[Review] Comentando o episódio 9×10 “Road Trip” de Supernatural

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sábado, 18 janeiro 2014 595 Views 2 Comments
[Review] Comentando o episódio 9×10 “Road Trip” de Supernatural

Eis mais um retorno triunfal depois de semanas com unhas roídas de ansiedade pelo desfecho surpreendente presenciado em HolyTerror. Road Trip, dirigido pelo Bob da vida real, Robert Singer, é o vigésimo-primeiro episódio da série Escrito
por Andrew Dabb (Foto), que integra a equipe de roteiristas desde a quarta temporada
mas somente escreveu episódios sozinho a partir da oitava. Dentre os mais
recentes estão 8×22 “Clip Show” (Onde Crowley tenta matar os sobreviventes salvos pelos irmãos no Passado) e 9×02 “Devil May Care”.

 

Andrew Dabb, Escritor do episódio.
O episódio abre com uma ótima e bem dirigida cena
mostrando Dean lidando com a perda de Kevin. E que cena. A direção foi primorosa em atenuar desespero, agonia e
melancolia retratando Dean, só, revoltado e inconformado, com um sufocante e aterrador
silêncio, contrastado apenas com a canção de fundo, que de quase tão palpável, se
torna o outro personagem em cena, evidenciando o sentimento de impotência do Winchester Primogênito, onde não importa o quanto ele quebre coisas, a dor
sobressai-se tornando os impactos sonoros, nulos.
  
 

Em seguida somos apresentados a um PopStar extremamente extravagante digamos, com trajes de couro sintético que jamais imaginaríamos se
tratar de Tadeu (Wesley McInness), o cínico e prepotente anjo “ex-carcereiro” dos Céus quem
trancafiou e torturou Gadreel na masmorra celestial. Este por sua vez foi a seu encontro em busca do acerto de
contas enquanto Cass surge no Bunker atendendo o chamado de Dean que desabafa com seu Anjo da
Guarda, agora de volta ao jogo, com direito a seu característico sobretudo, que o adverte que
somente Sammy pode expulsar o anjo intruso.

 
Crowley da
o ar de sua graça com seu carisma e sarcasmo imortais que sempre acabam direcionando os holofotes para si e proporcionando peculiares tons paralelos a sequência de cenas descontraindo a tensão dos momentos, seja sugerindo massagem
ou uma volta de carro para esticar as canelas, provocando-nos inevitáveis risadas
e ou nos surpreendendo com atitudes inesperadas como a espontaneidade em
cooperar com sua Arte de “abrir um Anjo”, cuja eficácia dessa habilidade deste “macaco velho” já constatamos outrora.
Mas qual seria o preço dessa cooperação? Nenhum…?

Esse é Crowley! Ele sempre pode fazer algo…”–Cass
  
   
“DeanCrowStiel” partem para o passeio na estrada como os 3 mosqueteiros mas são vistos por um demônio que informa o paradeiro do
Rei do Inferno a Abaddon. Gadreel se encontra com Metatron (Curtis Amstrong) para mais de suas tarefas, trazendo consigo as tábuas. O Escriba tem feito do anjo, visivelmente desconfortável
com o teor impiedoso das tarefas, seu assassino de aluguel particular mostrando-se um
estrategista-Mor ao proporcionar a ele a vingança contra Tadeu que no fundo, serviu como estímulo
para manter o Anjo em suas mãos com seus discursos
opressores, aproveitando-se do imediatismo por redenção do Anjo que afirma: “Cometi um Erro.” ressaltando que não o cometeu de má-fé. Esclarecimentos acerca desse fascículo da história celestial que anseio por desvendar.
 
  
“DeanCrowStiel” segue para uma rádio-escuta da Nasa onde
através de um dos melhores contatos do Rei do inferno, rastreiam o Impala
levado por Gadreel e partem ao seu encontro que prestes a executar outra
morte de sua tarefa, depara-se com Abner (Dan Payne), outro anjo também aprisionado e torturado por Tadeu e seu melhor-amigo, que agora vive como humano, afirmando
que a queda é uma segunda chance depois de séculos de confinamento.
 
   
  
O interessante diálogo entre Abner e Gadreel abre margens de que Abner esteja diretamente envolvido na culpa
de Gadreel ao mencionar ter sido um péssimo e petulante anjo que abandonou seu
posto. Resta esclarecer o quanto de tudo é sua culpa. Involuntariamente incentivado pelo melhor amigo do céu a agarrar o que
mais quer, valendo a pena pagar o preço que for, Gadreel cumpre sua tarefa, tirando a vida de Abner, causando certa lamentação já que sua benevolência e boa
índole ficam cada vez mais manchadas de sangue com a manipulação do Escriba, tornando-o cada vez mais culpado, tornando sua real redenção cada vez mais
distante.
    
 

É Dificil taxar Gadreel como ingênuo, já que os
anjos são criaturas que apenas devem obedecer e fazer o que for preciso para o
bem maior e como o próprio Cass mencionou: “Também achei que estava salvando o Céu,
mas estava errado e fui enganado
”. Ao confrontar Gadreel, Dean nos deixa receosos ao ser
neutralizado mais uma vez pelos poderes do mesmo, mas dessa vez ele trouxe seu
anjo da Guarda que neutraliza Gadreel com um Soco certeiro o deixando inconsciente,
nos fazendo vibrar pelo reforço que a muito sentíamos falta no negócio da família.

 
  
 

Imobilizado, Gadreel menciona que Sam está vivendo em um
Sonho, sem ter idéia de que está inconsciente e se recusa a deixar o receptáculo. Crowley tenta penetrar seu interior e obter uma forma de
neutraliza-lo fazendo Dean sofrer presenciando a sessão de tortura que
felizmente encerra-se quando o Anjo revela sua identidade, surpreendendo
Castiel que revolta-se com a descoberta enfurecendo-se numa demonstração sutil que a graça de Theo ainda pode causar efeitos colaterais na
aura do Anjo… Mas quanto?

Ainda assim, Gadreel mantem-se inabalável a tortura levando Dean a pedir que Cass o possua, porém sem permissão a opção se torna impossível.

 
  
É aí que a trama nos brinda com mais reviravoltas inesperadas
e Crowley ergue a mão se candidatando a possuir, encontrar e acordar Sam já que demônios podem pegar o que quiserem, demonstrando que sua ousadia e maniqueísmo podem ser aliados extremamente úteis! É claro, jamais sem fazer um trato,
afinal, negociar é o que ele faz de melhor desde os primórdios como Demonio
da Encruzilhada.

Ainda assim, Crowley demonstra-se extremamente prestativo com
a oferta de ter sua liberdade em troca de salvar o “Alce”, bastante justa
diga-se de passagem e bem-vinda  a nós para vê-lo livres
das correntes, já que quase metade da temporada encarcerado é um quase desperdício
a tudo o que ele pode oferecer na trama.

  
 

Antes que possamos nos indagar com as intenções do
Demônio que não veste Prada, ele afirma a Dean quando ameaçado e questionado por sua confiabilidade: “Cumpro minhas promessas, não vou morrer desta maneira e não gosto
de coisas de segunda mão
”, e nos presenteia com um verdadeira “cena ápice” numa
transfusão de fluídos demoníacos, saindo de seu receptáculo para o corpo de
Sam num momento vibrante de efeitos especiais.

 

Na seguinte bem dirigida cena encontramos o
verdadeiro Sam no Bunker, investigando um indecifrável caso de Ghouls, quando
surpreendido com a presença de Crowley. Destaque para a nuances de cores em tom insípido porém
não fosco que realça a nitidez do cenário empregando uma bela fotografia em “tom
de sonho” atenuando um contraste visual distinguindo as cenas.
 
 

Outro destaque para o momento em que Gadreel, surge para impedir Crowley. Tamoh Penikett é ótimo ator e sempre o vi como o Gadreel original, sentindo falta dele no papel do Anjo. Traze-lo novamente nesse momento decisivo foi certeiro para equilíbriar a tensão da trama além de ser mais uma oportunidade de constatarmos seu talento, já que enquanto dentro de Sam, limitava-se muito uma perspectiva
analítica mais profunda, soando por vezes um tanto cansativo sua
limitação expressiva e nebulosa.

  
 
Depois de um pouco de suor em seu subconsciente contra
Gadreel, Sam consegue se impor e expulsar o Anjo intruso de si, que volta para
seu antigo receptáculo no Bar onde Metatron estava a espera de Gadreel e Crowley
retorna ao seu corpo, provando ter sido um aliado não apenas fundamental como
confiável de fato, mantendo sua palavra.

“Eu disse, Dê o fora de meu corpo!” -Sam
 
  
 

Abaddon chega ao local e ainda assim, mestre das armas como sempre foi,  mantém-se calmo e seguro, pronto para reverter a situação a seu favor, dividindo os demônios entre a escolha de si e a Cavaleiro do Inferno, distraindo-a para a fuga dos irmãos. Essa sem duvida é a maior qualidade de Crowley em relação a Abaddon.

Sua meticulosidade, esperteza e maniqueísmo infinitos
deixam claro o por que ele, de contratos selados com beijos por encruzilhadas
a fora, chegou onde chegou na trama e longevidade como
integrante do elenco. O que não seria tanto se não fosse o talento de Mark
Sheppard, que já se eternizou no papel do Demônio mais carismático da história
da TV, sim, ouso afirmar isso, conquistando empatia dos fãs equivalente aos
irmãos.

Assim sendo, O embate entre ambos encerra-se de maneira
inesperada com uma votação entre os demônios sugerida por Crowley que deixa o
recinto ao seu tradicional estalo de dedos, deixando Abaddon “no chinelo”. Interessante contraponto entre a Cavaleiro do Inferno e o
Rei, onde ficou claro, não apenas para nós mas para a própria, que apesar de
ser característico de sua posição existencial, Abaddon precisa de mais que Força Bruta para
vencer. É preciso saber negociar.

Isso não é uma Luta. Mas uma questão de mentes e escolhas. Façam as
suas
.” –Crowley.
 

Castiel cura os ferimentos de Sam, mas afirma ser preciso doses
homeopáticas para revitaliza-lo totalmente, embora o mesmo tenha confirmado que
internamente, maioria dos ferimentos causados pelos testes foram se curando durante a
possessão de Gadreel.
E chegou a hora do empasse entre os irmãos e Sam se mostra mais
decepcionado do que indignado já que os erros e mentiras atingiram um nível
diferenciado na fraternidade de ambos.

  

Em sua perspectiva, Sam também sente-se culpado por ter,
ainda que de a forma indiretamente, tirado a vida de Kevin mas Dean sobretudo sente-se
culpado não apenas por sentir-se plenamente incapaz de proteger os que ama e
tomar decisões certas para isso, mas de sentir-se um malefício pleno todos a seu redor. 


Não podia permitir que você morresse por que isso não
parte de mim
”. E o diálogo encerra-se
amarguradamente, selado com o afastamento dos irmãos, com o pedido de Sam
resumido em apenas 2 letras: “.” 
  

Emoções e reviravoltas a parte, nos resta questionar:
O que será do decorrer da temporada sem a união dos irmãos?

Sabemos que cedo ou tarde eles terão que se unir novamente, mas o que será dessa união sem a confiança inabalável entre ambos? O que será de Dean, emocionalmente fragilizado e instável pela morte de Kevin, a decepção do irmão e seus recorrentes erros e tropeços? 
E o que será de Sam que além de desiludido com Dean, está certo de que foi obrigado a estar vivo sentindo que preferia estar morto?

Continua nos próximos episódios…
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2 Comemtários

  1. admin admin says:

    Interessante Perspectiva, Diego.
    Verdade, a série sempre tratou disso, mas será mesmo que vão matar Gadreel?
    Ainda acredito ser possível que Gadreel perceba o erro que comete ao aliar-se a Metatron, Quem sabe ele não pode aliar-se aos irmãos? 😀

  2. Harley, eu sinto que esta temporada esta caminhando para uma estrada igual a da Quarta temporada, Sam matando Lilith e provocando consequências. Se Dean mata Gadreel eu creio que será o proxímo erro dele na humanidade. A Vingança sempre foi explorada em Supernatural e sempre relacionada com as escolhas e o peso delas.

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