[Review] Comentando o episódio 9×07 “Bad Boys” de Supernatural

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domingo, 24 novembro 2013 1453 Views 6 Comments
[Review] Comentando o episódio 9×07 “Bad Boys” de Supernatural
Episódio 9.07: Um Sopro na poeira do passado.

O drama que envolve a família Winchester sempre foi um dos alicerces da trama da série. Dedicar um episódio a essa altura do campeonato a relembrar esses laços foi uma espécie de “lanchinho” perfeito para aquela pausa na trama principal, talvez o suficiente para fugir do rótulo de Filler, já que se dedica a momentos importantes na vida dos irmãos, além da dose do Além que também remete a tempos áureos onde fantasmas e mistérios eram bem peculiares.

Confesso que fiquei receoso ao ver Sam cruzar as pernas para ler o Mágico de Oz, pois tranqüilidade é um ingrediente nem sempre digerível na série, mas felizmente ele é interrompido pela ligação de Sonny (Blake Gibbons), uma espécie de tutor de Jovens infratores que fez parte da adolescência de Dean que pede ajuda em um caso suspeito de morte de em seu lar para meninos no celeiro da introdução.
Tal momento lembrou-me do episódio “5×05 – Fallen Idols”
Onde assim como a máquina do celeiro, o famoso e clássico “carro assassino” de James Dean ganha vida própra e tira a vida do incauto que ousou tocar em seu volante.
Clássico episódio.
Um contraponto interessante nesse episódio foi a naturalidade no modo como Dean fala sobre as situações que passou, omitindo a nítida angústia vivida em suas lembranças, que não apenas complementam os fatos com dois lados da moeda como ressalta o respeito a memória do não tão perfeito Papai Winchester, jamais guardando rancores e sempre buscando honrar a memória do Pai.
Ato louvável do filho primogênito que prova seu amor pela Família acima de tudo.
Dean revê o sofá da sala e nos leva a cena da lembrança do dia em que chegou no local.
É nesse momento que nos deparamos com a excelente atuação do jovem ator que interpreta com maestria a essência do Dean que conhecemos, seja no sarcasmo, rebeldia e até nas expressões faciais e fálicas. 
Ao investigarem o local, Dean encontra Timmy (Sam Michael Kyer), introspectivo e singelo garoto e possível suspeito de estar diretamente relacionado ao caso, embora não seja como de praxe, tão previsível assim tal hipótese.
Sam houve sussurros e depara-se com a Sra Curry (Karin Konoval) que fazia orações para afugentar forças negativas. Ela o conta sobre a primeira morte do local que os leva a peculiar queima de ossos da primeira vitima de anos atrás, também relembrando os velhos tempos.
  
De imediato, a oração da Sra Curry me levantou suspeitas com seus sussurros por remeter ao episódio 1X12-“Faith” onde o Curandeiro da congregação curava enfermos com seu dom, quando na verdade tratava-se da esposa que invocava ceifeiros para trocar vidas de pessoas através de uma espécie de rosário em seu altar. Outro clássico dos primórdios!
  
Porém se trataria de um alarme falso já que a mesma seria a próxima vítima deste ser do Além ainda incógnito… elevando o nível de mistério causando certa ansiedade por uma bandeja de pipocas.
Aos verificar os registros dos garotos do lar, Sam encontra indícios da relação de Timmy com os acontecimentos e descobre que ele é de alguma forma a fonte dos assassinatos enquanto outra vitima surge, no momento em que uma mão monstruosa toca seu ombro.
Quando Dean tenta levar Monica (Erin Karpluk) para fora da casa é impedido com a manifestação da entidade na presença de Timmy que se desculpa por não poder conte-la e todos acabam presos na casa e a entidade se manifesta na forma do fantasma da mãe do garoto, morta em um acidente de carro que salvou a vida dele mas que a fez vagar após a morte em um gradativo nível descontrolado de seu instinto materno.
Rendidos pela força opressora da Mãefantasma, Dean e Sam são por pouco poupados graças a intervenção de Timmy que consegue libera-La numa emocionante cena onde a forma da mãe (Alika Autran) se materializa e chora ao partir atendendo o pedido de seu filho. Tocante.
Interessante o fato de tratar-se de um espírito perturbado que acabou desorientando o próprio amor maternal com uma morte trágica ao invés de algum espírito vingativo como poderíamos prever.
  
Impossível não fazer uma menção a parte dos Flashbacks de Dean.
A imprudência de perder o dinheiro da comida em um jogo de Cartas o levou até o abrigo após ter sido preso pelo roubo de pão e manteiga para repor o jantar e o modo severo de John em afirmar que poderia deixar o garoto mofar no abrigo de infratores nos fez reviver certa indignação com o modo implacável que John criara seus filhos, ainda que já saibamos se tratar a maneira do Pai garantir a segurança dos filhos que sob nenhuma hipótese admite perder.
A profunda sensibilidade retratada em cena por Dean Dawg (Dylan Everett), são dignas de aplausos realçados pelos enquadramentos e ângulos precisos da direção que favorecem a todo momento as expressões mais ricas do Jovem Dean como quando ele dá asas a seus sonhos declarando o desejo em ser um astro do Rock, evidenciando também certa maturidade precoce do adolescente que precisou aprendeu a ser adulto desde cedo no pior sentido da palavra pelas privações impostas pelo infeliz destino da família.
E o que dizer da cena de encerramento? Emoção pura e plena.
Já habituado com seu cotidiano adolescente jamais vivido até então e pronto para ir ao baile da escola com sua primeira namorada, Sonny traz uma notícia inesperada pelo jovem: “Seu pai esta aqui para leva-lo embora”. 
Ao ficar entre a cruz e a espada o garoto não contem as lágrimas numa reação em cadeia que envolve angústia, frustração e emoções quase palpáveis que permeiam seu peito.
 
Ao ouvir a buzina do Impala, vai a janela e ver a penumbra do Pai ao volante e Sammy, singelo e no auge de sua miudeza, sorrindo ao brincar com seu Aviãozinho, faz com o irmão mais velho encontre sorrisos entre suas lágrimas e a certeza de que o dever de protegê-lo é maior que seus anseios de juventude jamais vivida até então e despede-se de Sonny.
É em episódios como esse que nos fazem compreender a qualidade e sucesso de Supernatural que vem resgatando mais de suas origens com roteiros e produção mais enxutos e inspirados do que nunca manténdo o nível de seu antecessor 9×06 Heaven Can’t Wait.

“Bad Boys” , escrito por Adam Glass, que além deste escreveu outros episódios da série, dentre eles 8×12 As time Goes By (Onde os irmãos conhecem o Avô Paterno Henry, Homem das letras e Abaddon) foi como vasculhar aquele baú do porão onde se se emociona com aqueles ou pertences antigos que remetem ao passado e nos provocam certas emoções e até algumas lágrimas mas que nos fazem sorrir ao dar aquele sopro na poeira do passado.
Relembrar a força dos laços familiares que sempre os uniu, nos faz compreender o desespero de Dean em permitir a estadia de Ezekiel no corpo do eterno “irmãozinho” que ele aprendeu a proteger acima de tudo, o que ele sabe fazer de melhor, ao ponto de Sammy agradecer tudo o que ele fez mesmo não sendo fácil.
                           
“…Proteger você é meio que parte do que eu sou…”. Sem mais.

Continua nos próximos episódios…
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6 Comemtários

  1. Ana Salver says:

    Amei o comentário. Perfeito!

  2. Anônimo says:

    Me emocionei com este episódio amor fraternal de uma pureza tão grande…
    E realmente é o melhor do episódios anteriores … ;D

  3. Anônimo says:

    Epis. assim nos dizem o que é SN…. business Family ou seja tudo pela família principalmente quando se trata de DEAN WINCHESTER.
    Goste de tudo ! Ah, e os coments. intercalando-se com cenas diversas são mesmo D+ ! O site está simplesmente perfeito ! (Florilza)

  4. Anônimo says:

    So uma palavra, PERFEIÇÃO, esse episodio

  5. Gente, que episódio lindo foi esse?? Pelas prévias eu achei q ue seria um episódio super mega arrepiante e tals, mas no final foi totalmente o oposto…foi um episódio emocionante e tocante. A cena do final, do Dean indo embora PELO Sam, pelo irmãozinho; e não porque John estava mandando…foi simplesmente LINDA!! Esse é o verdadeiro sucesso da série, esse amor incondicional. Definitivamente MEU EPISÓDIO FAVORITO DESSA TEMPORADA!!

  6. Anônimo says:

    Amei seus comentários.

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