[REVIEW] Comentando o Episódio 10.18 – “Book Of The Damned” de Supernatural

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terça-feira, 21 abril 2015 1121 Views 4 Comments
[REVIEW] Comentando o Episódio 10.18 – “Book Of The Damned” de Supernatural


“Book Of The Damned” é
o décimo terceiro episódio escrito por ninguém menos que Robbie Thompson (foto), integrante da equipe de roteiristas desde a sétima temporada e escreveu divisores de água como 9.11-“First Born” e o célebre episódio 10.05-“Fan-Fiction”..Autor de simplesmente
todos os episódios protagonizados pela Nerd ruiva e portanto, o precursor por trás de suas aventuras. Robbie é
o “pai” de Charlie! Este foi o segundo episódio
da série dirigido por PJ Pesce (foto) experiente diretor italiano que estreou na cadeira
de diretor para a série no episódio 9.21-“King Of The Damned”.

   
  Robbie Thompson (Escritor)            PJ Pesce (Diretor)         

Por que dois homens de estirpe representariam perigo? É neste clima de
suspense que o roteiro ganha forma através da direção
de PJ Pesce. A presença de artefatos seculares (a Ninjatou de Charlie e a bússola
sensorial do misterioso cavalheiro) já apontam referências
míticas e Thompson aproveita o momento
introdutório da dupla misteriosa para dar uma amostra das habilidades de
combate desenvolvidas em Oz pela Ruiva, mantendo sua marca de plots conectivos em sua peculiar narrativa linear, além de servir de aperitivo para os
fãs que esperavam ver a moça em ação no universo fabuloso (Já disse
que sou seu fã, Robbie?). Todo este contexto narrativo concebe um equilíbrio
para todos os envolvidos: O Grandão morto pela “Garota-prodígio” que
enquadra o Sombrio cavalheiro bem trajado (Jeff Branson). Este, aliás, detentor de soberba
imponência e expressividade que despertam temor apenas através de olhares e
sorrisos. Hábil na persuasão indireta, ele retoma sua vantagem e
Charlie foge, mas acaba baleada. E agora?

Convenhamos, o ódio que Metatron desperta é reflexo da competência de Curtis Amstrong que consegue ser repugnante e chato de uma forma completamente avessa ao tradicional estilo de vilania. Explorando mais da boa vertente cômica de Amstrong, a indignação do Escriba ao ter rádio desligado no exato momento em que tocaria o clássico de Alanis Morissete foi naturalmente hilária, bem como sua análise nerd sobre a composição. Aliás, toda a cena no interior do carro foi inspirada no vídeo de “Ironic”, que se passa durante uma viagem de carro (muito bem sacado). Vermos um Castiel não tão ingênuo, resoluto, impaciente e soqueando Meth não tem preço. Sim, dois socos é pouco para vingar tudo o que ele aprontou, mas os produtores não arriscam desfigurar a peculiar benevolência de Cass em rompantes de violência. Enquanto isso, Dean revela a Sam sobre a maldição da Marca e Charlie faz contato em busca de ajuda e revela ter em mãos uma provável chance de remoção da marca: O Livro dos condenados.

Diante desta luz no fim do túnel, o entusiasmo de Dean entra em ebulição e surge uma promessa ao som de “The Boys Are Back In Town” da banda Thin Lizzy. O problema é que promessas e Winchesters são como água e óleo. Toda a mitologia em torno livro dos condenados é interessante e bizarro. Assim como a primeira lâmina, Dean sente uma espécie de magnetismo pelas “Danadas escrituras” e ao ler as escritas pictóricas uma transfusão sensorial parece emergir dentro de si e tomar seus sentidos. Apesar de não haver menção direta por parte das descobertas de Charlie, algumas páginas do livro macabro remetem a hieróglifos (entalhes sagrados) que segundo a mitologia egípcia e grega, acreditava-se que apenas sacerdotes egípcios os compreendiam e valiam-se desse sistema de escrita, que representavam alguma sabedoria oculta e mágica. Fazendo uma breve analogia, Dean predestinado a se tornar uma espécie de “sacerdote do mal”, uma entidade maligna superior que detém a decifração destas páginas, de certa forma explicaria o magnetismo (e o que mais ele esconde que ainda deverá manifestar). Será?

 

Atacados por um Cupido (Patrick Sparling)Castiel quase é apunhalado pela própria
adaga se não fosse a intervenção de Meth. Ironia do destino? Através da ambiência externa captada pelo enquadramento de planos inferiores P. J. Pesce demonstra
seu apuro técnico ao utilizar-se de técnicas de perspectiva para enaltecer a
imponência de nobreza, atenuada quase subliminarmente pelo céu límpido contrastado com o requinte dos trajes do portador do brasão. Este por sua vez, permanece no encalço do livro e mesmo com sua bússola neutralizada, sua perspicácia consegue prever os possíveis
trajetos enquanto Metatron enfim leva Cass ao recinto que esconde sua
graça: uma Biblioteca onde ele certificou-se de que sequer ele próprio saberia
o paradeiro exato, mediante um jogo de adivinhação. Cada vez mais em
terreno desconhecido, Cass perde a maleabilidade de condução. Na busca por pistas sobre o brasão, Dean descobre no
arquivo dos letrados que o homem no encalço de Charlie e o livro, é membro da secular família Styne. Assim surge o impasse entre ambos
causado pela discordância em fazer o que for necessário para salvar Dean.



A veemência de Dean ao negar o uso do livro é plenamente compreensível, já que egoísmo nunca integrou a lista de
componentes de sua nobre alma. Assim sendo, assumir os efeitos
colaterais de proporções bíblicas, cedendo ao mal para livrar a própria pele,
seria uma faca de dois gumes e uma terrível transgressão aos conceitos do negócio da família. Ceder ao raciocínio de Sam culminaria
na indulgência que ele tanto acusou Dean na temporada passada por
sobrepor suas decisões às dele. Mesmo Charlie reconhece que o primogênito
tem razão. Todavia, tamanha incomplacência transmite um temor que poucas
vezes vimos tomar conta de Dean, transparecendo que a plenitude de sua consciência
é maior devido àquilo que sabe mas, não expõe, despertando uma aflição incomensurável
ao caçula Winchester. Esta fatia da torta é o que distancia o raciocínio dos
irmãos e diante das peças ausentes do quebra-cabeça, a perspectiva de Dean jamais
estará 100% compreensível para Sammy. Quem está certo? Quem está
errado? Ambos? Ninguém? O que fazer?
 
Qual a missão de Cass? A verdade é que sequer o próprio Anjo
sabe. O resultado disto, foi a reviravolta de Metatron. Fica claro que seus planos sempre acabam exitosos por que além da
inteligência e vasto conhecimento,
ele detém outra poderosa arma: a verdade. A prova disso é o constante silêncio de
Cass como resposta. Por mais que houvesse sempre uma carta na manga, o escriba buscou
métodos alternativos de virar o jogo a seu favor. Quando salvou-o do Cupido,
ele buscou plantar uma semente de vínculo visando absolvição de Castiel,
que irredutível, levou mais uma rasteira. Com o sangue de seu ferimento, Meth improvisa
um feitiço contra anjos, usando sua mortalidade a favor,
neutralizando Cass e reavendo a Tábua dos Demônios (!). Uma das principais
desvantagens de Cass é ser previsível. Ao invés de transbordar intransigência,
ele poderia entrar no jogo do escriba e tornar-se menos vulnerável. Em
contraponto, graças a dose de conhecimento concebida, o Anjo reconhece a
citação de Dom Quixote e reavém sua graça em um momento vibrante de combustão
auroreal.
   
Apesar do foco no arco principal, o roteiro aproveita Charlie para
explanar a angústia de Sam. Jacob revela a Dean que o livro
realmente pode remover a marca, mas consegue fugir e encontra o esconderijo. Dean pede a Sam que queime eo livro nquanto enfrenta com Charlie os súditos de
Jacob. A constante hesitação de Sam coloca sua vida em risco com a chance de aproximação de Styne, mas apesar da resistência sobre-humana, Jacob acaba morrendo e o
livro entre as chamas da lareira. Tal resistência sobre-humana demonstra que assim como a marca, o brasão da família foi possívelmente prevalecido
pela magia do livro na intenção de aproximá-los da condição de imortalidade. Ou seja, se Dean se
apoderar definitivamente dos poderes do livro que aliado a posse da marca,
poderia se tornar de fato uma espécie de “Divindade demoníaca”. Será?

No Bunker, Charlie e Cass se conhecem e se divertem brincando
de “Abre e Fecha”(jogo de Origami) como uma verdadeira família ao lado dos
irmãos com direito à pizza, cerveja e ao som de “Behind Blue Eyes” do The Who. Canção
mais do que apropriada para representar a trajetória Winchester. Independente do contexto, a composição forma estrófes que
transmitem com fidelidade o sentimento de melancolia e angústia mas, também de aflição e incompreensão, sendo comumente utilizada para representar situações limítrofes que incubem a atos que aplacam alguma condição lúgubre. Tal perspectiva é perpetuada pelo ato final de um velho Sam,
capaz de recorrer a alianças extremamente arriscadas.
 
 

Jacob morreu ciente de que o livro permanece intacto e prometeu que a Sam que sua família continuará em busca dele. Mas a questão vai além da dúvida que paira na aliança com Rowena (Ruth Connel) e nos “termos” dela, mas nos estratosféricos efeitos colaterais que o uso do livro causará. O que Metatron fará com a tábua dos Demônios enquanto permanece mortal? Onde Crowley se enquadrará nestas reviravoltas? Qual sua opinião?

…Continua nos próximos episódios!

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admin

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4 Comemtários

  1. admin admin says:

    Olá Victor Mateus! Obrigado por comentar e volte SAMpre!
    Sim, tanto o retorno de Chuck quando a menção de Adam sugerem a possibilidade de um retorno. Seria bem interessante explorar estas arestas inaparadas. Tomara! Quanto ao episódio de Caim, eu menciono este detalhe no review do episódio que você pode conferir aqui: http://www.sobrenaturalbrazil.com.br/2015/03/review-comentando-o-episodio-1014.html
    O que achou do episódio 18? E do Review? Esperamos que tenha gostado ^^

  2. A menção feita ao terceiro winchester no episodio comemorativo me deixou com a clara impressão de que ele voltará ao arco principal da história. Concordo com o colega acima , é inclusive quase certo a volta de lucifer agora, e uma cena que me deixou dúvidas foi a morte de caim, sobrenatural nunca relutou em mostrar sangue e cadáveres, mas o de caim não apareceu, apenas uma cena de Deam abaixando a faca. Por quê?

  3. Bom, eu acredito que esses acontecimentos trarão grande reviravolta, realmente Cass estará meio perdido, com o céu sob controle de Hannah e acostumado a seguir ordens, ele não terá muito o que fazer, a não ser, é claro, o desejo de encontrar Metatron e ajudar Dean; ouvi comentários de que Lúcifer sairá da jaula, deixando a décima primeira temporada eletrizante; assim espero.

    • admin admin says:

      Olá Wania Mara! Obrigado por comentar e Volte SAMpre!
      Realmente este episódio surpreendeu. Não esperava por exemplo um vilão carismático como o Jacob por exemplo. Tanto ele foi assim que deu pra lamentar quando ele morreu, tamanho potencial que apresentou. Particularmente, evito Spoilers. Gosto de me surpreender a moda antiga, rss. Mas certamente seria muito interessante ter Lucy de volta, embora ache que seria extremamente desafiador fazer com que ele volte sem ser Mark Pellegrino… O que achou do review? Espero que tenha gostado ^^

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