[REVIEW] Comentando o Episódio 10.05- “Fan Fiction” de Supernatural

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domingo, 04 janeiro 2015 1772 Views 4 Comments
[REVIEW] Comentando o Episódio 10.05- “Fan Fiction” de Supernatural

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Olá Hunters de plantão! Bem vindos de volta à sessão Review, agora já em 2015! Percalços à parte nos quilômetros do negócio da família a bordo do Impala, Cá estamos nós de volta. Aproveitando o atual hiatus, continuaremos de onde paramos, por que sempre há o que falar sobre Supernatural. Além do mais, somos mais que meros Fãs, integramos a família Hunter e “Nunca desistimos da família!” Alguém precisa de carona? Então não toquem em nada, pois acabamos de lustrar o Impala mas apertem os cintos!
“Fan Fiction” é o décimo primeiro episódio da série escrito por ninguém menos que Robbie Thompson (foto), que integra a equipe de roteiristas desde a sétima temporada. Robbie é um dos meus escritores favoritos na série e quando vi que ele foi o responsável pelo roteiro do ducentésimo episódio, não esperava nada menos que algo realmente digno vindo de quem escreveu verdadeiros divisores de água como 9.11-“First Born”, episódio responsável pela maior audiência da série desde 2010, introduzindo Cain à trama da série.
Este foi vigésimo oitavo episódio dirigido por também ninguém menos que o veterano Philip Sgriccia (foto) estreando no clássico episódio 1.14-“Nightmare” e ocupando a cadeira de diretor em simplesmente todas as temporadas até então. Dentre seus mais recentes episódios dirigidos, Phil foi o responsável pelo apoteótico Season Finale 8.23-“Sacrifice”.

 

                   Robbie Thompson (Escritor)                    Phil Sgriccia (Diretor)


Admito, a peça teatral sobre a estória dos Winchester, causou certo estranhamento pela crueza do amadorismo bem além do
peculiar contexto teatral, chegando a dar impressão de tratar-se de um mero e pretensioso
trabalho esdrúxulo de principiantes ao vermos meninas representando os irmãos sem
ímpeto algum, o cancelamento do projeto e a “chatice” de Marie. Tudo soou como um episódio que deixaria a desejar… SQN!
Já nestes minutos iniciais temos uma representação fiel da mais fanática Fandom
Spn através de Marie, que remeteu não apenas a identificação de muitos fãs
entre suas facetas, mas em especial os mais ávidos que transitam entre o
limite da transigência, sendo por vezes ou sempre, insuportavelmente fanáticos.
De quebra, a sequência de diferentes aberturas preparam o caminho para a
contemplação que presenciaremos no decorrer do episódio.
  


O sumiço da professora desperta atenção de Dean que, ainda
sedento para se reajustar ao negócio da família. O sorriso estampado em seu rosto retifica
que ele estaria realmente de volta, embora para Sam, paire a dúvida da
procedência implícita deste entusiasmo. Apesar de compreensível, a constante tensão
em seu semblante ao policiar o irmão o torna previsivelmente
propenso à falhar, já que sua insegurança precede sua perspicácia, propiciando Dean a mentir novamente caso surja algum fundamento em suas suspeitas afim de tranquilizar Sam.
Diante deste pontapé corriqueiro a fotografia ganha seus segundos de destaques
através das cores vibrantes de uma manhã ensolarada que contrasta o regozijo do primogênito Winchester, pincelado com o lustroso Impala, o terceiro membro
remanescente da família.

   
 
 
  


Já no teatro temos a certeza de que a peça musical de Marie
vai além de meros devaneios de fã. Tão surpreendidos quanto Sam e Dean numa
fração de segundos, a canção representando a trajetória da família durante os
ensaios arrebata o sentimento de nostalgia que a temporada tem preparado o
terreno desde seu início para culminar neste momento célebre. A rústica
composição teatral nas reproduções fiéis dos vários momentos da vida de ambos são
explanados pela bela voz da intérprete de Dean, foram
tocantes. Em contraponto, a veemência na oposição de Dean ao tema musical melodioso
escolhido, pincela magistralmente as
divergências entre o ponto de vista fanático e o senso mais lógico da trama e
seus protagonistas, seja na atuação, direção ou roteiro. Palmas.

     

 

Não poderia haver ninguém melhor do que Dean para por em
cheque as contradições dos próprios fãs com belos e sucintos puxões de orelha sobre as polêmicas viagens imaginárias da Fandom em geral,
tais como a proximidade dos irmãos (uma sutil referência ao “Wincest”) bem como
“Destiel”. A constante interação
entre Marie e Dean foi primorosa ao trazer um balanço de quanto os fãs podem ser
fiéis e intransigentes ao mesmo tempo ao  discordarem da realidade autoral da série,
como ficou nítido na aversão de Marie ao ouvir a versão original da continuidade da
série relatada por Dean. Parabéns a produção por preencher com louvor
lacunas de componentes tão específicos no que tange a série e seu legado.

   
   

“Vou precisar de uns 50 jello Shots e um banho
para esquecer “isto”. Vou vomitar!”.
–Dean.

A aversão de Dean aos termos Destiel” é
amenizada através dos termos sugeridos por Sam, que leva na esportiva a fértil imaginação da Fandom, demonstrando que diferente
de Dean, a produção não condena tais idealizações subtextuais e até se diverte
com elas. E representar
isso através de Sam, que é o oposto de Dean, foi outro ponto de equilibrio no episódio. Enquanto isso, outra vítima é presa da criatura misteriosa e a partir daí que o roteiro demonstra flexibilidade ao desenvolver boa dinâmica entre o
teor contemplativo e o caso em si, tornando ambos mais interessantes. A interação entre os irmãos e Marie sai de cena nas horas certas evitando a predominância do fanatismo das garotas, não permitindo que o caso acabe em segundo plano. E eis que juntos, o quarteto descobre tratar-se de uma Tulpa, numa referência aos primórdios da série que
vimos no longíquo e clássico episódio 1.17- “Hell House”.

  

Porém, esta descoberta cai por terra pois Sam descobre trata-se na verdade de Calíope, uma das nove filhas musas de
Zeus e Mnemósine
e um dos muitos filhos de Zeus que foram mortos em 8.16 –“Remember The Titans”. Outro ponto interessante em “Fan Fiction” é a
forma como a alienação de Marie, bem como a de muitos fãs, salienta sua imaginação
mesmo que ao se “apaixonarem” pelos protagonistas, destoam da real
perspectiva do show, como nos delírios de encorajar-se inspirando-se no “altruísmo” de Sam (?). Para que Calíope seja detida, o show deve continuar e vislumbra-se o primeiro ato completo numa
bela representação da estrada até aqui na trajetória Winchester que, através de uma
eficaz dinâmica de luzes, enaltece a sensibilidade dos atos cênicos e a
melodia da canção, atribuindo sutileza ao rustico do teatro. Na
distração do espetáculo, Sam acaba levado pelo espantalho.

   
  


Durante
o singelo ato “I’ll just wait here then” (frase icônica
de Castiel em 5.04–“The End” afirmando se manter ali, esperando por Dean em suas sagradas 4 horas de sono), Calíope surge diante de Sam e
as duas vítimas desaparecidas. A representação da bela “Musa” remete as
divindades do Olimpo com seu vestido coberto das flores “Borages”traz um interessante teor poético em um
vilão feminino sem soar caricato. A direção de Phil exerce muito bem a tensão sob a onipotência de Calíope em alternância com a apresentação durante de
um dos mais tocantes momentos em cena da peça, senão o mais tocante, onde a
melancolia na melodia da canção traz versos que descrevem Dean com sublime genuinidade, realçada pelo representação do exorcismo
no palco.  Não obstante, “Sam” proclamando
tais versos enaltece a fraternidade que os une.
Poético, sensível, tocante.
   

   
 
 


Diante deste ato, surge o espantalho
e Dean intervem em pleno palco tornando-se parte do espetáculo. As afirmações de Calíope ao demonstrar seu
encantamento com o tema “Supernatural” foi uma perspicaz forma de traçar sua
existência ao universo da série, já que como Filha de Zeus,
“Família” a peça-chave que move a série se relaciona diretamente com suas origens mitológicas. Sam como o salvador da pátria em ambos
lados para variar é gratificante e resgata mais equilíbrio no heroísmo da
dupla, saindo da constante onde o caçula em perigo precisando ser
salvo pelo primogênito.  E o que dizer do
numero de encerramento onde cada personagem da peça interpreta “Carry On My Wayward
Son”
, hino da série? A chave de ouro que encerra este célebre capítulo com
louvor, pois. 

 
 
 
 


Apesar de totalmente favorável à única sonoridade orgânica que 
instrumentos e uma banda podem atribuir a qualquer composição fundamentada no Rock, este admirável numero de encerramento atribui com perfeição o teor subtextual
da última cena dos irmãos juntos, a bordo do Impala. A
lembrança de Adam demonstra que a produção está ciente de tudo o que os fãs
pensam e esperam da série. A única ressalva talvez seja a reação de Sam e Dean
ao serem lembrados disso. Para quem já foi ao inferno libertar Bob por exemplo,
dentre tantos céus e mares, é algo que deveria ocorrer no pensamento da
dupla dinâmicar. Entretanto, é complicado acusar a produção ja que a culpa desta
entre tantas negligências e ousadias que puseram em risco a trajetória da
série e sua legião de  fãs, recai sobre Serah Gamble, classificado por fãs e críticos como “O Demônio que os Winchester não conseguiram matar”.

  


A cena final entre as duas versões de Sam e Dean representam que no final das contas, todos os fãs são unidos pelo mesmo sentimento que move os irmãos. E o compreendem talvez até melhor que os próprios irmãos, retificando o simbolismo familiar que é fruto do vínculo que os une e não deve ser quebrado, conforme John sempre buscou preservar acima de tudo, na medida do seu não tão perfeito, mas o mais perto disto possível. Será que com o “Samulet” no parabrisa do Impala, Sam e Dean não se esquecerão disto? Quando
estamos prontos para apertar “Sto”‘ e suspirar ao fim do capítulo, somos brindados com a ilustre
presença de Chuck (!)
 
Muitos caíram da cadeira, outros ficaram boquiabertos,tantos outros reacenderam a chama da esperança de que Chuck não morreu ou ainda que possa de fato ser Deus. Mas o que a produção da série quis dizer aos fãs com esta inesperada aparição? Chuck apenas reapareceu por que Kevin está morto? Ele é o profeta da vez? O Deus que tantos acreditaram ser? Ele voltou? Ele voltará? Somente os próximos capítulos poderão afirmar. O que vocês acham Hunters?

…Continua nos próximos episódios!

 

Se você ainda não viu o Episódio
 http://www.sobrenaturalbrazil.com.br/2014/10/legendado-download-do-episodio-1003.html
 

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admin

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4 Comemtários

  1. admin admin says:

    Olá Lynn! Obrigado por comentar e volte SAMpre!
    Sim, a contemplação foi excepcional neste episódio, não houve como não nos emocionar. Certamente este episódio entra para a lista de clássicos da série

  2. Anna says:

    Nenhum comentário sobre? Serio?? Fanáticos onde estão vocês???
    Bom, já que não há palavras sobrepostas, faço das minhas as primeiras: Cada explicação sua fez meus sentimentos voltarem, talvez conseguiu ate explicar minhas sensações. Realmente esse episodio causou uma enorme nostalgia, 'A Single Man Tear' me fez chorar, mas nem um pouco comparado ao grand finale. Amei, amei, amei, amei demais, não tem o que acrescentar só que… AMEI <3

    • admin admin says:

      Ola Anna! Obrigado por comentar e volte SAMpre!
      O pessoal não tido mesmo o habito de comentar, mas fazer o que né? rss
      Realmente, para mim, a musica tema do Dean foi a mais emocionante. Foi uma espécie de declaração de Sam sobre Dean, muito tocante e muito bem elaborada na apresentação. Um clássico da série

    • Silvio says:

      Acabei de ler todos os comentários sobre este capítulo que na minha opinião, foi incrível! Adorei ver o grande encerramento do musical com a música “Carry On My Wayward Son”, gosto de mais de ouvi-la.Além disso, tem a aparição do Chuck que com certeza deixou muitas interrogações na cabeça de todos nós… foi um episódio muito massa!

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