[Review] Comentando o Episódio 10.14 – “The Executioner’s Song” de Supernatural

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quarta-feira, 18 março 2015 1019 Views 0 Comments
[Review] Comentando o Episódio 10.14 – “The Executioner’s Song” de Supernatural

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Um capitulo épico para a trajetória da série, facilmente classificável como o melhor da temporada! E não se ofendam os fanáticos que acreditam piamente que este título cabe somente a Fan Fiction nesta temporada tão hermética no quesito rítmico e alternativo, pois esta foi exatamente a intenção dos produtores: proporcionar o clímax do décimo ano.

Este foi nada menos que o trigésimo episódio dirigido por ninguém menos que o veterano Philip Sgriccia (foto). Phil estreou na série no clássico episódio 1.14-“Nightmare”, ocupando a cadeira de diretor em simplesmente todas as temporadas até então. Entre seus mais recentes episódios dirigidos, Phil também foi responsável por 10.11-“There’s No Place Like Home”, o célebre 10.05-“Fan Fiction” e o épico Season Finale 8.23-“Sacrifice”. Este é o quinto episódio da série escrito por Robert Berens (foto), que estrou na nona temporada com o memorável episódio 9.06- “Heaven Can’t Wait” -onde vimos Cass tentando sobreviver como humano. Entre os mais recentes, Berens também roteirizou os episódio 10.07- “Girls, Girls, Girls” , onde Rowena é revelada como Mãe de Crowley.

  

Robert Berens (Escritor)                      Phillip Sgriccia (Diretor)

O que significa a lágrima de
Tommy? Porque um sádico no corredor da morte que não perde a chance de
aterrorizar o guarda Chin, chorava? Este detalhe que grande maioria não percebeu (por
mais que neguem) demonstra o requinte de Sgriccia e Berens na composição do
roteiro e direção deste capitulo histórico. A sutileza e refinamento que Phill exprime nesta sequência é espetacular e a forma como o subtextual agrega profundidade a cada
gesto é digna de aplausos. A lágrima de Tommy foi uma poética referência a Dean e Cain numa perspectiva alternativa dos detentores deste estigma espiritual. Ela
cai como reflexo da opressão da alma condenada, ciente de que só a
morte trará algum fim à maldição. Tommy representa o transito entre Cain e Dean: Aquilo que Dean está prestes a se tornar e vem lutando contra: se tornar o próximo Cain –Uma maldição ambulante em forma de humano.

  
 

As batidas do cassetete do guarda
Chin na porta dos detentos sugerem os batimentos cardíacos que geram os espasmos
que recobram o consciente sádico de Tommy , além de representar o cronômetro da justiça se aproximando, enquanto que os passos do pai do assassinato representam a justiça “divina” a caminho. A escuridão que
acompanha cada passo do “Justiceiro do Além” surgem como um sombrio encalçoo que
provoca arrepios e intrigam o condenado ao som intrínseco de faíscas. Tim Omundson está magistral em cena e sua imponência tempestuosa, soturna e
feroz. A reação agressiva de Tommy é o estopim para desembainhar sua faca e o acabamento em branco e o fio refinadamente límpido é o simbolismo antagônico à primeira lamina, representando um
instrumento da luz como as adagas celestiais, enaltecendo o senso de
justiça e honra em seu ato. E sim, Cain salvou a alma enclausurada
e ao mesmo tempo puniu o algoz opressor refém do instinto. Poético como uma parábola do
evangelho Winchester e digno de aplausos, pois.

    
  
Esta cena também retrata a ideia
central do título: “The Executioner’s Song” (A canção do Carrasco) é uma obra literária de Norman Mailer de 1979, vencedora do Pullitzer -prêmio norte-americano outorgado à autores por trabalhos de excelência na área do jornalismo e literatura, e que gerou também uma adaptação televisiva em 1982 (fotos) sobre a história
verídica do condenado Gary Gilmore, famigerado na época por clamar pela
aceleração de sua sentença de morte, demonstrando descomunal complexo de culpa. Na analogia do episódio, Tommy Tolliver e Gary Gilmore seriam então descendentes de Cain. Retificando a inspiração, Robert Berens
batizou o condenado do episódio de Tommy em homenagem ao ator Tommy Lee Jones,
quem protagonizou a versão televisiva, onde até os trajes foram fidelizados no personagem para o episódio. Saudosismo
never ends.

  
A caminho da prisão, a discussão saudável entre os irmãos resgata a racionalidade
esdrúxula do primogênito e suas constantes críticas ao nerdismo do caçula. No
presídio, Sam e Dean os codinomes Moore e Ranaldo apresentados pela dupla
dinâmica são de Thurston Moore e Lee Ranaldo, integrantes da banda oitentista de Rock Alternativo Sonic
Youth
, em atividade até o ano de 2011, atualmente em hiatus. Enquanto Dean
reconhece Cain como o Houdini quem levou Tommy consigo, Castiel está em plena ação. A frieza do Anjo ao esfaquear o demônio sugere um direcionamento mais
incisivo e distante da apatia dramática predominante que deixou o anjo um tanto avulso ao ponto focal da
trama. Sprigcia evidencia sensibilidade em sua direção homenageando o ator Matt Riley –O bombeiro em 1.22-“Devil’s Trap” falecido no fim de 2014, no quadro ao fundo do
cenário.

 
  
 
Rowena continua a interferir nas decisões de Crowley. Apesar de soar
pertinente, é interessante ver como a coerência de suas afirmações afetam o
discernimento do Rei, uma vez que até então ela recorreu avidamente ao
sentimentalismo com alguns recursos místicos adicionais. Adotando uma
postura implacável, a malevolência exclamada em seus palpites sugere apoio à
imponência do filho, mas na verdade denota a intenção de expor diante de todo o
conselho demoníaco o quão inapto ele se encontra. Tal momento traz a tona o
manifesto do Demonio rebelado que se queima com óleo sagrado em protesto contra
o reinado questionável de Crowley no episódio 10.03-“Soul Survivor”. O fato deste momento ter ocorrido exatamente
no episódio em que Rowena faz sua primeira aparição pode ser indício de
que sua conspiração foi mais premeditada do que imaginamos. O maniqueísmo
de Crowley estaria minguando a tal ponto ou a quem o gerou é o único ser páreo a sua meticulosidade?
  
  
  

Sam descobre o esquema
de linhagem relacionado ao desaparecimento de Tommy enquanto Castiel está
arduamente à frente dos irmãos, já no encalço de Cain e seu cemitério. A
fotografia ganha seu momento de destaque e essa ambiência fúnebre agrega tamanha
tensão ao encontro que desperta temor pela imposição do Anjo em seu caminho. A
inspiração desta temporada está tão afiada quando a primeira lâmina em
incorporar o universo da série ao mundo real. A descendência de Cain através
dos tempos como fator determinante para a proliferação do instinto assassino na
humanidade é extremamente interessante e plausível, bem como o raciocínio de
Cain em equilibrar a sede de sangue com o propósito de ajustar os efeitos
colaterais de sua maldição perante o mundo. São fatores como este que elevam a abordagem de Supernatural
a um nível transcendente ao mítico. Cass durão disposto a enfrentar o pai do
assassinato é digno de palmas.

  
 

Sam descobre o filho ilegítimo de Tommy como a próxima vitima de Cain em sua missão exterminadora. Na constatação
desta incomensurável intransigência temos a reunião do quarteto fantástico
contra Cain: Dean, Sam, Cass, Crowley. Mas eles serão páreos para o primogênito da humanidade? As expressões de Cain despertam
um constante e intermitente temor, vide a imprevisibilidade de suas ações e reações que, mesmo em toda sua onipotência, transmite uma sombria serenidade. A
engenhosidade prática do quarteto fantástico ao encurralá-lo foi vibrante, desde
a proposital imposição de Castiel ao defender o Austin-fake para atraí-lo ao
Devil’s Trap no celeiro. O clímax é conduzido de forma inesperada durante um interessante
diálogo de alter egos que nos envolve a cada palavra sobrecarregada
de sabedoria e verdade de Cain e não loucura, como aparentara.

  
 
 


O medo de perder seu auto controle é a maior desvantagem do primogênito
Winchester. Mas a árdua luta tem um fim abrupto e inesperado em que o reflexo
de caçador se sobrepõe graças a guarda baixa de Cain que, traído pelo ímpeto opressivo
do instinto assassino provido pela lamina perde além da mão, a maleabilidade do
combate, sendo assim rendido por Dean. Entretando, para Dean, muito pior do que cravar a lâmina foi lidar com a decisão de ao fazê-lo, assinar sua própria sentença rumo ao mesmo
destino. O fardo desta decisão fica explícito no rosto do bravo caçador. E agora?

  
 
  

Dean enganou e literalmente usou Crowley. Mas enquanto o Rei parece propenso
a transgredir a rasteira daquele que fora seu único “par bromantico”, Rowena
se encarrega de atribuir aos ombros do Rei um peso incomensurável pela propensão de ser usurpado por Dean. Totalmente oposto a sua pretensiosa codialidade costumeira, a Bruxa surpreende ao exprimir um ódio desbravador que cai sobre o filho como uma torrente inesperada. A ruiva parece finalmente ter sido sincera e foi bastante interessante ver a versatilidade da atriz em transmitir uma reação em cadeia de emoções através da mae e o silêncio de Crowley é a prova de que as afirmações exclamadas são incontestáveis. Calaram a boca do Rei. Mas o que este rompante de claridade despertará nele daqui para frente?

  
 
  
 

Se o episódio se encerra com ares vitória por que extamente Sam afirma a Cass que o irmão está em perigo? Cain foi mesmo morto? A ausência do corpo e a constante expressão apreensiva de Dean levanta sérias dúvidas. Seria completamente compreensível que Dean estivesse disposto a mudar o rumo deste lúgubre destino poupando a vida de Cain, uma vez que matá-lo ao preço de selar o destino do irmão a ser morto por suas próprias mãos é algo que o primogênito jamais estaria disposto. Assim sendo, como ele pretende reverter esta profecia do Evangelho Winchester? Enfim chegou-se à um ponto irreversível para o inevitável?

…Continua nos próximos episódios!

 

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