[REVIEW] Comentando o episódio 10.10 – “The Hunter Games” de Supernatural

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domingo, 25 janeiro 2015 12463 Views 8 Comments
[REVIEW] Comentando o episódio 10.10 – “The Hunter Games” de Supernatural
Sua opinião é importante. Deixem seus comentários no final da página.
Supernatural inicia 2015 com o pé direito, conquistando o mérito de ser a série mais longilínea da CW channel, ultrapassando 10 temporadas de existência! Após um Hiatus de seis semanas, a série retorna em seu primeiro episódio de 2015. Alguém precisa de
carona? Então não toquem em nada, pois acabamos de lustrar o Impala e
apertem os cintos!
“The Hunter Games” é o décimo quarto episódio dirigido por Eugenie Ross-Leming (foto), esposa de Robert “Bob” Singer -Diretor e produtor executivo da série, em parceria com Brad Buckner. 1.13-“Route 666” foi o primeiro episódio da série dirigido pela dupla que só integrou a equipe de roteiristas a partir da sétima temporada até o atual momento.
A direção conta com o veterano John Badham (Foto) que
apesar de décadas de experiência incluindo inúmeros filmes e séries de
sucesso em sua carreira, dirigiu pela primeira vez um episódio de
Supernatural em 9.11-“First Born”, dando um nítido toque todo especial ao episódio, sendo este, seu segundo episódio da série a cargo da direção.

 

                             John Badham (Diretor)              Eugenie Ross-Leming
                                                                                     (Escritora)

A direção privilegia o telespectador numa perspectiva alternativa do
inferno do Rei.

A arquitetura com um toque sutil de
classicismo remete a elegância de Crowley, contrastando com o tom sombrio atribuido pela escuridão.
Fica nítido como a específica ambiência em que Crowley corre aflito também remete a
um intimismo que se reverte em insegurança diante do risco eminente da rebelião
de seus subordinados. O momento em que ele é encurralado e esfaqueado
incessantemente cria uma tensão quase palpável, estridente no desespero
de seus gritos sufocantes captados em Slow motion, pincela a reprodução de seu pesadelo como talvez a
cena mais bem dirigida do episódio pela densidade de seu teor subtextual. A
veemência dos subordinados nos golpes desferidos com a intensidade de expressões
de ódio resgata a memória o demônio rebelado no inicio da temporada, que suicidou-se
em chamas diante do trono Infenal. Mera coincidência? Não creio. A dúvida é:
Rowena já intervia nos planos do Rei antes de aparecer em cena?

  

A forma como a bruxa-ruiva está sempre tentando bajular o
Rei é extremamente exagerada, já que sua dissimulação, diferente do Rei é tão
forçada que não convence em momento algum, embora possa ser uma forma de resgatar
o carinho materno que o filho jamais teve, o que justificaria a forma pueril como ela faz questão de trata-lo. A questão que não quer calar é: A humanidade do Rei
fragilizada pela sensibilidade atribuída a ausência de Dean pode realmente
tornar um dos mais meticulosos integrantes da série num trouxa como efeito
colateral? Ousado por parte da série, já que o personagem pode sofrer uma perigosa
descaracterização. De qualquer forma, este enredo se demonstra interessante e
pode salvar a série da monotonia dos episódios anteriores. Integrar o ótimo
Sheppard ao elenco regular para servir de bode expiatório é um tiro no pé que
não creio que a série ousaria, embora já esteja o fazendo com Castiel de certa forma… #Medo.

 
 


O teor subtextual também se retifica no momento
em que o Winchester primogênito encara a si próprio na fissura do espelho que
representa o desafio de alguém prestes a perder sua humanidade,
cujo reflexo de si estará sempre imaculado pelos atos hediondos. O espelho quebrado
representa a alma corrompida do mais ortodoxo caçador que já houve um dia. Será
o fim do Dean que conhecemos? Diante desta aterrorizante verdade, a aflição o
assola e isso acaba abrindo um leque de possibilidades que pode se tornar uma
faca de dois gumes. Mesmo assim, é ótimo ver o irmão cair em si e buscar salvar a si
próprio. O problema talvez consista nas consequências do desequilíbrio da urgência
e  imediatismo que o tomam, já que foi
assim que ele, sem pensar, assumiu o preço de portar a marca. É nesta hora que
Sam precisa entrar em cena, pois sabemos que Dean é especialista em cuidar de
todos, menos de si. Mas o que pode acontecer se Sam e Castiel cederem a esta
urgência num comum acordo de risco, tal como confiar em Metatron?

 
 
   
“Houve uma época em que eu era um caçador e não um assassino
frio?” -Dean

Ao perambular pelos aposentos do Rei, Rowena continua a
conspirar contra o filho. Porém, a forma como Crowley surge diante da tentativa
de persuasão da ruiva a Guthier, afirmando estar entediado demais para decidir
assinar documentos de sua gestão levanta suspeita desta “ingenuidade”,
indicando que ele não apenas estaria ciente das intenções duvidosas da mãe como
estaria permitindo que ela acredite em sua vantagem de manipulação. A interação
entre ambos flui muito bem e é em momentos como estes que Rowena se destaca em cena
gerando ótimos momentos numa espécie de “duelos” de ironia, sarcasmo e humor
negro. Divertidamente malévolos, pois.


Infelizmente a parte do episódio que deixa a desejar é a
presença “aborrecente” de Claire. Propositalmente desajustada, a garota esta se demonstrando
uma penitencia pior que o purgatório para o Anjo. A humanidade de Castiel já
foi bastante explorada na nona temporada e a presença de Claire tem sido um
fardo que não está contribuindo para o seu desenvolvimento. A garota
sequer bsuca compreender que foi Jimmy quem concebeu o consentimento de se tornar um hospedeiro angelical, demonstrando uma imaturidade sem tamanho e por mais que Castiel tente se
responsabilizar, seria incapaz de criar um filho já tão independente. Além do mais, as novas
amizades de má-influência tornam o papel da garota ainda mais repetitivo e maçante. Enquanto isso, Metatron revela que a lamina de Caim é item fundamental para
a suposta possibilidade de remoção da marca e os Winchester não perdem tempo em
contatar Crowley que parte ao
encontro da dupla.

 


A cena do ritual de rastreamento onde
presenciamos a composição do feitiço com ossos de pássaro entre tiras de
tecido da gravata de Crowley foi bastante interessante e demonstrou mais do
vasto conhecimento que três séculos podem proporcionar. No momento em que Crowley abre
a cripta de seus ossos, é possível ver o nome “Macleod” que é proveniente de Fergus Roderick MacLeod, seu nome verdadeiro. Macleod, trata-se de uma linhagem secular
de nobres da aristocracia escocêsa proveniente do rei viking Olavo, o Negro,
quem originou este clã, o tornando o mais popular da cultura heráldica. Highlander, o imortal também está entre os integrantes desta linhagem. Enquanto isso, Rowena vai além e surpreende ao matar Guthier
deixando a cena perfeita para pintar-se de vítima. A forma como Fergus se
mostra confuso com o que depara demonstra que “Ro” conseguiu perceber que para
estar um passo a frente, é necessário neutralizar a perspicácia do rei, antecedendo
seu raciocínio, desencadeando uma avalanche de fatos inesperados que se
encerrem antes que ele possa intervir. E agora, Crowley?

  

No Bunker, Dean parte para um interrogatório
particular com Metatron na masmorra, ou seja, não poderia haver melhor
combustível para a marca de Caim já que o escriba é um verdadeiro teste de
paciência com seus mirabolantes discursos parabólicos e ao negar revelar o próximo passo, ele contribui para que Dean arrisque perder o controle
sobre si. Entre luzes e sombras, Jensen Ackles se destaca
fazendo com que gradativamente a agressividade de Dean ganhe forma e esta
transição se desenvolve com naturalidade diante das provocações de “Meta”. Aliás, o objetivo de Metatron é tira-lo do prumo, exclamando que o
domínio da marca pode atingir níveis ainda maiores diante de uma entidade
celestial como ele. Mas o que o escriba ganharia instigando a possessão da marca? A intervenção
Castiélica foi o clímax do episódio resgatando os
poderes do anjo. Mas
a dúvida que paira é: O que significa “O Rio termina na fonte”?

   
 
 
 


Para se vingar de Randy, Claire cede ao pedido de Dean para
conversarem, compactuando com uma emboscada extremamente estúpida que poderia
por tudo a perder, tentando Dean à sede de sangue, consequentemente colocando a
vida de todos em risco. Ao menos seus gritos impediram que a
situação não ultrapassasse limites a tornando diretamente responsável pela sucessão das terríveis consequências que presenciou em “The Things We Left Behind”. Caindo em si sobre o que fez a garota decide seguir sozinha em busca de um caminho livre de maiores encrencas. Apesar de toda a raiva provocada por Claire, esta situação representa com fidelidade as crises típicas de juventude, onde a sucessão de erros constantes e suas consequências são a única coisa que funciona como aprendizado. A garota enfim deixará de ser uma delinquente? Castiel não pareceu seguro sobre isto.

  
  

É neste tom de incertezas que se encerra o décimo episódio. Fica comprovado que Castiel definitivamente não pode assumir o lugar de Jimmy Novak por mais humano que tenha sido e esteja se tornando. Castiel colocará em prática o altruísmo que tanto aprendeu a ver fluir de Dean e se sacrificará para trazer de volta o pai de Claire, como fez Hannah ao liberar seu receptáculo? Se os Winchester não se atentarem a estas crises de identidade, a graça roubada que o comporta pode não ser o único risco que ameaçará sua existência.
Sam está certo sobre o livre-arbítrio de Dean ser uma possível peça-chave para livrar-se da Marca? Qual suas opinião?

PLUS: O episódio foi dedicado em memória do ator Matt Riley (fotos) falecido na Véspera de Ano Novo. Matt interpretou um bombeiro no Season Finale da primeira temporada da série 1.22-“Devil’s Trap”.

 

…Continua nos próximos episódios!

 

Se você ainda não viu o Episódio
 http://www.sobrenaturalbrazil.com.br/2014/10/legendado-download-do-episodio-1003.html
 

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8 Comemtários

  1. Anônimo says:

    "O rio termina na fonte", disse Metatron.
    Lúcifer foi o criador da marca, ele a pôs em Caim mediante um pacto.
    Será que teremos uma descida até a jaula para uma possível negociação com o tio Lú?

  2. Hedra says:

    Otimo Review, como sempre e tudo que foi comentado, fico pensando realmente se Rowena não está a muito ramando para conseguir usurpar o trono e se tornar nova rainha? Quanto a Castiel, deixou claro no ep. que não é possível trazer o pai de Claire de volta, pois morreu já na quinta temporada. aguardando com ansiedade próximos episódios!!!

    • admin admin says:

      Obrigado pelos elogios, Eleonora. Volte SAMpre.
      Sim, sabemos sobre Jimmy Novak, MAS na série nada é impossível e infelizmente o anjo não há de se conformar com a "filha" vagando pelo mundo. Ao que aparenta, ele insistirá em cultivar este vínculo ou não hesitará em por em prática o altruísmo tão pertinente de Dean que parece estar brotando na aura do Anjo… MEDO

  3. o rio termina na fonte, to curioso pra kct '-'

  4. Nilza Bispo says:

    Parabéns pelo review, Harley!!!! MARAVILHOSO!!!! Como mencionado anteriormente, esperava mais desse episódio, pelos motivos que já te falei. Acredito que, além da força de vontade de Dean, a ajuda de Caim fará a diferença no combate à marca.
    .

    • admin admin says:

      Olá Nil! Vc por aqui? Que milagre!
      Não quer entrar e tomar uma xícara de café?
      Esperamos que sim, mas se for apenas isso que desafios maiores haverão nesta temporada, afinal? Espero mais reviravoltas que surpreendam. Obrigado pelos elogios e volte SAMpre! 😀

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