[REVIEW] Comentando o início da 10ª temporada de Supernatural (Episódios 10.01 e 10.02)

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domingo, 19 outubro 2014 1544 Views 9 Comments
[REVIEW] Comentando o início da 10ª temporada de Supernatural (Episódios 10.01 e 10.02)
Neste post, iremos comentar os dois primeiros episódios da 10ª temporada de Supernatural, e faremos uma avaliação do rumo que a história está se direcionando até agora. Eu sou Harley Alves e essa é a minha visão. Após a leitura desse review quero que você me fale qual é a SUA OPINIÃO! Seu comentário é muito importante para nós!
 
Episódio 10×01- Black

“O que foi isso?”; “Como assim?”; “WTF?!” São algumas das interjeições que surgiram na
Jeremy Carver
cabeça de milhares de Hunters ao redor do mundo no desfecho inesperado em que Dean abria seus olhos. Por mais que pudéssemos esperar que ele não sobrevivesse e que o termo “lutador” ou “Bom de Briga” pudessem ser atribuídos à Metatron através da surra e punhalada mortal, ficamos boquiabertos ao ponto de precisarmos de
Bob Singer
parafusos extras nos queixos e cérebros aos vermos os olhos de Dean na cor preto. “Preto” foi portanto, o título da tão esperada premiere do décimo ano. Escrito por ninguém menos que Jeremy Carver e dirigido por ninguém menos que Bob Singer, dupla mais que dinâmica de Mestres escalados para moldar “Black”.
Direto
ao ponto de partida, vemos um Sam diferente torturando um demônio, com
direito ao estilo Meg (Loira) de “fazer ligação”em busca de pistas sobre
o paradeiro do irmão e o Rei do Inferno, cujo determinação nos faz crer
que pode nos surpreender diante do desespero de salvar o irmão com quem
insistiu em romper vínculo. Torcermos que o atrito entre ambos tome
outra forma e se torne ainda mais desgastante ao telespectador. Eis um
desafio para os produtores acerca do futuro da fraternidade Winchester.
Após meses devorando páginas dos livros do Bunker atrás de soluções,
surge uma pista e Castiel entra em cena. Com seu toque involuntariamente
cômico, a produção mantém a essência do Anjo mesmo “humanizado” na
temporada passada preserva sua inocência acentuada pelas experiências em
terrenos até então não desbravados com aquele “toque de Misha” que,
conforme o roteiro permitir, nos entreterá ainda mais como personagem
fixo da série, finalmente.
Diferente do que imaginamos, Dean surge sob controle e visivelmente bem, como suas performances no karaokê comprovam, vivendo a vida, adoidado. Carver surpreende com um andamento bastante diferenciado do que o esperado no roteiro, onde todas as revelações acerca de “DeanMônio” não surgem como trivialidades de um bate-papo de balcão de Pub, causando certo estranhamento já que as premieres costumam ser recheadas de “Twists” e ritmo dinâmico. Hannah ressurge pedindo ajuda a Cass para lidar com anjos rebeldes que se negam a voltar para o Céu, deixando claro o quanto os anjos tomam tempo na história e trazem mais problemas para o pobre Castiel quando o mesmo ainda está por um fio sem sua graça. Está na hora de virar as páginas angelicais para que o potencial do“Anjo Hunter” não estagne na displicência.

A fotografia se destaca no habitat terrestre de Daniel, o Anjo que se encantou pela terra e nela percebeu que pode aprender a reconhecer a si mesmo ao desfrutar do livre-arbítrio.  Cores vibrantes e naturais realçam a significância de seres celestiais em contraponto aos seus receptáculos humanóides. Destaque para Daniel que assim como Tyrus na temporada anterior, exprime verossímil credibilidade em suas expressões, diálogos e semblante tenro, o tornam um Anjo bem próximo do contexto teórico, não demonstrando malevolência, mas incompreendido diante de sua lucidez naquilo que se dispõe a esclarecer sobre seus (novos) conceitos existenciais. Uma boa surpresa do amenizou o exaustivo tema Angelical. “Livin’ La vida Loca”, Dean parece disperso na nulidade de objetivos e deixa claro que agora segue acima de tudo, seu instinto assassino. Isto é, a manipulação de Crowley sobre o Winchester primogênito não há de ser o suficiente para mantê-lo sob controle. Aliás, será mesmo a intenção de Crowley apenas manter uma parceria com Dean e não Tê-lo como, segundo Sam, seu animal de estimação? Sam rastreia a ligação de Crowley e parte ao encontro de Dean, porém é interrompido por um problema em seu veículo num beco escuro onde acaba rendido por um estranho que o seqüestra e revela estar no encalço de Dean.

Castiel que por sua vez, se impressiona com a lucidez de “Niel” e ouve-o na tentativa de resolver tudo de forma pacífica. Porém, Hannah que nos surpreende com sua intransigência equiparável aos Anjos caídos contra quem tanto se opusera na temporada passada com sua descabida atitude contraditória. Será que no fundo todo anjo não passa de um ser praticamente inanimado, que sequer interpreta parábolas? Resultado: Ela ignora Castiel e entra em confronto com Adina, obrigando tanto Daniel a atacá-la para proteger Adina, quanto a Cass a matar Daniel para defendê-la, obrigando dois Anjos sábios a fazerem aquilo que se opunham e ela, a causa do problema, permanece viva. Palmas, Hannah! (SQN) ¬¬’

Apesar
da estreia um tanto morna e sem muito impacto nas revelações, o
episódio foi uma surpresa de várias formas, onde o roteiro de Carver
apostou (e ousou) numa abordagem simplista. Porém como falta de
inspiração simplesmente não combina com o ilustre Showrunner, nos resta
aguardar para ver como se desenvolve essa branda maneira de seguimento.
#Medo

Dean
surpreende com a indiferença diante da ameaça de perder o irmão que
tanto viveu para proteger, numa prova de que sua prioridade agora é sua
individualidade regada pela sede pela fúria, agora potencializada pela
aura demoníaca que habita seu interior. Dean não se importando com Sam,
não é Dean. Será este o acontecimento decisivo para que os irmãos
definitivamente sigam caminhos opostos?
Episódio 10×02 – Reichenbach

Andrew Dabb

Dirigido por Thomas J. Wright e escrito por Andrew Dabb, o segundo episódio se inicia

Thomas J. Wright

com a descoberta da identidade e os objetivos de Cole: Vingar-se de Dean por ter assassinado seu pai a 12 anos. Para alcançar seu objetivo, ele se mostra disposto ao que for necessário para arrancar de Sam pistas sobre o paradeiro do irmão e a cena do martelo comprova isso ao ponto de despertar aflição pelo temor da obstinação de Cole. Gratificante ver Sam mantendo se firme para preservar o irmão. Apesar do braço imobilizado, Sam escapa na primeira oportunidade mas é perseguido por Cole.

Hannah (ainda) permanece na cola de Castiel que além de tentar sobreviver sem sua graça, terá que agüentar a presença dela que sequer abriu a boca para tentar evitar o acidente do carro, mesmo afirmando que o acompanhará na intenção de ajudá-lo. Felizmente ela o cura para que se mantenha de pé. A fragilidade do Anjo Castiel é aproveitada para

explorar sua sensibilidade no dialogo com a menina a seu lado. Felizmente, a direção de fotografia também utiliza-se dos plots dos anjos para retratar a beleza dos ambientes em que Cass se faz presente numa referencia a significância dos seres da luz em contraponto ao fato de caminharem sobre o habitat dos humanos. Ainda assim a sugestão de um possível romance entre ele e Hannah soa totalmente fora de contexto tendo em vista que a sobrevivência do Anjo é o alicerce de seu desenvolvimento.


O ritmo calmo da trama revela-se apenas uma preparação de terreno para que a tensão entre em combustão através da primeira chama emanada durante a missão não cumprida

de Dean em selar o contrato da alma de Lester para Crowley, quando o mesmo surge na cena do crime e acaba esfaqueado por Dean que não resiste a mediocridade gritante de Lester e desencadeia um ainda maior conflito de interesses entre si e o Rei do Inferno. A partir daí somos brindados com uma seqüência arrebatadora de acontecimentos que estouram como fogos de artifício diante dos olhos do telespectador.


Crowley se vê obrigado a prostar-se diante de sua fracassada condução de seus planos para Dean que surpreende com o pleno controle de sua instabilidade que demonstra através da frieza irrestrita que se suprime inclusive sua parceria, fazendo-nos crer que qualquer 

movimento pode ser a pólvora de sua implosiva e imprevisível sede de matar. Por um fio o Rei se vê obrigado a “romper” seu vínculo e ser obrigado a viver a “dor da separação”… É Rei, não é fácil querer ser amado.


Com atitudes cada vez mais contraditórias, Hannah não se cansa de trazer mais e mais dor de cabeça a Castiel que constantemente vê-se obrigado a por em risco o pouco de sua aura vital remanescente para impedi-la de cometer um dos maiores sacrilégios desde a aurora dos tempos: libertar


Metatron!
Felizmente ele impede que ela se torne mais uma vitima da perspicácia de Meth que promete contra atacar não importa quanto tempo seja preciso. Foi interessante rever o Escriba por mais que seja desafiador imaginá-lo novamente livre. Torçamos para que se isso aconteça, seja para que Dean possa ter a chance de devolver na mesma moeda e nos presentear com uma vingança com sabor de prato quente! Seria um desfecho mais do que recompensador para todos nós.


A imponência que Jensen Ackles atribuiu a sua presença impressiona no encontro dos Winchester. O medo que cada gesto seu desperta mantém a tensão elevada a cada palavra proferida por si de forma sarcástica e malevolente. A coragem de Sam se torna faca de

dois gumes ao apostar no lado humano do irmão para aproximar-se, mesmo após a afirmação do anseio em estraçalhá-lo num piscar de olhos. Felizmente, Cole interrompe-os e proporciona a cena mais dinâmica do capítulo através da luta contra Dean. Ambos crescem diante da sincronia de diálogos e golpes, mas é Dean quem direciona todos os holofotes para si, oprimindo Cole que não provoca mais do que um arranhão. 


Sam consegue algemar o irmão e levá-lo consigo, cumprindo sua parte no trato com Crowley, agora em posse da primeira lâmina. Cole se tornará um oponente a altura agora ciente da natureza demoníaca do suposto assassino de seu pai? O que Sam pretende fazer para trazer o irmão de volta? uma vez que o próprio abraça cada vez mais essa força do mal dentro de si?

Continua nos próximos episódios…




  
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9 Comemtários

  1. admin admin says:

    Ola Eleonora.
    Não concordo que a série deveria ter acabado na quinta temporada.
    Não teriamos tido tantos outros momentos inesqueciveis que a série proporcionou anos depois. a oitava temporada que o diga. Aos descontentes basta fazer como outros que pensam da mesma forma e não acompanhar mais a série ^^

  2. Hedra says:

    Os dois primeiros episódios do show deixaram sim a desejar, mais a dinâmica entre os atores Jensen Ackles e Mark Sheppard é tão brilhante que os personagens Dean/Crowley ainda irão dar o que falar, espero ansiosamente e torço para que Dean Demônio/Caim ainda continue por muitos episódios e aproveitaremos o brilhantismo da atuação primorosa de Ackles. Podem espernear e falar que supernatural já deveria ter terminado a muito tempo, porém o show está cada vez mais ousado. Sentimos sua reviravolta na magnifica oitava temporada e apesar de uma nona com altos e baixos, ela foi incrível com seu final extraordinário. Os anjos (e já falei por aqui), deveriam explodir e desaparecer da face da terra. Supernatural ainda tem muita história boa pra contar, tantas vertentes a seguir e todas com bom roteiro e ótima fotografia, como menciona sabiamente o autor no decorrer do review. Espero muito mais temporadas e acredito que os próximos episódios irão surpreender. E finalmente o texto como sempre uma delícia de ler e pensar. Abraço Harley Alves e Equipe Sobrenatural Brazil…Sempre me proporcionando diversão, cultura e entretenimento de qualidade!!

  3. Anônimo says:

    São fãs como vocês que falam besteira que fazem com que os não fãs, principalmente aqueles que no fundo são enrustidos, achem viadagem Supernatural. Na boa, esse negócio dos anjos esta sim chato pra caramba! Tão enrolando demais nisso ai. E sim é verdade que os Winchester não tem mais o que rolar. Eu assim como vocês acompanho a série faz tempo, e é a série que mais gosto, quem fala que não gosta é por que não assistiu, mas já ta na hora de acabar, ou criar uma outra reviravolta de tirar o fôlego como sempre fizeram!

    • admin admin says:

      Olá Anonimo 3.
      Como mencionei no review, o plot angelical está deixando a desejar por estar displicente demais, investindo em personagens que estão mais atrapalhando Castiel do que ajudando e isso tudo com o coitado tentando sobreviver. MAS precisamos ver como se desenrolará essas pontas a serem resolvidas antes de nos precipitarmos nas afiirmações antes do tempo. 😉

  4. Anônimo says:

    só to dizendo que os anjos não traz nada de novo são eles se matando procurando um novo líder, só isso e não tenho winchester no perfil

  5. Anônimo says:

    ''esse lance de anjos já deu o que tinha que da tá muito chato.''
    vc tem merda no cerebro? sinceramente, vc devia saber primeiramente que se não fossem por eles a serie não teria se desenvolvido tanto, e muito menos teria a quantidade de eps que tem hoje, ja era pra ter acabado pq não tem mais nem historia pra da pra os winchester ahisushiufhesf oque vc quer dnv? ah eles vendendo a alma, morrendo etc, tudo dnv ne, conheço esse tipo, deve usar winchester no sobrenome do face, bjs
    VIVA OS ANJOS
    SPIN OFF NELES

    • admin admin says:

      Olá anonimo 2.
      Não é necessário exaltarmos animos por pensarmos diferente de outros fãs ou telespectadores. Mas se realmente estivesse tão ruím não faria tanto sucesso e o mais importante: não nos surpreenderia. Anonimo 1 afirmou que o inicio da temporada foi bom apesar de tudo. ^^

  6. Anônimo says:

    os dois primeiros episódios foram de bom nível, o que me desanima são alguns detalhes: sam torturando um demônio com uma faca comum, e o mesmo sofrendo com isso, dean se ferindo e se regenerando não me lembro de nenhum demônio fazendo isso, sam entregando a primeira espada pro crowley, esses pequenos detalhes fazem perde o sentido da série pois tudo que aconteceu nas primeiras temporadas é ignorado. e também esse lance de anjos já deu o que tinha que da tá muito chato. mas espero melhoras nessa temporada. outra coisa alguém sabe onde entrou o colt? desde a quinta temporada sumiu ele teria sido útil pra matar anjos, dragões, a eve, leviatãs, por ai vai ate mesmo a abaddon.

    • admin admin says:

      Olá anonimo.
      Só pelo fato do Colt estar por ultimo em posse de Crowley ja justifica seu sumiço. Dean está afetado pela marca e a lamina então não se trata de um demônio comum e a criatividade sempre foi melhor opção do que a displicência na série e é também um dos motivos de sua longevidade. ^^

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