[REVIEW] Comentando o Episódio 9.21 – “King Of The Damned” de Supernatural

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sábado, 10 maio 2014 1454 Views 9 Comments
[REVIEW] Comentando o Episódio 9.21 – “King Of The Damned” de Supernatural

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Após um episódio divisor de águas na trama da série como foi Bloodlines, que dividiu muitos fãs muito mais do que as hierarquias das familias em Chicago que resultou no cancelamento do Spin-Off nos projetos da CW, nos deparamos com um certeiro tiro de bala entalhada no Demônio da frustração em um ótimo episódio que aparou importantes arestas da trama e deu margens para as remanescentes atos conclusivos da temporada.

King of the Damned foi dirigido por P.J. Pesce, quem estréia na direção da série e escrito por Eugennie Ross Leming em parceria com Brad Luckner que integram a equipe de roteiristas da série desde a primeira temporada e tem início com Abaddon viajando no tempo até escócia e encontra ninguém menos que Gavin (Theo Devaney), filho de Crowley enquanto
Anjos Caídos relegados a mediocridade dos hábitos humanos usufruem de uma noite de bate-papo num bar
interrompidos por Ezra (Gordon Michael Woovelt) Um Anjo caricato que faz questão de espalhar que integra a facção de aliados a Metatron para evidenciar a irrelevância dos demais ali dispersos. Logo mais,
encurralado no beco, ele é mantido preso para conhecer as conseqüências de sua exposição dos fatos em tempos de crise celestial através de ninguém menos que Castiel.

  
  
 
  
 

A direção de fotografia evidencia os enquadramentos precisos
que captam harmonia de cores sobreposta pelo céu intensamente coberto de nuvens
que contrasta o equilíbrio de cores do ambiente com cada item meticulosamente
posicionado para preencher os espaços de tons foscos realçadados com a
chegada do Impala, negro reluzente e impecável na chegada dos
irmãos ao recinto do “Quartel Angelical” de Castiel e sua facção, atendendo ao chamado do mesmo
que os contactou no episódio anterior, enquanto em Chicago, bem como a sombria noite de lua cheia na Escócia de séculos atrás.
  
  
Ali, vimos que Castiel agora tem seu própria “Batcaverna” e conta com uma série de Anjos aliados empenhados no objetivo de restaurar o
céu. Ao se reverem e trocarem abraços Cass revela entre alguns
fatos que Malachi foi morto por Gadreel, trazendo certa surpresa uma vez que particularmente esperava que Malachi tivesse
um desfecho que ao menos fosse mostrado, já que Bart era quase um político Angelical e houve um impasse envolvendo seu destino, digno aliás. Malachi por outro lado, sendo mais
radicalista e Old School em seus métodos, seria interessante ver o desfecho dele em cena, que poderia ter sido
mostrado entre os Fillers mediante o perigo eminente que representou pela
imprevisibilidade de sua índole rebelde e implacável. Talvez “Bloodlines” tenha modificado alguns
passos no percurso da trama principal.
 
Em Cleveland,  o
cenário mais obscuro nos leva a reunião da cúpula de Crowley que mais uma vez acaba
surpreendido com a incredibilidade de seus subordinados, agora aliados a
Abaddon que surge esbanjando segurança e prepotência em escancarar o quanto Crowley é
insignificante sequer demonstrando um mínimo de rancor ou ressentimento pela
pedra no sapato que ele tem tentado ser que no fundo não passa de um cisco nos
saltos da Rainha do Inferno, evidenciando a arrogância e vocação para Vilania da mesma,
enquanto Crowley se afoga em ódio por ter suas mãos cada vez mais atadas. Destaque a Alaina
Huffman que emprega bem essa postura a sua personagem.
  
  
 
Abaddon oferece a Crowley a oportunidade de se unir a ela
para destruir os Winchester e ele obviamente a recusa. É nesse momento que ela usa sua carta na
manga: Gavin, direto da Escócia de quase dois séculos atrás. Abaddon tem se sobressaído ao Rei em sua meticulosidade de forma louvável e não o bastante, testa-o torturando o garoto para persuadir o atual Rei exonerado que apesar da resistência, cede a chantagem.
Estaria o Rei do Inferno fadado a nunca mais ser o mesmo após seu processo de
humanização..? Se sim, qual seria o lado bom desse efeito colateral já que Crowley quando ruim é
melhor? A humanidade em suas veias pode se tornar sua maior fraqueza e
consequentemente influenciar seu futuro… Será?
 
Dean e Sam iniciam o
interrogatório com Ezra. Sam, Nerd como sempre foi, consegue tirar as informações necessárias
aproveitando-se do complexo de inferioridade do “Anjo tagarela” mesmo que para afirmar sua
relevância revela tudo o que sabe. Perspicácia também é habilidade de
Caçador pois. Após o interrogatório dos irmãos, o Anjo tagarela é
encontrado morto e Crowley acerta as contas com o filho, aceitando negociar com
Abaddon enquanto Castiel se encontra com Gadreel (Tahmoh Penikett) na tentativa de convence-lo de que não passa de uma peça no tabuleiro de Metatron. Quando a tênue penumbra de luz parece cair na sombra da
convicção, o dialogo angelical é interrompido pelo ataque de outros Anjos enviados por Metatron, todos derrotados por Cass. Essa cena ressaltou que Gadreel não é malévolo como aparenta, felizmente.
 
  

Dean continua assombrado pelas lembranças envolvendo a
marca de Caim que o dispersa a um nível de catatonia. Crowley contata-os sob a supervisão de Abaddon,
contribuindo para que eles caiam numa
armadilha ao atraí-los até La. Porém antes que possamos nos decepcionar com o
Rei caído, ele utiliza o código dos Winchester para que fiquem de sobreaviso. Ainda assim, Dean não menciona esse pequeno detalhe a Sam. Abaddon, nem um
pouco ingênua torna Crowley impotente
com a bala entalhada com armadilha do Demônio para que ele não interfira no embate contra os Winchester. Enquanto
isso, Gadreel e Castiel prosseguem seu diálogo e Cass propõe aliança
indireta a Gadreel, pedindo que ele o informe dos planos de Metatron. Ele aceitará ou o denunciará ao Escriba?
 
  
 
Diante do paisagismo urbano como “Background” cenográfico, Sam
e Dean chegam em Cleveland e Dean para garantir que cumpra sua missão mantendo
Sam fora disso, mente para que possa fazer o que deve ser feito sem colocá-lo
em risco e momentos depois, já em posse da Lâmina é neutralizado por Abaddon. Nesse momento somos surpreendidos com o poder da marca de Caim emanando em Dean de forma a conseguir utilizar seu pleno poder de magnetismo, trazendo-a de volta a sua mãos. Sobressaindo seu poder ao dela,
liberta-se e a mata, sendo consecutivamente tomado pela fúria,
golpeando-a com violência mesmo após a morte, sendo despertado do transe de
ódio por Sam. Teriamos subestimado o poder da marca de Caim a tal ponto?
  
 
  
Quem diria que após
tantos anos veríamos “papéis invertidos” em relação a Crowley e os Winchester,
sendo os irmãos “implacáveis” em não abrir uma exceção a Gavin, o pobre
desajustado príncipe do Inferno. É claro que ele jamais permitiria que seu
filho retornasse ao passado para morrer em um naufrágio, não depois de ter
sido praticamente humanizado. Esse lado paternal e o retorno de Gavin foram
boas surpresas como as tantas que a série vem resgatando das primeiras temporadas
e muito bem inseridas no contexto da trama, além de trazer novas possibilidades
acerca do que pode estar por vir com essas intervenções atemporais. Afinal,
como a presença de Gavin no presente afetará o futuro…? Medo.
 
  
 
  
Enfim após inúmeras conversas que apenas retrocediam a
relação fraternal entre ambos, tivemos um momento significativo
para a trama. Quando Sam emburrou a cara e Crowley disse que pressentia drama a
caminho, o temor por mais um momento “Belém-belém” de Sammy com Dean logo
permeou nossas mentes. Logicamente Sam tem razão em relação a parceria mas a coerência na decisão de Dean é no mínimo plausível já que até mesmo o próprio irmão
poderia acabar morto enquanto Dean estivesse em seu “momento possesso”. O episódio encerra-se com Sammy sugerindo ao irmão manter a lâmina trancada em segurança para garantir que ela não
afete ainda mais a já abalada integridade interior do irmão que é simples e
objetivo na resposta: “NÃO”.
 
Foi gratificante
perceber que Sam deixou seu egoísmo de lado e demonstrou se preocupar com Dean,
que por sua vez não implorou por compreensão, até mesmo por que apesar de estar cada vez mais frio, tem razão. Ao que tudo indica, Dean acredita que a Lâmina lhe atribui todo o poder que necessita para
vencer as batalhas que estão por vir. Mas vale mesmo a pena correr o risco de ter a
essência fatalmente corrompida colocando em risco sua própria humanidade ou
ainda a própria vida?
Qual será o preço dessa decisão? Seria o segredo da vitória definitiva abrir
mão das limitações impostas pela humanidade para adquirir o poder pleno contra o Sobrenatural, entregando-se ao seu instinto assassino? Como Gadreel se posicionará diante da proposta? De que forma a permanência de Gavin no presente alterará o final da
história escrita por Metatron?

Continua em “Stairway To Heaven”…
  
  
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9 Comemtários

  1. Giovane_ says:

    Episódio incrivel…

    O que será que aguarda os irmãos Winchesters…estou começando a pensar na possibilidade, de que logo em frente, Dean acabe sendo tomado pela Lâmina que mate seu irmão Sam…Como foi no caso de Caim e Abel…Será que esse fato não levará a mesma consequência de que possivelmente no fim de tudo Dean acabe que ter que decidir matar ou não matar Sam com a Primeira Lâmina…??

  2. Giovane_ says:

    Episódio incrivel…

    O que será que aguarda os irmãos Winchesters…estou começando a pensar na possibilidade, de que logo em frente, Dean acabe sendo tomado pela Lâmina que mate seu irmão Sam…Como foi no caso de Caim e Abel…Será que esse fato não levará a mesma consequência de que possivelmente no fim de tudo Dean acabe que ter que decidir matar ou não matar Sam com a Primeira Lâmina…??

  3. Nossa tô viciada em Sobrenatural!!!! Não vejo a hora de assistir a nona temporada!

  4. Nossa to viciada em Sobrenatural!!!! Não vejo a hora de assistir a nona temporada….

  5. Mais uma bela review Harley! Parabéns !
    O episódio na minha opinião ,começou com o pé direito ,com uma viagem no tempo , sempre admirei essas viagens .
    Tacada de mestre de Abaddon pegar o filho de Crowley para chantageá-lo , fazendo prevalecer seu lado humano.
    A interação de pai e filho foi hilária , e certamente terá alguma consequência a permanência do garoto , um belo gancho para a próxima temporada.
    Amei a morte de Abaddon , ela subestimou Dean mesmo ele possuindo a lâmina , não o considerou como uma ameaça forte , se deu mal ruiva !kkkkkkkk
    Aquele NÃO que Dean disse ao Sam no final do episódio ,só fez reforçar minha tese de que as consequências finais que essa marca trará para Dean serão drásticas.

  6. admin admin says:

    Que bom Ne Coelho, foi otimo mesmo esse episódio.
    acrescentou novas possibilidades a trama e que continue assim até o fim da temporada e no decorrer da próxima. Volte Sampre! 😉

  7. Ne Coelho says:

    Eu amei o episódio!!! Com relação ao Gavin, eu acho que eles deixaram uma margem sutil para que personagens que ja morreram possam retornar a série….quem se lembra da história do Titanic, quando Balthazar salvou o navio, alterando o espaço/tempo e trazendo d volta a vida Jo e Helen…. e com relação ao Dean, também tenho a impressão de que ele logo terá q fazer uma escolha difícil entre se entregar d vez para a marca d Caim e sofrer as consequências ou abrir mão desse poder todo em nome da família ……a expectativa esta enorme pelos dois próximos episódios… #supernatural

  8. perfeitoo, a review, o episódio, aguadando anciosa para saber o que está por vir

    • admin admin says:

      Obrigado pelos elogios Adriele.
      Também achei o episódio bem recompensador em virtude da montanha russa que a temporada acaba sendo entre um episódio e outro.
      Volte SamPre Adriele

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