[Review] Comentando o episódio 9.17 – “Mother’s Little Helper” de Supernatural

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sábado, 29 março 2014 2241 Views 20 Comments
[Review] Comentando o episódio 9.17 – “Mother’s Little Helper” de Supernatural
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O episódio dessa semana gerou grandes expectativas tanto pela direção quanto pela abordagem sobre o passado envolvendo Abaddon, o Vovô Winchester Paterno e mais revelações envolvendo o Clã dos homens das letras. Faltando apenas 6 episódios para o desfecho da temporada, o sucessor de Blade Runners não deixou a desejar contendo todos esses itens, trazendo um capítulo que aprofunda ainda mais a subtrama da Cavaleiro do Inferno. 
“Mother’s Little Helper” marca a estréia de Misha Collins (foto), na cadeira de diretor no episódio que foi escrito por Adam Glass (foto), que integra a equipe de roteiristas da série desde a sexta temporada sendo este seu décimo-terceiro episódio escrito na série. Dentre os mais recentes, escreveu também 9.12- “Sharp Teeth” (O retorno de Garth), 9.07- “Bad boys” (Adolescência de Dean) e 8.12 – “As Time Goes By” (Primeira aparição de Henry e Abaddon).

  
 Misha Collins (Diretor)                Adam Glass (Escritor)     

Misha e Adam demonstram-se inspirados trazendo uma cena inicial intensa e misteriosa que intriga o telespectador, surpreendido com a brusca mudança de comportamento da esposa que perde o controle ao ser questionada sobre a variedade do cardápio no jantar, matando seu marido com sangue tão frio que causa calafrios tamanha violência e sangue remetendo aos primórdios da série. Nunca se sabe o que uma ida ás compras pode trazer como brinde…

 
Sam parte sozinho (!) para averiguar o caso enquanto Dean prefere permanecer no Bunker atrás de meios de encontrar Abaddon. Interessante como Sam parece ter mesmo deixado de lado o ressentimento que mantinha do irmão como se simplesmente caísse no esquecimento. Acredito que haja um (outro) momento oportuno para tratarem especificamente destas arestas já que apesar de ser ótimo ver que Sam deixando de ressaltar sua decepção, também seria frustante ainda mais ênfase para apenas esquecer sem mais cartas na mesa outra vez e não ficar cansativo bater nessa mesma tecla com tanta coisa importante para ser resolvida. Mais interessante ainda é a garrafa escondida e a indiferença em relação ao caso, provas de que algo já está errado… Medo.
  
 
Sam “cai na estrada”no volante do Impala e a Fotografia já tem seu breve momento de destaque na paisagem com planícies e rodovias desertas composta por montanhas que empregam sobriedade a ambientação com natureza predominante contrastada com o enquadramento eminente do céu que sobressai-se de maneira equivalente com o azul suave que antecede o pôr do sol num tom fosco que harmoniza com o clima semi-árido que remete a locações peculiares do Texas, terra natal de Jensen. A primeira cena do capítulo também se destaca pela caracterização sombria que complementa o momento de tensão que presenciaremos a seguir na cena do crime.
  
  
Sam confirma que sua teoria de possessão esta errada e sequer tem a chance de interrogar a esposa que se suicida em sua cela, deixando como única pista sua ida ao supermercado. Dean realmente está agindo estranho, completamente disperso em seus pensamentos acerca de sua atual condição de “máquina de matar”, pensa duas vezes em atender a ligação de Sam, evidenciando uma indiferença incomum ao caso enquanto enche a cara. Esse “conforto” involuntário de Dean na ausência do irmão seria um efeito colateral da marca? Será parte do fardo da marca viver exilado sem qualquer resquício de contato humano como Caim estava? Mais Medo…

  
 

Misha demonstra boa condução na direção do roteiro que mantem uma dinâmica de mistério que se desenvolve em momentos de tensão que resultam suspense de roer os dedos, desenvolvendo uma atmosfera que se aproxima de um thriller de terror e suspense como quando Billy (Kurt Ostlund) vai a lanchonete agindo de forma estranha após uma carona, cravando a faca na mão da garçonete em pleno balcão ao lado de Sam despertando aflição! Na delegacia, cidadãos pacatos que ficaram fora de si estão enchendo as celas como uma espécie de epidemia que os fazem perder o controle resultando em ataques de violência, inclusive consigo próprios, marcando as paredes com o próprio sangue. Não há indícios de resolução ou pistas e Sam pede ajuda a Dean que o evita alegando estar próximo de achar Abaddon, quando na verdade estava na companhia do Rei.

  
   
     

“Você mentiu para Sam como se ele fosse sua esposa. Isso faz de mim meio que seu amante”. -Crowley
Sra Julia Wikinson (Jenny O’ Hara) surge para relatar a chegada de Demônios na cidade e Sam ouve o que ela tem a dizer e se surpreende quando ela afirma ter conhecido Henry, um homem das letras que chegou a cidade acompanhado de uma Freira em 1958 para investigar a morte de membros da paróquia. Mais tarde entre a conversa de “Josie” e Henry descobrimos que ambos estão ali como parte de uma iniciação como Letrados.
A mitologia dos letrados é um grande trunfo que trouxe uma série de possibilidades e revelações. A menção de Henry (Gil McKinney) a sua família foi um presente aos fãs já que os laços famíliares são o alicerce do negócio da família e trouxe revelações sobre o passado dos Winchester. Ver o quanto Henry se preocupa com o filho John e a esposa Millie (Sim, por fim descobrimos o nome da Avó paterna dos Winchester!) foi uma bem-vinda surpresa, além de compreendermos mais sobre a ligação entre ele e Abaddon.

  
 

Trazer os esclarecimentos a cerca dessa “epidemia de instabilidade” que assola a cidade através da investigação de Henry e Abbadon no século passado foi um momento e tanto que tornou tudo muito mais interessante e a parceria entre Henry e Josie era muito eficiente. Através de ambos, sabemos que as escritas de sangue na parede pelas vítimas estavam ligadas aos Cavaleiros do Inferno. A cena em que ambos exorcizam dêmonios no corpo das freiras foi vibrante, mas o Ápice do episódio foi descobrirmos que Josie era realmente Josie, que foi possuída por Abaddon,  sacrificando-se para poupar a vida de Henry, a quem amava. surpreendente revelação de um roteiro inspirado pois.
   
 

A intervenção de Crowley agindo como o Anjo que o adverte sobre o demõnio do outro lado da orelha nos ajudou a compreender que o receio de Dean sobre o que poderá fazer em domínio da marca, perdendo o controle sobre si é o que o esta mantendo afastado do negócio da família. Afinal, quando precisa-se refletir, vá ao Bar e converse com a garrafa de cerveja. Dean encontra Jake, um caçador principiante que demonstra coragem mas despreparo e impede-o de se tornar vítima do Rei do Inferno. Posteriormente constatamos que se tratava de um demônio que fazia parte do plano de Crowley para comprovar os laços amistosos entre ambos. Será essa empatia involuntária com o Rei do Inferno um reflexo de uma propensão causada pela marca?

  
 

O Interessante o fato de buscarem almas de pessoas de fora da paróquia em virtude da má reputação em função de pervertidos em congregações. Esse método de roubar almas é a vantagem de Abaddon para garantir mais aliados convertendo almas em demônios leais a seu favor para ganhar a coroa do Inferno e para isso, fábricas estão espalhadas por todo o mundo evidenciando o quanto Abaddon pode ser sim, digna da coroa tamanha meticulosidade equivalente, senão ainda pior que Crowley, já que sua ferocidade e malevolência se provam impares, características muito bem representadas pela “Madre Abaddon” que deu um tom todo especial a esse lado demoníaco e mais “Old School” da Rainha do Inferno, causando temor por sua existência, mesmo estando ausente.
  
  
  
Sam consegue exorcizar Agnes que neutraliza-o enforcando-o e Sam como Nerd que é, no melhor sentido da palavra mostra-se um Caçador mais do que apto ao utilizar o exorcismo gravado no celular (!) e liberta as almas roubadas que retornam para seus devidos corpos.
A trilha sonora esteve bastante presente no episódio, mas de uma forma diferenciada, composta por melodias sinfônicas ao invés do tradicional Rock Clássico, o que atribuiu aos acontecimentos uma sensibilidade peculiar e enriqueceu o clima sombrio que permeou a trama de forma geral. Outro ponto para a direção de Misha.

  

Ao longo da temporada sempre senti que Abaddon não estava fazendo jus a sua significância, aparentando ser mais política e ameaçadora e menos prática e ativa embora tenha tido seus momentos de maniqueísmo reestruturando o inferno a seu modo, ela estava um tanto secundária demais e agora esse episódio esclarece o por que: Os momentos decisivos em direção a reta final reservam algo maior e mais ameaçador do que esperávamos ou aparentava-se. Já que suprir nossas expectativas não é a prioridade da série e sim superá-las com a imprevisibilidade que sabe manipular no desenvolvimento da trama, felizmente. Foi lamentável ver que Henry em sua plena satisfação de uma missão cumprida passaria a ser o “peão” de Abaddon que resultará em sua morte no futuro. Ossos do ofício (?).
 
  
 
O episódio se encerra com o regresso de Sam ao Bunker dando razão ao empenho de Dean pela busca de Abaddon. o Saldo desse capítulo foi muito positivo. A estréia de Misha na direção foi boa e bem desenvolvida de forma envolvente e bastante satisfatória com o roteiro de Adam. Que seja a primeiro de muitos episódios da série com o “Toque de Misha”. Sam saiu-se bem sozinho e essa caçada por conta própria deu um destaque e uma suposta margem de uma possível separação definitiva. Resta saber se, caso isso aconteça, quais serão as circunstâncias e consequências. Medo e mais medo…

Continua nos próximos episódios…

 

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20 Comemtários

  1. Eu acho que ele vai ter que matar o irmao para "salva-lo " de algum modo ou geito igual ao Caim fez com o Abel, tipo para dar uma linkada na historia do Caim e abel, irmão essas coisas…

    Parabens pelo Review

  2. Eu acho que no final da temporada o Dean vai ter que matar o Sam para "salva-lo" e enviar ele ao céu, conforme o Caim falou para o Dean,

  3. Unknown says:

    muito bom o episódio e o review excelente! Bom trabalho!

  4. Unknown says:

    muito bom o episódio e o review excelente! Bom trabalho!

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