[Review] Comentando o episódio 9.11 – “First Born” de Supernatural

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domingo, 26 janeiro 2014 790 Views 6 Comments
[Review] Comentando o episódio 9.11 – “First Born” de Supernatural
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Após uma ótima sequência de episódios consecutivamente intensos no arco principal da trama não seria de se
estranhar um episódio Filler para dar uma recuperada no fôlego e recarregar as baterias depois de “Road Trip”.
Ledo engano. Outro ainda mais surpreendente episódio de calar bocas e cair queixos com nada menos que a maior audiência desde a quinta temporada!
First Born é o nono episódio da série escrito por Robbie Thompson (Foto) que integra a equipe de escritores de Supernatural desde a sétima temporada, costumando ser escalado para escrever episódios que ligam o universo da série com nosso mundo como fez recentemente em 9×04-“Slumber Party”, sobre a fábula do mágico de Oz, “8×20 Pac Man Fever”e 8×11-“Larp and the Girl”(Caso dos fãs de Rpg), todos estes com a presença de Charlie.

A direção contou com o veterano John Badham (Foto) que apesar de décadas de experiência incluindo inúmeros filmes e séries de sucesso em sua carreira, dirigiu pela primeira vez um episódio de Supernatural, dando um nítido toque todo especial ao episódio.

  
 John Badham (Diretor)         Robbie Thompson (Escritor)
Nos primeiros
segundos tivemos indícios fortes de que boas surpresas nos aguardavam já que
viagens no tempo sempre foram sinônimos de momentos surpreendentes na série.
De imediato, um ótimo epilogo com uma dose certeira de suspense mantem-nos atentos a cada segundo da película representada em 1863 contrastado em tons vetustos na fotografia. Presenciamos ali o embate entre demônios e um misterioso e temido individuo portador de uma Lâmina.
 
  
  
 
Encontramos Dean, acompanhado apenas de sua cerveja dessa vez, surpreendido por Crowley que não perde tempo em propor uma caçada por uma arma especial capaz de destruir Abaddon: A primeira espada utilizada pelos arcanjos para executar os cavaleiros do Inferno.
O Roteiro rebuscado a cargo de Robbie Thompson unido a direção afiada de John Badham atribuíram uma ótima e envolvente dinâmica no decorrer de todo o episódio e ainda tive ram o saudosismo de fazer menção ao inesquecível John Winchester.
Fantástico a primeira lâmina estar diretamente ligada aos Winchester por intermédio de John, o único a rastrear o paradeiro da mesma, ressaltando a relevância do Pai não apenas como o exímio caçador que sempre foi mas como um dos pilares em todo o alicerce da trama.
 
   
Sem dúvida a parceira
de Dean e Crowley foi um grande destaque já que é impressionante a química
entre ambos cujo a parceria fluiu tanto quanto a de Cass e até mais do que com
Sam, nos fazendo praticamente esquecer o “rompimento” dos irmãos que felizmente
pouco teve ênfase, já que não é a primeira vez que presenciamos essa separação
que foi magistralmente mencionada de forma apenas sutil, direcionando a atenção
para algo maior.
 
  
 
Através de pistas do Diário ambos vão ao encontro de Tara, uma caçadora ex-parceira de John que contribui exponencialmente para rastrearem o paradeiro da Lâmina através de um feitiço cujo o último ingrediente foi providenciado por Crowley.
Tara muito bem interpretada pela ótima atriz Rachel Hayward, fazendo
menções que ressaltam a ligação entre o pai e seu herdeiro primogênito além de
resgatar aquela aura Old School dos caçadores com sua postura destemida, físico atlético, seu jeito durona e sarcasmo, tornando-se mesmo em momentos breves e precisos, uma personagem carismática. Seria ótimo
poder contar com a presença dela novamente.
“Trabalhando com o Rei do Inferno… Se seu pai pudesse vê-lo agora…” -Tara.
 
 
Em contra ponto,
Cass e Sam formam boa dupla na Batcaverna (Bunker), fazendo companhia um ao
outro trazendo uma dinâmica bem interessante entre ambos que também fluiu bem
já que de certa forma, a personalidade de Sam e seu modo mais correto e “certinho”
entra em harmonia com o Anjo assim como Dean e Crowley, mais adeptos de entrelinhas e menos “certinhos” com suas e personalidades
fortes que muito mais que isso, serviu para preencher qualquer espaço
para o drama que o rompimento de ambos poderia permear.
 
 
Seguindo a pista
do feitiço, “DeanWley” chegam a uma casa em local remoto, onde encontram
ninguém menos que o Primeiro nascido e o Pai do Assassinato, Caim (Timothy Omundson).
Robbie (Escritor) acertou em não buscar recontar a história de Caim, relativamente bem conhecida,
respeitando em não ousar demais em alterar os alicerces da história, apenas complementando-a
com os pontos que a ligam diretamente ao universo da série.
Aos que não
conhecem a história, Caim matou o próprio irmão Abel, tomado pela inveja e ciúmes,
sendo assim condenado a vagar pelo mundo por seu ato. Porém, a perspectiva
acerca dos fatos amplia-se com revelações feitas pelo próprio primogênito renegado
que afirma ter tirado a vida de seu irmão que foi persuadido por Lúcifer e
para protegê-lo mantendo sua alma no céu através de sua morte, acabou se
tornando um soldado do Inferno, criando os cavaleiros e destruindo-os mais tarde, abdicando
dessa função a pedido da esposa, morta após ser possuída por Abaddon.
  
 
 
Enquanto isso,
durante o processo de Cura, Cass descobre que há algo ressonando dentro
de Sammy. Eles descobrem tratar-se de resquícios da aura de Gadreel e decidem
extrai-la para tentar rastreá-lo e Sam quase morre
novamente já que esses são os resquícios que mantinham Sam recuperado dos
testes pelo processo de cura e durante esse momento, Castiel, mais
nos eixos do que nunca e como bom Anjo da Guarda que sempre foi, nega-se a
seguir adiante, demonstrando sabedoria fazendo Sam
refletir, embora seja compreensível que ele acredite que sua vida não vale mais
que de Kevin para ser poupada.
“Antes eu não
hesitaria em ir até o fim, pois os fins sempre justificaram os meios.
Mas se eu
mudei, quem sabe os Winchester também não possam mudar”. -Castiel
 
    
 
A ambientação na
casa de Caim proporciona as cenas mais intensas, seja nas revelações, os
diálogos ou cenas de ação. E que ação! 

A trama tem sido
tão complexa nos últimos tempos que acabam limitando o espaço para cenas de
ação no decorrer dos acontecimentos, mas desta vez,
até Crowley põe literalmente a mão na massa e dá a cara a tapa sem jamais perder o sarcasmo peculiar, divertindo-se não importa a situação e Dean mostra
a Caim com louvor o quanto é bom em ação.
 
  

Mark Sheppard como Crowley dispensa comentários, Jeremy Carver é um verdadeiro showrunner que capta a essência da série e eleva o nível de criatividade em um contexto enriquecido com todo um paralelo que liga pontos e resgata a aura da trama envolvendo os primórdios e os acréscimos de forma incrível e a contribuição de John Badham estreando na direção da série fez maravilhas a ponto de Jared mencionar: “Tragam-no novamente!”. Excelência em sua pura essência, pois.
Mal imaginaríamos que Caim ao permitir que os demônios adentrassem seus aposentos culminaria na decisão de passar sua marca para Dean, permitindo que ele possa portar a primeira Lâmina assim que encontra-la e matar Abaddon, permitindo que eles fugissem enquanto aniquilava os monstros com seu “toque da Morte”.
 
  
  
   
Por fim, a graça de Gadriel não foi suficiente para efetivar o feitiço e Dean enquadra Crowley percebendo que o Rei do Inferno tinha tudo premeditado desde o momento em que foi procura-lo já sabendo que Dean obteria êxito em se tornar o portador da espada,  chegar até as fontes e utilizar os meios necessários. Sendo ameaçado de morte pelo novo portador da Primeira Lâmina, ele vai a busca dela no mais profundo oceano.
Apesar de sua meticulosidade já a muito conhecida por todos, ele realmente conseguiu fazer todos, incluindo Caim acreditar em sua cooperação sem maniqueísmos. Como o próprio menciona: “Eu sou Crowley”. Sem mais.
 
  
Se na metade da temporada já tivemos essa combustão sobrenatural de qualidade
e criatividade, o que será de nossos pobres corações quando ela chegar ao fim?
Até que ponto Castiel
fará o que for preciso para zelar pela vida dos irmãos?
Sam continuara
ressentido com o irmão por quanto tempo?
Qual será o preço de ser o novo portador da
primeira espada e por que  Caim irá chama-lo para ser morto por Dean?

Sintam-se a vontade para comentar suas opiniões.
Continua nos próximos episódios…
Se você ainda não viu o Episódio 
 
 

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6 Comemtários

  1. admin admin says:

    ADORO Ser positivamente supreendido. Virei do Robbie e do John nesse episódio. Eles formam um dupla tão dinamica quanto Dean e Crowley. Que equipe incrível a série tem! Não acham? 😀

  2. admin admin says:

    Muito Thank you Eleonora. Mas prefiro ser o Benny, Risos.
    O que achou do Review, Mylla?

  3. admin admin says:

    Sobrenatural Brazil, Hedra é a Eleonora!

  4. Anônimo says:

    Bom…Agora vou falar o que achei do Episódio.
    Eu devo confessar, eu estou TÃO EMPOLGADA com rumo da série que não consigo esconder meu entusiasmo! *.*
    A série está PERFEITA, misteriosa, nos surpreendendo a cada episódio!
    Dean como sempre muito corajoso e impulsivo, mas MUITO MAIS espero do que antes. Sacou todo o jogo do Crowley, mas resolveu entrar no plano "por um bem maior". Me pergunto quando ele vai começar a pensar nele mesmo e esquecer os demais? Sinto que ele só se preocupa com as pessoas ao redor, com o mundo..e esquece de pensar em si mesmo.
    Sam está muito triste…desanimado, na verdade..eu sinto ele cansado de tudo. Não sei como ele vai recuperar o sorriso, a energia para caçadas ou mesmo abrir os olhos para ver que o irmão precisa dele. Dean faz muita besteira, mas sempre pensa no irmão caçula, mas o Sam..ele está tão abatido…que me parece que perdeu o humor.
    Espero que o Cas ajude ele, eu quero ver o Sam sorrindo novamente.
    E quero ver o Dean pensando nele.
    Fora isso, estou louca para ver a briga entre Abaddon e Crowley!
    Enfim, ESTOU AMANDO A TEMPORADA E ADOREI O EPISÓDIO! 😀

  5. Hedra says:

    Tudo foi mencionado, desde a Fotografia, autorias e participações do episodio. Esse e o Detalhe do review do Harley, ele não apenas informa, ilustra e resume. O nos instiga a analisar, imaginar e criar inúmeras teorias desse 'Show" que nos comove anove anos. São os pormenores que fazem a diferença. Parabéns Harley Alves, vc é nosso Chuck Shurley!!! rss

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