[Review] Comentando o episódio 9.20 – “Bloodlines” de Supernatural

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quarta-feira, 07 maio 2014 844 Views 2 Comments
[Review] Comentando o episódio 9.20 – “Bloodlines” de Supernatural
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Após alguns consideráveis contratempos gerados por Metatron que sequer Castiel pôde ouvir minhas preces, que me afastaram do site e grupo por vários dias a ponto de atrasar o desenvolvimento do review, felizmente Crowley deu uma mãozinha em troca de algumas bolsas de sangue AB que eu felizmente armazenava no estoque de sobrevivência que montei para resgatar Benny do purgatório, agora estou de volta para nossa análise semanal, antes tarde do que nunca. Chegou enfim o momento de conhecermos o episódio que dará (ou não) origem a Bloodlines, Spin-Off da série.

Bloodlines foi dirigido pelo Bob da vida real, Robert Singer (Foto), produtor da série desde a primeira temporada, sendo este seu trigésimo segundo episódio como diretor e escrito por Andrew Dabb (Foto) que integra a equipe de roteiristas da série desde a quarta temporada, mas somente escreveu episódios sozinho a partir da oitava. Dentre os mais recentes escritos por ele, estão 9×10 -“Rod Trip” (também em parceiria com Bob Singer)  9×02 “Devil May Care”.

 
Robert Singer (Diretor)                  Andrew Dabb (Escritor)  

De imediato, somos apresentados a um belo cenário que
vislumbra aos olhos de um mundo alternativo em plena terra, ao menos para nós,
sul-americanos, com uma ambientação requintada que remete a cidade de Las
Vegas, que ganha mais vida e cor durante as noites do que nos dias propriamente
ditos. Ao som dos swings do Jazz, somos apresentados a Ennie Ross (Lucien Laviscount) um jovem que preparou um encontro especial para sua
namorada, momento esse interrompido por 2 clientes “VIP”, aos quais um deles
revelou em seu reflexo no espelho uma camuflada natureza sobre-humana por trás
do Rude convidado que o confronta.

  
 
  

Logo, descobre-se que a Clientela Vip era composta de
criaturas com um espaço privativo para si nas entranhas do recinto. Nos interiores do local somos
apresentados dentre tais criaturas a Julian Duval (Sean Faris) um Lobisomen que se desentende
com Sal Lassiter (Bryce Johnson), um Metamorpho. Ambos são interrompidos por um apagão provocado por
um misterioso indivíduo com garras de “Freddie Kruger” que adentra o local atacando todos diante de seu caminho, fazendo com que mais uma vez Ross seja interrompido,
desta vez durante seu pedido a Thamara (Erinn Westbrook) ao socorrer Sal Lassiter sendo consequentemente atacados pelo misterioso “Mãos de Freddie” que desaparece enquanto Ross chora por
Tam ao chão e sem vida, encerrando a bem dirigida introdução da trama.

 
  
 

A fotografia ganha seus primeiros “segundos de fama” na Universidade de Chicago onde a vegetação em tons nebulosos devido ao frio se
contrasta com as cores mais vibrantes da vegetação mais plana aos arredores, complementada com árvores sem folhas mais altas consequentemente mais atingidas pela baixa temperatura nas laterais do
enquadramento de câmera evidenciando a centralização da sobriedade da
construção, resultando numa bela paisagem invernal que utiliza-se da
mobilidade das pessoas como complementos naturalmente alegóricos. Destaque ao
Direção de Fotografia da série que cedeu considerável ênfase praticamente a cada alternância de cenas de todo o episódio.

  
    

Na universidade somos apresentados a David Lassiter (Nathaniel Buzolic) um Metamorpho
trambiqueiro que  se passa pelo Diretor da universidade para obter o gabarito das provas e negocia-lo com
os universitários, alertado por sua irmã Margot (Danielle Savre) que seu irmão Sal está morto enquanto Ross
depõe sobre o que ocorreu na noite anterior. Destaque para a Trilha sonora que
desperta atenção por, apesar de bastante condizente com as cenas em
diferenciadas situações, dinâmica, agradável e bastante complementar a trama.
Em mais um caso destoante para a departamento de policia sobre bizarrices e
monstros, os agentes do FBI Bonham e Peart (Dean e Sam) surgem na sala
assumindo o controle a partir Dalí. Confesso que não criei expectativas acerca
do episódio 20 para evitar possíveis e prováveis frustrações, mas a direção de Singer demonstra um trabalho bem desenvolvido que vai evanescendo esse receio a cada minuto. Felizmente e a interação entre Ross e os irmãos no interrogatório retifica isso
já que não houve a desnecessária descrição do relato do que já presenciamos na
introdução, fluindo os acontecimentos.

 
 
 

Dinamica essa aliás que parece permear de forma bastante
equivalente toda a produção, uma vez que as cenas não cedem muito espaço para o lado
dramático e diálogos arrastados, indo direto ao ponto, como no
tenso momento entre Violet Durant (Melissa Roxburgh), Ex de David, Ômega da Alcatéia e Julian, o Líder, onde as atitudes, acertadas ou não em prol dos “Negócios das Famílias”
sobrenaturais parecem prevalecer sobretudo a sobrevivência de seus interesses burocráticos ou não, explorando um lado praticamente inédito na
série em relação a suas criaturas e a convivência e maniqueísmo perante a sociedade. Mais um ponto para o roteiro do episódio.

 
  
 

Em contraponto, Ross, o humano e perdido em meio a todo esse “tiroteio sobrenatural ” retorna para casa e seu Plot reserva mais alguns momentos
de destaque a fotografia a caminho de lá, devido ao propício cenário urbano que
diga-se de passagem, traz um certo “Refresh” aos nossos por vezes sobrecarregados olhos com inúmeros episódios tensos (positivamente ou não) e distantes
dessa familiaridade social que dificilmente enxergamos na série ultimamente, abre mais espaço para a trilha sonora, mais diversificada no
episódio em si, transmitindo bastante do que muitos diálogos poderiam
utilizar-se para expressar, mas que nesse momento em questão, em harmonia com o silêncio do personagem,
intensifica a sensibilidade do momento de desamparo, angústia do mesmo. Não o
bastante, o momento engata uma relação entre ele o admirável mundo novo em que
adentra ao encontrar a bala de prata na munição de seu falecido Pai.
  
 
Desiludido com a Polícia, Ross vai por conta
própria atrás de respostas na cena do Crime e apesar de tomado pelo nervosismo
de sequer saber com o que está por lidar, demonstra coragem e enfrenta o
“Vampiro Garçom” que o fareja, alvejando-o com a arma do Pai, em vão. Dominado
pela criatura, Ross é salvo pelo Facão de Dean que põe a cabeça do vampiro para rolar.
Interessante a maneira como esse episódio dosou bem todos os itens
que o compõem, incluindo a participação dos irmãos, bem mais comedida, mas bem inserida nos momentos oportunos, despertando a sensação de surpresa
em suas aparições certeiras, tornando-as de fato relevantes para o contexto
geral. Ambos esclarecem as coisas a Ennis mas o aconselham a manter-se fora
disso, obviamente em vão.

  
 
  
 
Ennis se mostra um protagonista eficiente que
conquista empatia ao longo da trama, já que além do objetivo de vingança ele também demonstra-se corajoso, determinado e perspicaz como na jogada da mensagem de texto no Smartphone, identificando Fredie (Stephen Martines) como “algo” e não alguém, numa referência aos primórdios da série e seus artifícios
investigativos, sobretudo por tratar-se de um personagem novo.
Ennis leva
Fredie a seu quarto e ameaçado, David revela-se, conta ser um Metamorpho e conta que a cidade de
Chicago está dividida entre cinco famílias de monstros que procuram manter a
paz e viver discretamente entre os humanos. David o adverte a manter-se fora de tudo isso e consegue fugir da mira de Ennis.

 
  
 
Ennis decide ir até até a casa de Julian atras de respostas e os Winchester já
estão a espreita da mansão. David aborda Violet a fim de tentar
convencê-la a intermediar um diálogo com Julian e impedir a guerra a ser travada e durante o momento Nostalgia, ambos são interrompidos pelo ataque repentino do misterioso “Mãos de Tesoura” em outra cena bem conduzida pela direção, já que tal momento entre ambos foi breve
e serviu para introduzir o reaparecimento do Vilão da trama e não uma quebra de ritmo a favor do romance. Este por sua vez
tem como alvo Violet que foge enquanto David tenta impedi-lo, sendo salvo por
Ross cujo tiro desperta atenção de Sam e Dean. A partir dali todos formam uma parceria para encontrar a donzela em perigo, levada pelo Algoz misterioso. Ao que
tudo indica, a rápida química entre o “Quarteto Fantástico Sobrenatural” parece
fluir bem e a dinâmica continua a todo o vapor.

 
  
 


Eis que o mascarado misterioso se revela e
surpreendentemente (ou nem tanto) trata-se apenas de um “homem com alguns
brinquedos a disposição”. Vale a pena ressaltar aqui que aos que tendem a
reclamar daquilo que não esperava, é importante perceber que essa revelação é coerente, uma vez
que os humanos são quem mais tem a perder nessa “guerra de aberrações”, a
ideia de tal humano com considerável conhecimento e habilidade para se
opor a essa Hierarquia sobre a cidade funciona no contexto da trama. Esse personagem inclusive remeteu ao “V” do filme “V de Vingança” onde um Anarquista mascarado decide sozinho lutar contra a hierarquia ditatória e abusiva dos governantes de sua sociedade distópica. A quem não assistiu, recomendo.

  
 


A fotografia sobriamente sombria, com a cidade ao distante
fundo entre os pilares da ponte em tom de urbanismo rústico e o a escuridão do
céu, suavizada pela reluzente metrópole maravilha e  o ‘Mix” do Hard Rock costumeiro com certo
experimentalismo e swing do Jazz destacam a chegada do Impala ao local rastreado
do celular de Violet com uma trilha sonora que representa indiretamente a
inusitada parceria do quarteto.
Semelhanças a parte (ou não) com Samuel Winchester na sexta temporada, Irv (Michael Rogers) teve seu pequeno irmão vítima de criaturas há muitos anos atrás, tem como objetivo desencadear a guerra entre as criaturas para que elas próprias se aniquilem e façam o trabalho pesado de varrer-se da cidade e evitar mais vítimas humanas. 

  
 
Alguns fãs poderão sentir-se insatisfeito com a parceria dos irmãos com David ainda que seja um “Mocinho Methamorpho”, mas isso não compromete a qualidade do que vemos, já que após quase uma década de produção, inovação faz-se necessária. Além do mais já
tivemos provas mais do que concretas e plausíveis acerca da índole de muitas
criaturas, perpetuada com a aparição de Benny, o melhor amigo de Dean, uma criatura afinal.
David aliás demonstra certo
carisma para uma criatura, destacando-se inclusive por retrucar as piadas de
Dean. David acaba sendo apanhado por “Irv Kruger”
que o tortura com as garras de prata, enfurecendo Violet que se transforma e o ataca mas é
acalmada por David a tempo de poupa-lo. Irv se desculpa pela perda de Ennie que não hesita
em alveja-lo afirmando que ele é o único monstro no recinto.

  
 

Quando a bela paisagem revela Violet e David em seu momento romântico que a cena aparenta preparar, vemos um momento relevante para esclarecer o por que
Sal pediu desculpas a David diante de Ross, quando Violet revela que não
esperou David para fugirem das imposições de suas linhagens por ter sido
ameaçada por Sal que exigiu que ela se afastasse de seu irmão.
Romance acaba
sendo um elemento quase obrigatório já que muitos telespectadores se atraem por
estórias de amores proibidos, mas felizmente esse clichê não sobressai-se, sendo devidamente dosado. Talvez a implacável
sensação de “De JaVou” que integra os ingredientes de séries televisivas, não seja um dos alicerces da trama, mas isso só o Spin-Off
poderá dizer quais serão as medidas desta receita adiante.

  
 

David retorna a sua família e recebe o alerta de seu pai
sobre a irmã, afirmando que ela quer guerra e ele precisará detê-la, o que fica
evidente na insatisfação da mesma com o regresso ao lar do Caçula da família, bem como quando ele prova a ela que não tratava-se de uma criatura por trás da morte de
Sal e que a ameaça a qual ela afirmava preparar-se não era procedente. A indiferença que beira a decepção por parte dela diante dessa revelação faz pairar uma sensação
de dúvida a respeito do quanto ela estaria envolvida nesse massacre. Estaria
ela aliada a Irv? Ou ainda estaria ela no comando do mesmo? 
  
 
  
 

Ennie os Winchester se despedem mas ele decide iniciar sua própria caçada, embora advertido por Sammy que parte com Dean ao encontro de Cass que os avisa sobre Metatron e o episódio se encerra com uma ligação misteriosa advertindo Ennie a não prosseguir, até o mesmo reconhecer tratar-se da voz de seu Pai.
Apesar das expectativas e receios o “episódio zero” de
Bloodlines termina com saldo positivo em seu contexto geral. Um bom, eficiente e bem desenvolvido episódio Intro que apesar de alguns pequenos detalhes
inexplicados, como a transformação de David remeter a recursos mágicos já que
não houve a tradicional troca de peles necessária que vimos nos primórdios da
série, que não houve momento dedicado a esclarecer esse detalhe, não
creio ser um desleixo do roteiro já que é possível explorar isso no Spin-Off.

 
 
A questão é o quanto
a partir dele poderá se desenvolver a longo prazo? Há tanto assim a explorar
sobre as linhagens das criaturas do universo de Supernatural que pode gerar
vida longa e esse embrião da série sendo que o episódio foi enfático nos novos
personagens ao ponto de tornar os irmãos coadjuvantes da trama? A guerra entre
as linhagens proporcionará vida longa a essa nova produção? Certamente, a
cargo de Dabb e Singer, competência e conhecimento de causa não serão um problema.
Só a Bloodlines poderá nos afirmar algo.
Continua em “Bloodlines”…
  
  
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2 Comemtários

  1. Rony Furtado says:

    Gostei… Acho que Bloodlines pode ser uma boa série. O jeito é aguardar pra ver.

  2. Taiko Aranha says:

    O episódio teve uma ótima direção de Robert Singer, a fotografia sempre incrível. Mas o roteiro deixou a desejar.
    Um roteiro confuso, que não sabia em que centrar, acontecimentos "apressados", e um final quase previsível fez com que um episódio, que serve como piloto, tinha muito pra ser bom, se tornou um dos mais decepcionantes de toda a série.

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