatia necessária com o público e sim, funcionou. Quem diria que separar os núcleos poderia ser um “Fator X” desta forma? No encalço da localização da Caixa, Sam é surpreendido em dobro com a ameaça do morador no interior da casa e o surgimento de Dean no meio de seu caso. Achou mesmo que o faro Deanístico o deixaria fora da diversão por muito tempo, Sam? A marca da escrita deixada no bloco foi um “vacilo” que reflete a personalidade organizada em contraste com o imediatismo na expectativa da resolução.

Agregado ao caso pelas circunstâncias, Dean elabora um plano eficaz e consegue driblar Suzie (Brenda Bakke), e adentra a casa para Sam acessar os fundos, resultando em uma sequência tensa, complementada pela imprevisível anfitriã, que culmina na liberação da fumaça verde que adentra aos olhos de Dean e Suzie. “Werther” se manifesta através de potentes efeitos alucinógenos revestidos de delírios primários que desenvolvem um falso juízo da realidade, estimulado pela convicção subjetivamente irremovível de projeções audiovisuais de crenças ou conceitos absolutamente inabaláveis para quem é afetado. Através desta genial concepção do projeto Werther, o roteiro consegue transmitir o quanto a inventividade de Magnus é soberba na utilização de métodos que aliam o cientificismo ao mágico, transmitindo com plenitude ao espectador, a percepção do Clã das Letras quanto à iminência dos riscos. Enquanto Suzie é atormentada pelos familiares, Dean é transportado ao purgatório(!) onde é atacado por leviatãs e salvo por BENNY!

  

Suzie sucumbe aos tormentos do efeito de “Werther” e tira a própria vida, enquanto a sua versão fantasmagórica tenta persuadir Sam, através do sentimento de culpa, a cometer suicídio. As verdades exclamadas por ela transmitem assustadora força e conseguem torná-lo gradativamente propenso a ceder, felizmente impedido pela chegada de Rowena. Benny (Ty Olsson) é um dos maiores trunfos da série na era “Pós Serah Gamble” (sinal de cruz) por ser a 1ª e única criatura a conseguir que o implacável Winchester primogênito transgredisse aos irrefutáveis conceitos de caçador (nem Sammy obteve êxito) se tornando seu melhor amigo e cativando fãs. Assim sendo, se fosse para ele voltar, que fosse dignamente ou não voltasse. Mas resgatar Benny através da perfeita realidade disfuncional concebida por Werther foi um excelente recurso dentro do contexto, abrilhantado com saudosismo, que evidencia o apuro do roteiro e ainda mantém a essência do personagem de modo a tocar o discernimento de Dean. Vibrante, pois.

Pleszczynski se redime do deslize na cena inicial, obtendo êxito em conduzir a surpresa de que Rowena na casa de Suzie tratava-se da ilusão de Werther em Sam (!), retificando que além dos laços familiares, há o legado dos Homens das Letras (geralmente esquecido por ambos) que tornam a união dos Winchester extremamente vital. Nossas desculpas, Sammy. 

 

Subestimamos seu discernimento e lhe devemos salvas de palmas. Ao encarcerar Rowena a imprevisibilidade nas reviravoltas encerra o episódio com chave de ouro, mostrando que Sam, fez o dever de casa e se precaveu ao se manter no controle. A experiência de más alianças fora um aprendizado afinal. 

Através de um roteiro inspirado que soube resgatar a mitologia dos Letrados com importantes revelações aliado a uma direção correta na condução narrativa, “The Werther Project” se configura facilmente como outros dos melhores episódios da temporada com seu fluente desenvolvimento focal em exitosos tons alternativos de protagonismo. Rowena certamente não deixará barato, mas será mesmo que destruir a “Caixa de Werther” foi uma boa decisão, uma vez que a propriedade de sua confecção era ser impenetrável e acessível somente aos Homens das Letras?

…Continua nos próximos episódios!

Se você ainda não viu o Episódio

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