[Review] Comentando o episódio 9.18 – “Meta Fiction” de Supernatural

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sexta-feira, 18 abril 2014 1232 Views 6 Comments
[Review] Comentando o episódio 9.18 – “Meta Fiction” de Supernatural
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A confirmação da presença do Trio Angelical Castiel, Gadriel e Metatron gerou expectativas enormes acerca da continuidade do Arco dos Anjos e a confirmação do título anunciado como “Meta Fiction” apenas elevou as expectativas e inclusives uma série de especulações, dentre elas a de que haveria alguma referência ao clássico de Quentin Tarantino “Pulp Fiction”. Porém, especulações a parte, trata-se de uma tradução literal no sentido da ficção de uma história, sob a particular perspectiva de Metatron. 
Metatron (Curtis Armstrong) em meio a seu habitat natural, os
livros e pergaminhos foi uma interessante referência a sua existencial função que
praticamente esquecemos no decorrer da temporada graças a tensão da trama,
abalando estruturas celestiais, reescrevendo a história dos céu e da terra:
Escriba.
Retificar que ele era o Escriba de Deus nos ajuda a
compreender de forma mais ampla sua perspectiva sobre seus objetivos, além do
fato que sem Deus no céu e ser “kickado” de lá, oprimido a se exilar exalta a disfunção de sua natureza celestial: receber ordens e executá-las em nome
da vontade de Deus. O brilho em seus olhos ao nos propor uma história a sua própria
maneira ressalta o desejo de por os planisférios terrestres e celestes nos eixos,
pois alguém precisa fazê-lo… Medo.

  
  
No Bunker, Sam e Dean trabalham duro em busca do paradeiro
de Abaddon, sem sucesso.
Enquanto isso, Castiel dá o ar de sua graça novamente
seguindo pistas sobre o paradeiro de Metatron, guiado pelo som de um símbolo
desconhecido que atraiu vários anjos que foram torturados após recusar aliança
a Metatron. Em seguida, conta a Sam e Dean suas pistas e juntos descobrem direções a seguirem enquanto Gadreel (Tahmoh Penikett) ressurge atrás
de mais ossos de fada e pena de Griffin. As oscilações nas luzes do quarto de Castiel
jamais poderiam nos fazer imaginar se tratar de uma intervenção Angelical.
Em uma inesperada cena ápice, o mais carismático dos Arcanjos surge diante de
Cass: Gabriel!

  
 
De imediato, tudo nos ocorre a mente sobre as possibilidades
de seu retorno, especialmente que ele não seja o próprio Gabriel (Richard Speight Jr), uma vez morto por seu irmão, “Lucy”. A revelação de que a sirene Angelical se tratava da “Trombeta de
Gabriel” foi uma surpresa que evidencia uma meticulosidade e maniqueísmo equivalentes a grandes vilões da história
da série, senão superior visto que sua engenhosidade provém da pura
inteligência e conhecimento praticamente infinito sobre a aurora dos tempos,
algo que só o escriba de Deus poderia dispor como testemunha ocular.
Apesar de toda estranheza que beira o desconforto na sobrevivência de Gabriel, é dispensável mencionar que sua presença é mais do que um presente aos fãs. Produção e roteiro resgatando a aura
dos primórdios é louvável embora traga um sentimento de receio quanto ao
tamanho dessa ousadia ser transponível a atualidade do roteiro e direção sem deixar a
sensação do impacto pouco congruente. Ainda assim, Arcanjo paradoxal que sempre
foi, além das piadas, Gabriel demonstra uma funcional mas crua e verdadeira
sabedoria em seus diálogos, inclusive beirando a heresia e a blasfêmia! Cass
poderia aprender m bocado com ele.

 
“Eles são gados, pau-mandados. Nós somos diferentes, somos
rebeldes!
Please, Bitch!” -Gabriel

Poderíamos ousar em ter esperanças de rever outros já
clássicos membros da trama como Michael e Lucy? O retorno de Gabriel mostra que
ousadia e imprevisibilidade são trunfos que a série não perde o domínio,
portanto, a resposta é SIM. Fiquem fãs felizes ou não. E antes de mais nada,
não nos equivoquemos em reclamar antes de sequer ter indícios do que poderá
acontecer de fato, adiante. A emoção de ser surpreendido com reviravoltas
vibrantes cujo muitos fãs tem
transformado em frustração de expectativas geradas por preferências de forma até passional. Assim, sendo “Keep Calm & Enjoy the Show”!

Quando Gabriel estava literalmente roubando a cena nos
fazendo praticamente esquecer dos irmãos com sua presença, a produção da série mostra que
sabe equilibrar a balança, trazendo em cena o instinto caçador dos irmãos
que não apenas rastreiam Gadreel como o capturam numa cilada que sequer nós
prevíamos, provando que a dupla funciona de fato, unida. Mas como tudo o que é bom dura pouco e nada do que é melhor é
eterno, temos que nos despedir de Gabriel, “Chico Malo” com louvor, sequer nos deu a certeza de estar vivo ou morto (a levantada de sobrancelhas foi quase um “mostra-língua” que remeteu aos tempos memoráveis de Trickster). Se for para dar o ar da graça novamente, que não leve mais 4 anos.

 
     
  

Imobilizado, Gadreel se mantém irredutível em cooperar e
ainda expõe Sam de uma maneira que ele próprio jamais ousou expor a ninguém: a vergonha e fraqueza dentro de si. Enquanto isso Metatron demonstra seu lado megalomaníaco a Castiel
revelando que ele estava apenas contracenando em sua “peça teatral” enquanto Dean e
Sam suam na tortura para arrancar informações de Gadreel até que Sam parte para localizar Cass que encontra-se na Sessão-Divâ do Escriba. Será mesmo que
o real objetivo de Metatron resume-se a reescrever a história á seu bel prazer,
pintado como Herói? Ou o objetivo
de consertar a história pondo o Céu nos eixos trata-se de mero pretexto para se
intitular o novo Deus?

  
   
  

Sam depara-se com Metatron que propõe uma troca de comum interesses:
Um anjo pelo Outro. Em contraponto a toda a perspicácia de Caçador que ambos
demonstraram ao dominar Gadreel, um leve sentimento de displicência permeou o
momento em que Sam aceita o acordo, demonstrando que quando Sam e Dean estão
sobre constante pressão se tornam suscetíveis a manipulação e que a inteligência,
conhecimento ilimitado e meticulosidade impares de Escriba são vantagens imensas que os
Winchester dificilmente conseguirão superar. Ainda assim, não se deixe enganar pela
impressão de “descuido do roteiro” pois esses detalhes justificam-se pelo fato de Sam estar
finalmente frente a frente com seu invasor e Dean diante do Anjo que traiu sua
confiança, além dos efeitos colaterais da marca de Caim. 

   

O encontro entre os irmãos e o “novo Criador” foi um dos
melhores momentos do episódio em especial por mostrar a faceta poderosa dele com suas habilidades “divinas”.
Metatron que assim como
Bartholomew se mostrava um tanto burocrático e político demais, escondendo-se e maquinando enquanto Abaddon por exemplo já era mais abrasiva e intensa em
cena. O modo como o fogo sagrado foi apagado apenas com sopro e os sigilos
dissipados no ar como cinzas nos surpreende tanto quanto aos irmãos, imobilizados como a ponta de uma caneta diante dos movimentos das mãos do Escriba. Como vencer um ser celestial imune a estes recursos? Teria Metatron conhecimento ilimitado a tal
ponto que é capaz de neutralizar quaisquer artifício sobrenatural? Seria ele realmente um
Anjo? Seria de fato, o nova Divindade dos Céus? Felizmente,
ele mantém sua palavra e devolve Castiel aos irmãos levando Consigo Gadreel.

  
 
  
“Sou uma entidade de palavra!” –Metatron.


Por fim, Gadreel demonstra um certo desconforto em ser provavelmente
uma mera peça de tabuleiro cujo as quadras são escritas e guiadas por
Metatron que afirmou ter sido surpreendido com a captura de seu Anjo caído
particular. Será?
Cass percebe que há algo errado em Dean e pede que Sam
mantenha-o em vista e utiliza a trombeta de Gabriel
para convocar os Anjos e finalmente liderá-los na guerra celestial que está
por se concretizar. Estaria Cass de fato preparado para tal responsabilidade? Seria essa de fato a vontade do Anjo ou apenas mais um capítulo das linhas manipuladas do Escriba? Ele
é quem determinará de fato o final dessa história?

 
  
 
Em síntese, Cass precisará superar qualquer resquício de sua insegurança, uma vez sendo peça fundamental na vitória dos irmãos diante desse cada vez mais crescente desafio e os Winchester precisarão ter mais foco e domínio evitando ser menos previsíveis, superando a si próprios e seus conflitos internos para obter trunfos a seu favor. Mas a que preço?

Continua nos próximos episódios…

 

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6 Comemtários

  1. Anônimo says:

    Eu preferia mesmo é que SN não tivesse tantos personagens….sabe quando tudo era muito mais simples sem tantos nomes/personagens a decorar ????
    Amo SN mas…. não demora e teremos que utilizar programas especiais de computação ao lado da telinha apenas para decifrar tantos personagens ! (Florilza)

  2. gostei bastante do Review, Harley. quanto ao episódio: Metatron se julga agora o novo Deus, e esta reescrevendo a Hístoria,inclusive ele joga na lareira "O Evangelho dos Winchesters" coisa que deveria existir se ele não estivesse reescrevendo a história, esta tudo muito confuso ainda, quanto ao Cass espero que desta vez ele acerte, e Gabriel adorei tê-lo visto de novo porém acredito que ele esta morto mesmo, agora que o Metatron é poderoso, ele é e sarcástico também.

  3. Amei o review Harley ! Excelente como sempre ! Quanto ao episódio ….O que faz uma história dar certo? O enredo? Os personagens? O texto, o subtexto? E quem dá significado à história? O seu autor? Ou você? Hoje a noite, pensei em contar uma historinha e deixá-lo decidir”. Metatron
    Depois de um angustiante “hellatus “ Supernatural retorna com tudo .Na minha opinião foi um episódio essencial para o desfecho que está cada vez mais próximo .
    Metatron voltou do jeito que ele gosta , controlado tudo e a todos, e mostrando todo seu empenho na luta para se se tornar o novo Deus ,
    Em relação à Dean, estou cada vez mais angustiada com os efeitos que a marca de Caim está causando nele .E apreensiva com o que está por vir .
    Foi gratificante ver Gabriel, soltando várias pérolas ,dentre elas “Aba-doida” (kkkkkkk) só ele mesmo , e no final ainda me deixou com uma enorme pulga atrás da orelha …será que ele está morto realmente ?
    Cas agora , lidera um exército de anjos. Aonde isso vai levar ? Não sei. Apenas Metraton afirma saber como vai ser o final dessa história, mas eu creio que muitas surpresas estão por vir.

  4. Ótimo texto! O que da mais medo é ver que quase tudo está saindo como Metatron deseja. Esse final de temporada ta ficando interessante.. Quanto a marca de Caim, acho que Dean irá perder o controle em algum momento, parece que a marca o deixa com mais sede de sangue que o comum e isso é assustador!

  5. Misael says:

    Eu acho que a situação nunca esteve tão tensa na serie como esta agora tipo nem na 5° Temporada fiquei tão nervoso como estou nessa, parabéns aos diretos e roteiristas Supernatural não tinha uma temporada tão digna desde a saído do Eric e esta cada vez melhor confesso que estou começando a ficar com medo do que nos reserva na 10°…

  6. Rony Furtado says:

    Bom episódio… Só uma duvida: e aquele garoto, acho que da 4° ou 5° temporada, que era o Anti-Cristo? Ele tinha muito poder e podia fazer qualquer coisa…. seria legal se ele voltasse né? Quando eu assisti na época eu achava que ele seria um gancho para as proximas temporadas mas até agora nada rsrs

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