[REVIEW] Comentando o episódio 10.04 – “Paper Moon” de Supernatural

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sexta-feira, 07 novembro 2014 1117 Views 3 Comments
[REVIEW] Comentando o episódio 10.04 – “Paper Moon” de Supernatural

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Infelizmente, Paper Moon é o episódio que antecede o primeiro hiatus (de sete dias) da décima temporada. O episódio também marca o retorno dos Winchester ao negócio da família! Um presente para muitos fãs que sentiram falta da parceira entre ambos em prol de novos casos de mistérios sobrenaturais. Mas aqui, o retorno à caça de criaturas serve de Background para o invevitável desenvolvimento da relação entre Sam e Dean.
“Paper Moon” é o décimo quarto episódio da série escrito por Adam Glass (foto), que integra a equipe de roteiristas desde a sexta temporada. Dentre os demais episódios escreveu também: 9.17-“Little Mother Helper” (Sobre a ligação de Abaddon e Henry Winchester) e 9.07-“Bad Boys” (Onde vimos um capítulo a parte na adolescência de Dean).
Este foi o quinto dirigido por Jeannot Szwarc (foto) que também integra a equipe de diretores da série desde a sexta temporada. Dentre seus episódios mais recentes também dirigiu 9.15-“ThinMan” (O retorno dos GhostFacers) e 8.11-“Larp and the real Girl” (Sam e Dean reencontram Charlie no evento de Rpg)
 

                         Adam Glass (Escritor)                     Jeannot Szwarc (Diretor)

O
capítulo começa com uma Femme fatale e seus labios vermelho-sangue despertando
olhares dentro de um Pub e o incauto escolhido por ela
termina nada menos do que retalhado por suas garras de Lobo. Eis um caso para o
negócio da familia Winchester.
“Soul
Survivor” terminou com a impressão de que faltava um momento entre os
Winchester e prosseguir adiante sem que houvesse um diálogo menos superficial e
mais reflexivo entre ambos seria um furo de roteiro. Interessante a forma como nem mesmo uma bela chance de folga entre paisagens foi o bastante para deixá-los relaxar. Os engraçados óculos de
sol foram uma curiosa maneira fálica de demonstrar a falta de combinação dos
irmãos com o momento relax, além do comportamento deslocado no ambiente
praieiro. Ponto para a experiente direção de Jeannot Swarc, pois.

  

.

Kate
não agradou muitos fãs em 8×04-“Bitten” em especial pelo fato
do episódio ter sido retratado no estilo “Found Footage” (como no
filme Bruxa de Blair). Intragável para muitos, mas válido como referência a um
dos gêneros de filmes de terror e suspense que inspiram a temática da série. Ver
os irmãos disfarçados novamente para descobrir casos suspeitos foi um refresco
para os saudosos fãs e eles não
se demonstram nem um pouco enferrujados, fluindo bem a sintonia entre si. A agilidade no
andamento do caso torna ainda mais evidente essa sintonia e a dupla que rastreia
Kate rapidamente e a encurrala. Ao titubear em permitir que Dean atire nela,
Sam deixa claro seu temor de que matar alimente a marca e deixe o irmão fora de
controle. É o suficiente para que Kate se liberte, mas Dean adianta-se no registro de chamadas do celular e encontra mais pistas.

   
 
 

É a caminho da nova pista que Dean toma a iniciativa do dialogo entre ambos que também resgata em Dean, seu peculiar instinto protetor de irmão mais velho, que aliado ao seu capcioso instinto de caçador
nos faz esquecer que em apenas um episódio atrás ele estava
totalmente “Deanmoniado” tentando matar Sam. Palmas para a sempre digna atuação de Jensen Ackles. Sam, desta vez do outro
lado, sente na pele como é estar no lugar de Dean, tendo seus métodos questionados pelo irmão, apesar de
todo o altruísmo que o fez tomar decisões que ultrapassaram a linha tênue dos
valores que sempre proclamou em criticas à Dean. Um dia você é o caçador, no outro, a caça, Sammy.

  

Kate
demonstra maturidade ao se manter na linha nos últimos 2 anos desde o ultimo
encontro com os irmãos, levando sempre consigo uma Adaga de prata para que se necessário for,
tirar a própria vida ao invés de entregar-se ao seu instinto animalesco interior. Apesar de
um pouco longa, a explicação dela sobre o que houve, o que tem feito em prol do afeto pelo irmã
também transformada, dignifica a personagem e seus objetivos e afirmações servem como análogo
aos Winchester, que compreendem melhor do que ninguém o que é lutar pela família.
Mesmo assim, Dean não se comove e engana-a afirmando haver uma cura apenas para que ela os conduza até sua irmã e o que tem que ser feito, que assim seja.

   
  

A caminho do
paradeiro de Tasha, Sam é quem tem a atitude de se abrir com o irmão ao
confessar que houve outros mais além de Lester que ele persuadiu na busca por Dean. A forma como ambos se dispõem a desenvolver esse impasse de sua fraternidade de forma
harmoniosa e sem conflitos, mesmo na discordância, demonstra evolução de ambas
partes em fortalecer esse vínculo e esperamos que ele assim se mantenha. Diferente
do que imaginávamos, Tasha se deixou tomar plenamente por seu instinto animalesco de loba, surpreendendo
até a própria irmã através da frieza em
planejar erguer uma nova matilha, independente de quantos inocentes possam ser necessários
sacrificar para atingir esse objetivo.

   
   

 

Os capangas de Tasha, mais do que meras conhecidas pedras no caminho dos Winchester, são motivo de piada
para ambos e mesmo limitado apenas a um braço, Sam sequer sua para eliminá-los. E manifestações de afeto a parte, o ato de tirar a vida da própria irmã, demonstra o quanto
Kate cumpriu e fez jus a seu juramento de princípios benevolentes e isso foi uma boa
maneira de torná-la digna de merecer permanecer viva. Mesmo assim, especialmente por parte
do Winchester primogênito, ela desaparece antes que ambos possam adentrar o
quarto e opinar sobre seu destino, que certamente não seria partir.
  

   
 
 

Apesar de Kate ter se tornado (mais uma) exceção à regra, todos os demais,
incluindo sua irmã se fizeram merecedores de morrer. Especialmente por que
seria decepcionante que tudo terminasse com mais lobisomens (além dos que Garth manteve aliança na temporada
passada) escapando para mais possíveis infinitos retornos na trama da série, sendo já tão saturados
quanto os vampiros. Por fim, Kate se despede prometendo manter-se na linha. Dean
declarando que pelo menos uma vez deseja fazer a coisa certa foi tocante. Chega
a ser injusto perceber que por mais que ele se sacrifique em prol do bem e do
certo a ser feito, parece cometer apenas mais erros.

   

Para quem até já foi destinado a ser eleito como
receptáculo do Arcanjo Michael, por que estar sempre tão fadado aos erros parece ser
seu iminente destino? O que isso pode significar em seu futuro na série e no
futuro dos irmãos, propriamente? O fim da jornada até aqui está se aproximando, afinal? Deanmon ressurgirá? O que vocês acham, Hunters?

…Continua nos próximos episódios!

 

Se você ainda não viu o Episódio 
 http://www.sobrenaturalbrazil.com.br/2014/10/legendado-download-do-episodio-1003.html
 
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3 Comemtários

  1. Jose Lucas says:

    Peço desculpa se estiver incomodando.. Mas preciso saber o modelo do óculos que o Dean está usando neste episódio 10-04 Paper Moon. Agradeço demais se alguém me ajudar.
    Ps: Adoro a série, espero que continue a caça aos demônios e lendas urbanas igual era no inicio.

  2. Hedra says:

    Espero imensamente que não seja o início do fim. Amei o retorno de kate, apesar de um pouco monótona essa parte dos lobos e matilhas…enfim!! O que me emocionou foi a parceria linda entre os irmãos, estava sentindo imensa falta desde a maravilhosa 8ª temporada. parabéns pelo texto Harley e obrigada a toda equipe Sobrenatural Brazil…Por continuarem disponibilizando o ótimo review!!

  3. Anônimo says:

    Cara! Adoro a série e vou dizer que torço por um final que una o útil ao agradável. Seria meio clichê acabar com os dois irmãos vivos e todos felizes e blá, blá, blá. Mas, para essa série, seria muito legal uma exceção. Acompanho a série com meu velho desde o primeiro episódio e ficaria em paz de espírito se ela terminasse com os irmão juntos (mortos ou vivos, o importante é estarem juntos e permanecer "família").

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