[Review] Comentando o Episódio 9×03 – “I’m no Angel” de Supernatural

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sábado, 26 outubro 2013 961 Views 0 Comments
[Review] Comentando o Episódio 9×03 – “I’m no Angel” de Supernatural
Após dois ótimos episódios que deram o pontapé inicial nesta nova temporada de Supernatural, a expectativa foi grande acerca do terceiro episódio, em especial por dar ênfase ao nosso querido Castiel, agora humanizado.

Ouso dizer que este episódio não apenas manteve o alto nível dos anteriores, como arriscaria dizer que foi ainda melhor em determinados aspectos, apesar de que em termos comparativos todos são complementarmente homogêneos em sua qualidade para a consistência da trama.

Um episódio dedicado a Castiel é sempre um presente aos fãs da série.

Magistralmente interpretado pelo carismático e talentoso Misha Collins, o anjo sempre traz um tom todo especial e diferenciado, seja em piadas, momentos sarcásticos e dramáticos ou por sua ingenuidade e “pureza angelical” em diálogos e comportamentos únicos como “Você não se cansa de urinar? …Sinto que nunca vou me acostumar…” Dignos de um anjo, pois.

 Antes disso, constatamos que os anjos se empenham na caçada ao nosso anjo
sem asas, não bem-sucedida que custou a vida dos padres que desconheciam o nome “Castiel”, numa macabra cena onde os corpos são
expostos e encontrados na manhã seguinte após o “interrogatório angelical” pelo próprio Clarence.
 Tal cena retifica que os anjos não apenas sabem ser persuasivos como continuam adeptos de conceitos não-ortodóxos para alcançarem seus objetivos, como
causam ainda mais temor pelo que são capazes de fazer agora totalmente
desorientados e excluídos do céu que habitavam. Lembrem-se do
que aconteceu com Lúcifer quando foi banido do céu…. (Medo…).
Indiretamente, tal cena me fez lembrar do épico episódio 4×01-”Lazarus Rising” onde nosso anjo do Senhor deu o ar de sua graça (literalmente) pela primeira vez na série, quando a vidente Pamela (Traci Dinwiddie) ajudava os Irmãos a descobrir qual era a entidade que trouxera Dean do Inferno, onde acabou cega ao ver a forma real do nosso anjo, que afirmou ser “demais” para os olhos humanos.

Na Batcaverna (Bunker), Dean tem cada vez mais certeza de que Ezekiel, ou “Zeke” ou “Kiel”, carinhosamente apelidado por alguns hunters, como eu, está de fato fazendo bem a Sam, que afirma sentir-se revigorado, disposto e saudável… Será?

Kiel se manisfesta durante o papo fraternal e conta novidades da“rádio-angelical” a Dean, revelando-o a organização de uma facção em busca de receptáculos na terra, o que podemos constatar através de uma transmissão televisiva do reverendo Boyle, assistida dentre outros pelo Anjo-farmacêutico, nitidamente entusiasmados com o discurso que finaliza com os dizeres: “Quando anjos baterem a sua porta, deixe-os entrar e diga: SIM!”
É nesse momento que o protegido de Naomi, Bartholomew, nos dá o ar de sua graça.

 

Toda sua suposta onipotência e frieza são bem representadas em cena pelo ator
Adam J. Harrington em expressões hostis, explícitas em diálogos como:
“Não
consigo entender essa gente…” sobre a espontaneidade precipitada de
devotos em colaborarem para seu plano megalomaníaco de tornar a terra o
“novo céu” para os anjos caídos, utilizando a influência do reverendo Boyle,
constatada na ótima cena de tensão onde a garota que se prontifica para
ser um receptáculo e é terrivelmente “explodida”:
“Nem todos são capazes
de suportar a benção de um ser da luz…”
Cass por sua vez, nos brinda com pérolas involuntariamente cômicas e, ou paradoxas e sua sensibilidade única como um eterno e devoto aprendiz de boas causas seja faminto em viadutos de ruas onde aprende que “…pessoas com menos a oferecer são mais generosas…” ao compartilharem consigo a refeição antes de seu merecido momento de repouso, interrompido pelo anjo farmacêutico ao se recolher para dormir em uma carcaça de ônibus destruído, que ele aniquila com sua adaga angelical, mas acaba ferido.

Relembramos Meg como quem batizou-o como Clarence durante as pistas que Sam e Dean seguem no abrigo religioso enquanto Cass sente mais fome andando pelas ruas, sentindo o cheiro dos “churrasquinhos” e também desejo ao deparar-se com o decote de uma moça… Misha destaca-se ao interpretar com destreza o paradoxo de confusão angelical com instinto humano de Cass.

Saindo do estúdio de tatuagem onde gasta seus únicos trocados, vai em busca de algum momento de conforto numa igreja onde lá encontra uma devota.
Uma curiosa cena onde o anjo é consolado pela fiel que ora aos anjos para salvar seu marido adoecido, afirmando a ele que mesmo quando nada parece ser suficientemente confortante na fé, “Alguém sempre estará ouvindo” mesmo que o “céu esteja fora de funcionamento” ou que “Deus tenha partido”.

Cass procurando algo comestível no lixo é sem dúvida uma das situações mais comoventes do episódio. Mesmo em plena decadência humana, ele ainda demonstra sabedoria ao afirmar: “Lamentável o quanto desperdiçam com tantos passando fome…”

É quando conhece April Kelly, uma moça que se comove com a situação do pobre morador de rua, doando seu sanduíche de amendoim com geleia.

Não o bastante, ela o abriga em sua casa, trata seu ferimento e num surpreendente surto de solidariedade  concede a primeira noite de amor do nosso anjo sem asas, que seguindo seus instintos humanos, apenas se envolve no momento.
Quem diria que veríamos nosso anjo com toda sua “inocência pura’ ter sua primeira noite de amor… será que ele pôs em prática os ensinamentos do homem da pizza, quem sabe na versão sem cortes, poderemos ter certeza…

Brincadeiras a parte, os roteiristas não tiveram medo em ousar na perda da inocência de Castiel, Mas decepções a parte, sabemos que nada na série ocorre por acaso, nos restando apenas aguardar.

Ainda que por um breve momento em cena, foi bom relembrar os velhos tempos em que durante os trabalhos investigativos, Sam e Dean tem pequenos momentos “light” entre si, como quando Sam o alerta da química que consta nos rótulos do “lanchinho”, como um bom Nerd que foi desde a adolescência, enquanto Dean de boca cheia apenas ignora afirmando não passar de uma simples mas obrigatória torta.

Momento esse interrompido por Maurice, o “Ceifeiro de aluguel” contratado por “Bart” para encontrar Cass, que os segue buscando indícios de seu paradeiro.
Ambos por sua vez, numa clássica cena de caçadores experientes que são, somem no beco em um digno momento “Batman” encurralando-o logo em seguida mais rápido do que um Bat-bomerangue e o levam para um interrogatório.

 

Desfrutando do calor dos “cobertores do amor’, Cass pergunta a sua
parceira debutante: “foi correto?” e afirma esperar mais “Disso” nos fazendo
temer uma preferência do anjo pela vida humana ao descobrir um dos
prazeres da humanidade.

Porém nem tudo são flores e toda a Benevolência de April ao dormir com
um estranho morador de rua, se esclarece de forma revoltante quando ela
aponta a adaga para o pescoço de Castiel na manhã seguinte.
Dean e Sam apesar das pistas obtidas com Maurice, não conseguem encontrar Cass, e Dean se vê obrigado a buscar reforços chamando Ezekiel para que este os ajude.

Os momentos em que Ezekiel se manifesta em Sam são uma espécie de aperitivos em cena, alternando em aparições repentinas através dos olhos brilhantes de Sam.
Jared Padalecki por sua vez, merece um destaque a parte para por incorporar bem a dualidade de SamZeke, com eficientes alternâncias de personalidade.

 

  

A Direção da série merece outro parabéns a parte por ter conduzido os fatos de forma tão envolvente que jamais nos ocorresse a desconfiança de que April pudesse ser uma criatura pondo Cass em algum tipo de armadilha e menos ainda que ela pudesse ser uma Ceifera de Aluguel, tornando a descoberta uma bela surpresa.
Tanto que particularmente me ocorrera que ela pudesse ser uma “Amélia” como a de Sam na temporada passada, ou um anjo ao apontar a adaga para ele.

Para nossa infelicidade, ela utiliza a adaga contra Cass
para interroga-lo, mas Dean e Sam surgem pela porta durante o processo,
graças a intervenção de Ezekiel e suas habilidades ainda um tanto
obscuras.

 

 

 
 Mas antes que possamos comemorar, April nos surpreende
novamente, matando Castiel e dominando a situação não permitindo sequer que os
irmãos a toquem, lançando-os para longe em um daqueles resgates
doloridos, felizmente encerrado por Dean que a mata com a Adaga de Cass
enquanto ela tenta matar Sammy.

 

Apesar do seu jeito durão, Dean se desespera ao ver Cass sem vida.

Mas
antes que ele possa encher os olhos de lágrima, Ezekiel se mostra um
aliado a altura de Castiel mais uma vez e o revive com seus poderes espontaneamente.
Debilitando-se com a intervenção, Ezekiel se recolhe ao interior de Sam e involuntariamente (ou não) faz com que Dean
mais uma vez seja o único realmente ciente do que houve, tendo que
arrumar desculpas desta vez não apenas para Sammy, mas para Cass,
deixando claro que o segredo que ele guarda há de ser um fardo e tanto, podendo quem sabe até custar muito daquilo pelo que ele tomou tal desesperada
decisão.

 

 
Já na “Batcaverna”, quando achamos que podemos finalmente erguer os pés sobre a
mesa e saborear um Burrito na companhia da tríplice aliança, Ezekiel surge dizendo a Dean que Cass representa perigo ao
refúgio dos homens das letras.

 

 

Ezekiel ainda afirma que terá que partir se Castiel
permanecer ali, deixando a Dean uma difícil escolha entre Sam e Castiel,
encerrando o epísódio com uma frase que jamais ocorreria sequer a nós e ao
próprio Castiel: “Cass, você não pode ficar.”


 
Ainda com esse suposto alívio concedido pelo novo anjo aliado, confesso que temo
por Sam, já que não sabemos mais deste processo que Ezekiel está
desenvolvendo dentro dele e quais serão os efeitos colaterais.

Além
disso, o temor de Ezequiel em ser encontrado pelos asseclas de
Bartholomew justifica a expulsão de Cass apenas para sua segurança?

Seria o desespero de manter Sam vivo o melhor instinto a ser seguido?

Será Ezekiel realmente o melhor conselheiro de Dean, já que Sam está indisponível para ajudar nas decisões, sem contar poder opinar em seu próprio destino?
Continua nos próximos episódios…

Se você ainda não viu o Episódio 

 
 

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