[REVIEW] Comentando o Episódio 10.11 – “There’s No Place Like Home”

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domingo, 01 fevereiro 2015 1141 Views 1 Comments
[REVIEW] Comentando o Episódio 10.11 – “There’s No Place Like Home”
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Review 10.11-“There’s No Place Like Home”: O segundo episódio do ano de Supernatural segue resgatando mais personagens: A nerd ruiva Charlie. Muita expectativa gerou-se sobre seu retorno de OZ, outros não esperavam muito. Amem-na ou a odeiem, o fato é que desta vez a presença da ruiva foi marcada por um tom alternativo e mais denso. Alguém precisa de
carona? Raspem o farelo da torta, pois acabamos de lustrar o Impala! Aperte os cintos!
“There’s No Place Like Home” é o décimo segundo episódio escrito por ninguém menos que Robbie Thompson (foto),
que integra a equipe de roteiristas desde a sétima temporada. Robb escreveu
divisores de água como 9.11-“First Born”, episódio responsável pela maior audiência da série desde 2010, introduzindo Cain à trama da série e o célebre episódio  10.05-“Fan-Fiction”. Autor de simplesmente todos os roteiros protagonizados pela Nerd-ruiva desde sua primeira aparição e portanto, o precursor por trás de suas aventuras, Robbie é o “pai” de Charlie! Ou seja, se você é fã dela, louve ao Mr Thompson!
 

Este foi vigésimo-nono episódio dirigido por também ninguém menos que o veterano Philip Sgriccia (foto) estreando no clássico episódio 1.14-“Nightmare”
e ocupando a cadeira de diretor em absolutamente todas as temporadas desde
então. Dentre seus mais recentes episódios dirigidos, Phil foi o
responsável pelo apoteótico Season Finale 8.23-“Sacrifice”, e o célebre episódio 10.05-“Fan Fiction”, também ao lado de Robbie Thompson. Uma verdadeira dupla dinâmica pois.

 

                  Robbie Thompson (Escritor)                   Phil Sgriccia (Diretor)

A Forma imediata como o episódio se inicia com a vítima já em
fuga de seu algoz propõe um ritmo dinâmico no desenvolvimento e andamento da trama que se
retifica na postura de Dean durante o interrogatório. A forma como ele enquadra
o vereador em tom de ameaça para arrancar a verdade surge na hora certa em que
o prolixo relato do suspeito provoca irritação. Ali, fica nítido que o roteiro e a direção buscam
proporcionar o que muitos fãs esperam na temporada: reviravoltas. A
maneira impaciente de Dean reflete esta ansiedade do telespectador de forma que
nos aproxima de sua perspectiva elevando o nível de compreensão a um estágio
mais profundo, proporcionando uma identificação maior com o Winchester primogênito em sua situação.
Uma eficaz sacada Phil e Robbie para dar uma empolgante sacudida no tapete.
  

Dean submetendo aos 12 passos em busca de hábitos saudáveis como
reflexo de sua determinação resgata o tom divertido do personagem, agregando fôlego a sua dinâmica em cena, fugindo do tom dramático e tensão predominantes com seu otimismo, resulta num interessante contraste que coloca Dean numa posição um tanto inexplorada até agora: a de se importar consigo em primeiro plano. Na busca por casos em potencial surgem evidencias comprovando Charlie como agressora de uma vítima de tortura na noite passada. A dupla parte na investigação do caso e ao preparar seu arsenal, Dean estremece. Mais do que vulnerabilidade ao domínio da marca, foi uma demonstração de insegurança. Logo, a constante incerteza de estar inevitavelmente suscetível a possessão contribui para sua instabilidade, afinal a mente é o equilíbrio do corpo. O interrogatório abrupto de Dean também demonstra que qualquer envolvimento emocional pode ser um agravante. Será? Só Metatron e Caim sabem.

 
 
 
A apresentação como agentes “Gabriel e Collins” faz referência aos músicos Peter Gabriel e Phil Collins, respectivamente o vocalista e o baterista da banda setentista de rock progressivo Genesis, hoje músicos conhecidos por suas bem-sucedidas carreira-solo. Antes que pudéssemos nos cansar de mais um interrogatório, a direção mantém o ritmo fazendo com que a indisposição da
vereadora não permitisse que ambos se alonguem. A direção de fotografia da série mantém o nível, captando com precisão momentos oportunos para evidenciá-la em cena, como na residência das vítimas representando através da arquitetura e urbanismo um contraste de cores quentes e frias que apresentam a beleza dos cenários externos. Foi interessante vermos que a perda dos pais de Charlie resultou numa ficha de registros problemáticos. Dean comendo sanduíche de couve -Quem diria? Ao ouvirem gritos e adentrar o interior da casa encontram Barbara nas mãos do agressor prestes a cortar seu pescoço: Charlie.

 
 
 

Charlie malévola traz consigo diálogos interessantes onde a forma cínica, irônica e ao mesmo tempo absolutamente verdadeira como ela descreve e trata os irmãos demonstra o interessante lado negro da inteligência e perspicácia da Nerd. Durante a tentativa de fuga, Dean leva uma boa chave de perna que o deixa em desvantagem para a “dama de preto” que foge sem demonstrar medo, olhando nos olhos do caçador. A chegada de Charlie não-malévola encerra a cena com um ar de mistério que nos convida a formular teorias. Seria um metamorpho? A explicação sobre a dupla de Charlies foi uma curiosa maneira de explorar as possibilidades do universo de Oz aliada ao universo dos Letrados que nos foi apresentado com o surgimento de Dorothy em 9×04-“Slumber Party”. O que “Dark Charlie” demonstrou de melhor em si no decorrer da trama é o quanto Charlie seria perigosa se seguisse o lado do mal, já que a dissimulação ampliada com a falta de limites e a sede de vingança conseguiram com que ela assassinasse Russell Wellington.

  
   
  

A interação entre Dean e Dark Charlie foi muito boa e a tentativa de manipular Dean evidencia o quanto ele pode dispersar-se e acabar propenso a ser passado para trás. Ainda assim, soou um pouco demais que ele ceda informações de bandeja colocando em risco a única saída de trazer Charlie a normalidade, salvo pelo detalhe de tê-la trollado dando o nome de outra cidade, o que mesmo assim colocou em risco a integridade do Impala pela segunda vez. Todavia, ela o engana novamente prevendo sua idéia, o seguindo. Sam e Charlie descobrem que a única forma de reverter a magia de Oz é trazendo o lado negro de Clive a seu encontro, nada menos que o próprio mágico de Oz! A criatividade do roteiro ao integrar a lenda da fábula de Oz ao universo da série foi o clímax do episódio e sua chegada repleta de imponência foi digna de despertar temor.

  
 
   
  

Poucas palavras e muito poder em um simples estalar de dedos foi uma pequena amostra da onipotência do Mago que quase tirou a vida de Sam sem piscar ou suar, mesmo ferido. Assim como Abaddon na temporada passada, a segurança sobre sua superioridade acabou se tornando uma faca de dois gumes para o Mágico que, ao priorizar a chance de dominar Sam deu a chance que Charlie precisava para agir. A hesitação da “Winchester postiça” em atirar, arrisca por tudo a perder, mas retifica a necessidade de reunir ambas de si para que ela não se desprovir da força e coragem, que se concretizam somente diante do apelo e consentimento de Clive, bem como a vida de Sam em risco. O esforço sobre-humano em disparar o gatilho foi quase vão diante de uma nova ameaça a sua vida: Dean! Obstinado a impedir que Charlie adentrasse o recinto, Dean perde o controle ao implodir na reação em cadeia sobre si e quase mata quem mais tenta proteger, salva pela intervenção de Sam.

 
  
   

O episódio termina demonstrando o quanto o equilíbrio se faz necessário para Dean adiante. Ao tentar agir de forma plenamente correta ele acabou pondo tudo em risco, pois o equilíbrio é a chave da estabilidade e este é composto de dois lados distintos que se completam -o bem e o mal. A divisão de Charlie serviu como analogia a este fato que Dean necessita alcançar para recobrar sua estabilidade física, emocional e sobrenatural. Apesar de ter havido certa evolução em sua determinação que o ajudou a manter certo controle sobre o poder da marca, a solução parece menos distante, embora ainda incógnita.

Além de traçar desenvolvimento ao destino de Charlie, o episódio foi exitoso em trazer uma nova dinâmica para o trio e a ruiva tem tudo para ser um reforço extremamente útil nesta jornada. Resta saber como será o reencontro com Caim. O que mais Metatron sabe sobre tudo isto? Onde o Rio termina na fonte afinal? Qual sua opinião?

…Continua nos próximos episódios!

 

Se você ainda não viu o Episódio
 http://www.sobrenaturalbrazil.com.br/2015/01/legendado-download-do-episodio-1011.html
 

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1 Comentário

  1. Hedra says:

    Eu me pergunto…O que falar apos um texto desses…parece que você entrou na minha cabeça e escreveu tudo o que sinto cada vez que assisto o episódio Harley Alves. Foi Magnifico. saber sobre Mr.Thompson. Os músicos homenageados nos distintivos do FBI. E amei o que falou e assino totalmente com você sobre o universo do Mágico de Oz se inserir tão bem dentro do show e da História dos Homens das Letras. Com isso continuo a acreditar que a produção deveria valorizar muito mais todo o material que o Bunker pode proporcionar para muitas vertentes e não apenas como moradia e esconderijo dos meninos…é a "Batcaverna" das Letras…agora é só explorar!!!

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