[REVIEW FINALE] Comentando o Episódio 9.23 – “Do You Believe In Miracles” de Supernatural

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domingo, 25 maio 2014 5576 Views 46 Comments
[REVIEW FINALE] Comentando o Episódio 9.23 – “Do You Believe In Miracles” de Supernatural

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Sim. Estivemos diante de um Season Finale digno de 9 anos de “estrada até aqui”.
Sabemos muito bem que desde seu primeiro ano, cada episódio de encerramento de temporada em Supernatural é no mínimo memorável o bastante para eternizar cada quilometro galgado pelo motor do Impala 67 ao longo do ano, independente das pedras e até alguns pregos que por ventura alguma entidade maléfica, dentro ou fora da série, no caminho pusesse para tentar fazer o motor parar de roncar a todo o vapor. A maior audiência da série em 4 anos proveniente desse número de encerramento retifica tal estatística.

“Do You Believe In Miracles” (Você acredita em milagres?) é o sétimo episódio da série dirigido por Thomas J. Wright (foto) integrante da equipe de direção de Supernatural desde o episódio 7.15 – “Repo Man” (Onde Sam termina entre chamas atormentado por Lucifer) e que dentre os mais recentes também dirigiu os epísódios 9.18 – “Meta Fiction” e o épico 9.09 – “Holy Terror”.

O roteiro do episódio foi escrito por ninguém menos que Jeremy Carver (foto), o showrunner, produtor executivo que estreou como roteirista da série a partir do episódio 3.04 – “Sin City”, até ausentar-se da série após o episódio 5.18 – “Point Of No Return”, retornando somente em 8.01 – “We Need To Talk About Kevin” atuando como showrunner e produtor executivo, escalado religiosamente como roteirista das Premieres e dos Season Finales da série até então, contribuindo exponencialmente na trajetória da série resgatando o nível equivalente ao da “Era Kripke” com seu musculoso “toque de Midas”.

  

                Thomas J. Wright (Diretor)                   Jeremy Carver (Escritor)  

De imediato, partimos de onde paramos em “Stairway To
Heaven” com Dean tomado pela fúria em matar Gadreel portando a lâmina em mãos sendo dominado e trancafiado na masmorra por Sam e Cass. Essa sucessão de medidas desesperadas culmina numa ótima dinâmica entre Sam e Castiel. Já presenciamos anteriormente o
quão interessantes os momentos “Samstiel” podem ser já que a ligação de ambos
sempre foi muito mais extensiva e secundárias através de Dean e essa interatividade evidencia a sutileza mútua de suas personalidades
complementando-se eficientemente. Eficiência que se torna extremamente
funcional ao lado de Gadreel, curado por Castiel que não hesitou em
definhar ainda mais sua graça roubada para salvá-lo. Gadreel explorou muito bem
sua relevância dissipando enfim sua
monocromática maneira de agir, conquistando a empatia daqueles fãs que torciam
o nariz, pela ascensão de sua oprimida autenticidade benevolente que no fundo,
era o alicerce de sua aura afinal.
 
 
  
 
Metatron (Curtis Armstrong) anuncia em sua “trombeta de Gabriel” particular que
fará uma viagem para contar o final de sua história enquanto Crowley (Mark Sheppard) tem sua
sessão de Massoterapia nos aposentos do recuperado reino interrompida ao ser
invocado por Dean que recorre a ele para poder sair da masmorra e cumprir sua
missão. Eis que é diante de Crowley que o Dean é tomado pela humanidade e
demonstra pela primeira vez medo de sua instabilidade chegando a considerar a
hipótese de se livrar da Marca. Porém o Rei do Inferno o traz ao foco de seu
objetivo maior ao questioná-lo sobre a intensidade de suas vontades,
demonstrando uma seriedade nebulosa por trás de sua suposta indiferença complementada com o diálogo da lanchonete. Suposições e impressões a parte, Dean recupera seu senso de guerra e mantém-se obstinado a prosseguir
custe o que custar… Teria o “altruísmo do Rei do Inferno” pisado na sombra de
sua implacável meticulosidade mais uma vez?
…Nunca se perguntou “É só isso?” e sentiu necessidade de
cair fora e uivar para a lua?”
Crowley
  
     

Diálogo entre ambos é interrompido com a noticia de Metatron
entre os humanos, operando milagres em público e
partem para Indiana atrás do mesmo, agora denominado “Marv”. Metatron que assim como Bartholomew, vinha sendo um tanto monocromático e por vezes até cansativo com seu método político de
desenvolver suas táticas, deu um tremendo salto
dos bastidores para o show da vida real empregando outra tônica a imprevisibilidade
de atos e matando nossa sede de vê-lo definitivamente em ação, fora do
escritório celestial. E ele conseguiu surpreender com seu verdadeiro “Ás” tirado de baixo da manga:
Trazer além dos Anjos, toda a humanidade a seu favor com o intuito de reinar absoluto no
Céu e na Terra. Parabéns a Carver pelo roteiro bastante coeso em pleno ápice da trama.

  
Gadreel e Castiel formaram uma ótima dupla dinâmica montando
um eficaz plano para adentrarem o inspirado esconderijo que protegia o
portal dos Céus, um parque infantil (!). Ambos convencem os Anjos mais leais de Metatron a o reabrirem enquanto
Dean e Sam precisam conversar. É nesse momento que a fotografia tem mais destaque com um paisagismo de cores vibrantes e intensas com todos os elementos
alegóricos subjacentes milimetricamente presentes no enquadramento contrastando entre si sem nenhum dos 
elementos se sobrepondo ao outro no espaço
físico, preenchendo toda a dimensão da película e literalmente enchendo os
olhos. Parabéns a direção de fotografia. Não o bastante, o episódio ambientou alguns locais ainda não mostrados embora muito citados
como a prisão do Céu e sua sóbria arquitetura onde Cass e “Dreel” acabam
enclausurados tendo seu plano percebido pela legião Angelical.
 
  
 
    
 

Metatron demonstra todo o seu conhecimento de causa sobre a
humanidade, escolhendo um abrigo de moradores de rua para expandir sua fama
e operar seus milagres. Afinal, quem mais necessitado dos que desabrigados,
desiludidos com a vida e aquém da sociedade? Ainda que extremamente perspicaz e persuasivo, Metatron deixa a desejar no improviso quando afrontado
por aquilo que foge seu roteiro datilografado, como foi com Tyrus no
episódio anterior, nítido com a intervenção do Anjo que o tentou desmascarar, desacreditado
pelos próprios humanos ao redor que além de o intitularem como “Messias” foram
tomados por um verossímil fanatismo a ponto de matar quem “blasfemara” contra
ele. Ainda que um tanto limítrofe, uma representação considerável de realidade humana.

   
Enquanto os irmãos se preparam para invadir o acampamento de
desabrigados onde o Escriba se infiltrou, as palavras de Sam selam o fim dos
constantes abalos fraternais que por ventura pudessem ressurgir quando Dean
prepara-se para se desculpar sobre os últimos meses com a espontaneidade em
afirmar que não precisam de mais motivos para brigar, para em seguida ser
nocauteado por Dean que segue sozinho ao local em posse da lamina e encontra o
Escriba no momento mais esperado de toda a temporada. A veemência do escriba
e a ambição em apoderar-se daquilo que acredita ser seu destino e missão mas
que através de seus diálogos configuram-se de fato como uma espécie de complexo
de inferioridade e rejeição, explicitam o
rancor do Escriba perante a Deus, referindo-se a arcos da história da humanidade
com sarcasmo e ironia, beirando a heresia. Mas de qualquer formas as palavras
de Metatron se tornam paradoxais já que a dúvida sobre elas sempre há de pairar
sobre o que ele proclama, especialmente por seus atos. Ainda assim é fato que ele
convivera nos céus e não é o primeiro anjo que afirmam um conceito superestimado de
paraíso e Céu. Eis algo a ser explorado e desvendado para a próxima temporada, quem sabe.
  
 

Gadreel utiliza-se das runas enoquianas em seu corpo para
libertar Castiel, tirando a própria vida e destruindo as celas da prisão
Celestial para que Cass possa impedir Metatron, encontrando a tábua que os
Anjos se negam a desvendar pistas da localização em fidelidade ao Escriba
enquanto Dean tenta sem sucesso atingi-lo com a lâmina de Caim, numa ótima
sequência de luta entre ambos. Confesso que apesar de não torcer para ele, foi
bom vê-lo fora do trono, em ação de fato, mostrando toda sua habilidade de ser
onipotente, porém é agoniante ver que apesar de todo o sacrifício e em posse
da lâmina, Dean não consegue sequer desferir um golpe em Metatron, sendo totalmente
imobilizado por este antes de quaisquer movimento que persista em tentar fazer
o corpo manifestar para atingi-lo. Sam já a caminho adentra o recinto e a tensão se eleva a
cada segundo.
  
 
  
 
Castiel continua sua busca pelos aposentos do novo Deus
ainda sem sucesso e Dean fica a beira da morte, coberto de sangue, remetendo ao
episódio final da quinta temporada quando leva uma surra histórica de Sam, possuído por Lucifer. Praticamente
sem forças Dean consegue atrair a lâmina até suas mãos, mas antes de qualquer
outro movimento, ele é esfaqueado pela adaga de Metatron em seu peito, diante de Sam que não chega a tempo de tentar impedi-lo. A condução da direção especificamente
nessa cena foi precisa e eficiente, trazendo ao telespectador a mesma sincronia
de movimentos de plano de camera que os movimentos dos personagens, nos
envolvendo no momento com mais profundidade despertando surpresa, elevando a
emoção do momento como se estivéssemos ali, reconhecendo a
dor da mesma forma, enfatizados também pelos Motions Effects e Closes nas
expressões e fisionomias de cada um. 
  
 
  

Castiel encontra a Tábua escondida na própria maquina de
escrever do escriba e a destrói simultaneamente ao corpo de Dean indo ao chão.
O Escriba desaparece no momento em que Sam tenta esfaqueá-lo com a Adaga e
confronta Castiel em seu escritório particular com seu sempre “parabólico” diálogo discursivo. Porém, quando tudo parece estar perdido, Metatron acaba dando com a língua nos dentes ao cair na armadilha de
Cass, que manteve o transmissor angelical ligado antes que ele surgisse mantendo todo seu discurso megalomaníaco audível para todos os Anjos, não deixando dúvidas a respeito de seu maniqueísmo em manipular cada um deles como meras peças de seu tabuleiro de Xadrez. Por um lado foi melhor que ele desaparecesse do que Sam acabar sendo morto por ele, já que não teria chances de confrontá-lo sem arriscar sua própria vida. 
  
   
  
     


Jensen Ackles explora ao máximo todo o contexto que o momento lhe proporciona em cena, transmitindo imensa veracidade e credibilidade através da sensação de dor que a vida esvaindo-se torna praticamente palpável através de suas expressões faciais e voz trêmula, inevitavelmente despertando ainda mais emoção do que aquilo que nossos pobres olhos mortais presenciam, bem como o eufórico desespero de Sam na interpretação acima da média de Jared Padalecki, diante do infeliz desfecho reservado pelo destino ao Winchester primogênito. Uma cena tocante, digna de aplausos a direção e a dupla “JJ”.

“Sam, tenho que dizer uma coisa… Eu tenho orgulho de nós”. -Dean
  
 
O silêncio se torna o outro personagem em cena quando Sam observa o irmão sem vida que tanto o protegeu na vida, a quem não pode fazer o mesmo no momento oportuno o levando a uma decisão no mínimo, questionável, ainda que compreensível. Para a decepção de alguns que torciam pela morte do Escriba, Metatron é rendido pelos anjos e termina trancafiado na prisão Celestial sem proferir uma palavra sequer. Castiel se sobressaiu na trama e foi fator decisivo para o desfecho do Escriba já que agora ele não passa de um Anjo como os demais. Quem diria que o magnânimo “Novo Deus” detentor de todo o conhecimento existente desde a Aurora dos tempos fosse ser “trolado” pelo tão “fofo e inocente Anjo com carinha de Animal deficiente que conquista todos com seu charme”? O feitiço virou contra o feiticeiro pois. Nada mais justo após ter feito Castiel de gato e sapato na temporada passada, usando sua própria fé para manipula-lo. Olho por Olho, Dente por Dente, Bitch!

  
 
Mais uma vez as extremas circunstancias levam Sammy a tomar decisões nada agradáveis, que remetem a 5 anos atrás quando utilizou-se de artifícios completamente antagônicos ao negócio da família em prol da urgência em buscar meios de trazer o irmão de volta do inferno na quarta temporada, que constatamos que não terminaram bem. Antes mesmo que ele pudesse perceber, Crowley aparece e emprega aos últimos minutos de encerramento um ótimo monólogo mais do que propício para o que estamos prestes a presenciar com nossos mortais olhos que a terra há de comer. Elevando sua relevância a um nível muito mais superior que ainda constataremos, o Rei do Inferno tem em mãos a cereja do bolo da trama Finale: a lâmina de Caim que coloca nas mãos de Dean e como numa invocação  de palavras proferem a revelação de que a Marca trancede até mesmo a morte, o convida a abrir os olhos e uivar para a lua.E eles se abrem, NEGROS. 
  
 

Com essa inesperada surpresa a temporada se encerra levando consigo os parafusos de nossos maxilares que literalmente caem ao chão. Coroando a temporada com um episódio Épico que concluiu arestas importantes da trama, emanou outras. Esse era o preço da marca que Caim mencionou? O que será de Dean já que não se trata de uma “possessão” convencional? Sammy deixará seu karma de cometer as piores escolhas em prol do desespero ou o perpetuará de vez, uma vez motivado a fazer o que for para trazer o irmão de volta? Se sim, recorrer aos seres do mal é a alternativa mais adequada, uma vez que o Céu entrará em ordem, agora livre de Metatron? Como Castiel ajudará Sam sendo que precisa ajudar a si mesmo a sobreviver?  

…Continua no primeiro capitulo de uma década de jornada na estrada até aqui! 

  
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46 Comemtários

  1. fazer o ritual da purificacao blz, mas quem vai segurar ele com tanto poder? e quem garante que ele vai vir com a consciencia de um humano e nao um demonio manipulado por crowley =)

    • admin admin says:

      Olá Rodolfo.
      Verdade. existe essa possibilidade pelo que vimos até então. Já que nem sempre os olhos de Demonio ficam visiveis… É possível que ele finja estar normal para Sam e ele acabe tendo que descobrir sozinho e quando e se isso acontecer, ele poderá precisar de ajuda sobrenatural como a de um Golem, quem sabe? 😀
      Esperamos que tenha gostado do Review, Volte SamPre 🙂

  2. fazer o ritual de purificar o sangue dele como foi no crowley pode ate ser, mas quem vai conseguir segurar ele com tanto poder agora ?

  3. Não acredito que a série acabará com a mesma história de Caim e Abel. Daí tudo o que os irmãos fizeram para proteger um ao outro, estaria perdido. Acredito que o Dean pode ser humanizado, já que em outras temporadas, ele se mostrou muito forte. Haverá uma maneira. Acho que ele passará alguns episódios assim. Até que não é má ideia. Ele é mais forte que Crowley, então, ele pode acabar com ele, pode trazer o Benny de volta. Dean pode fazer MUITA coisa. Mas os irmão separados dessa forma? NÃO ACREDITO.

    • admin admin says:

      Olá Israelda!
      Quem sabe realmente não apenas tenha essa tendencia como o próprio Abel dê as caras? E sim, Dean poderá ter maiores habilidades, inclusive para coisas úteis… Só aguardando para termos idéia do rumo das coisas… Obrigado por comentar e Volte SamPre ^^

  4. Anônimo says:

    Manu N.
    Gente, muito obrigada por tudo, todos os episódios, extras, imagens, tudo.
    Sério, sem vocês eu não sei o que seria de mim, pois não consigo acompanhar nenhuma série pela tv, ou que esteja desorganizado, só consigo me encontrar, pela minha familiaridade dos nomes de episódio.
    Tô na segunda temporada ainda, muita estrada pela frente, que vou encarar com um maior prazer :3 Tô apaixonada pela série, viciada. Comecei a ver tem 2 fins de semana (só vejo aos fds porque minha carga escolar semanal é pesada).
    De novo, obrigada! E não faça como outros blogs, que os escritores somem do nada <3
    Tenham um bom dia *ooo*

    • Anônimo says:

      Pois prepare-se você ficará louca pela série. Comecei assim, de mansinho e hoje tenho todos os boxes. Assisto pela Warner, que infelizmente tá atrasada. Mas…pelos sites/blog vejo os coments.
      E fala sério, meu DEAN se transformando em demônio ! Vou surtar ! abçs (Flor)

    • admin admin says:

      Obrigado Manu! Ficamos contente com sua satisfação pelo empenho no conteúdo do site. é gratificante. corra para ficar em dia e participar em tempo real de nossos debates! 😉 E Flor, quem sabe não haja esperança logo no primeiro episódio assim como aconteceu em Lazarus 4×01 quando achamos que ele poderia ficar um bom tempo no inferno mas logo de cara foi tirado de la, não é? 🙂

  5. Alguem lembra ? que em uma das temporadas dois Deans se encontram e um diz a outro ,voce vai morrer e nisso que voce vai se transformar !! con voz de demons y olhos pretos !!

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